Oliveira, Margarida Duarte de
O desenvolvimento tecnológico e a disponibilização de equipamentos, tais como telemóveis ou tablets, aproximaram o utilizador da informação, colocando-a no bolso, à distância de um toque. Porém, a utilização generalizada deste tipo de equipamentos e a diversidade de meios de comunicação, generalizaram a utilização do formato digital, suporte até então procurado junto de um centro ou museu de ciência.
Esta inversão, gradualmente foi alimentando a necessidade de reinvenção dos suportes utilizados para comunicar ciência, alertando para a necessidade de que para além da interação, o material de divulgação deve poder ser construído pelo próprio público.
É neste contexto que surge o conceito de ?espaço maker?, onde o digital partilha o espaço com elementos físicos, não raras vezes produzidos pelo próprio utilizador, com base nos conteúdos científicos e tecnológicos que vão sendo comunicados e que gradualmente vão permitindo construir o conhecimento, e consequentemente, a ferramenta de comunicação numa determinada área.
A informação partilhada pelo comunicador promove a aplicabilidade dos conteúdos por parte do utilizador, inspirando a sua criatividade e dando origem a uma explosiva reação altamente enriquecedora para ambas as partes.
É com base neste novo paradigma que a equipa da Associação Centro Ciência Viva do Lousal desenvolveu o seu mais recente projeto que conjuga componente expositiva com um convite para que o próprio utilizador contribua para a construção do elemento chave de comunicação.
Recorrendo ao conceito ?Hands on?, a desenvolveu-se uma maquete, construída na totalidade a partir de materiais de uso corrente, onde são representados diferentes biótopos nos quais é possível identificar elementos que apresentam diferentes formas de luminescência. Mediante a aplicação de diferentes conceitos, o utilizador poderá ativar diferentes secções da maquete, sendo para tal convidado a realizar atividades práticas relacionadas com diferentes áreas do conhecimento. Reações químicas de luminescência, fluorescência associada a determinados minerais ou a ativação de circuitos elétricos que permitem desencadear determinadas ações, são alguns dos exemplos das interações que permitem dar ?vida? à maquete, alimentando os conceitos de biologia que servem de base aos diferentes ambientes.
Além da maquete conjugar uma grande diversidade de conteúdos científicos, revelando-se uma fortíssima ferramenta de comunicação, destaca-se o facto da mesma não ser estacionária, podendo receber novos elementos resultantes da participação e contribuição do utilizador. A participação ativa na construção da maquete, constituí ainda uma carta convite para a introdução e exploração de diferentes propriedades dos materiais, inevitavelmente ligadas aos aspetos científicos que as explicam.
Esta ferramenta, inovadora do ponto de vista quer da conceção, quer da forma de comunicar de ciência, constitui uma forma alternativa e desafiante que confronta o utilizador com a necessidade de ser um participante ativo, que contribuí para a construção do próprio espaço e material expositivo.
2017
Comunicação de Ciência
Póster em Conferência
Pinheiro, Márcia; et al.
2015
Museologia
Póster em Conferência
Moreira, Elsa; et al.
2019
Ciências da Educação
Póster em Conferência
Costa, Ilídio André; et al.
2020
Comunicação de Ciência
Póster em Conferência
Cardoso Reis, Ricardo; et al.
O Planetário do Porto - Centro Ciência Viva disponibiliza às escolas um conjunto de oficinas pedagógicas que abrangem vários temas da astronomia. Nestas oficinas os alunos realizam várias experiências, que de outra forma, seriam aprendidos exclusivamente por via teórica. A oficina "A Impressão Digital dos Astros" destina-se aos alunos do ensino secundário, e tem como objetivo mostrar como, através do estudo do espectro visível, é possível obter informações acerca da composição química das estrelas, além de outras aplicações da espectroscopia no nosso dia-a-dia. A atividade tipicamente demora pouco menos de uma hora a realizar. Adicionalmente, estas oficinas apresentam ainda as aplicações à astronomia de vários dos conceitos abordados nos programas curriculares do Ensino em Portugal - principalmente de física, química e matemática. A atividade começa com a construção de um modelo simples de um espectroscópio, usando um pedaço de CD-ROM como rede de difração. Estes modelos são usados para ver a diferença entre o espectro do Sol e o espectro de lâmpadas fluorescentes. De seguida, o monitor explica a diferença entre espectros de emissão e espectros de absorção, referindo ainda o Efeito Doppler e como é possível, através do desvio para o vermelho (ou azul), inferir a velocidade de afastamento de um objeto em relação ao observador. No final da experiência, com recurso a tubos espectrais com várias substâncias, e recorrendo à Tabela Periódica dos Espectros de Emissão produzida pelo Planetário do Porto (em breve disponível para distribuição), os alunos procedem à identificação de algumas dessas substâncias com base nos seus espectros. Neste poster serão apresentadas as atividades práticas que os alunos desenvolvem nesta oficina pedagógica.
2015
Ciências Naturais e Exactas
Póster em Conferência
Folha, Daniel; et al.
O Planetário do Porto - Centro Ciência Viva é um espaço gerido pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), uma associação científica e técnica privada, sem fins lucrativos e reconhecida de utilidade pública. Inscreve entre os seus objectivos apoiar e promover a Astronomia, através da investigação científica, formação a todos os níveis, divulgação e promoção da cultura científica. O CAUP é a instituição de acolhimento do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), a maior unidade nacional de investigação na área. A ligação de um centro de ciência a um instituto de investigação é caso raro no mundo e permite à equipa de divulgação do CAUP produzir conteúdos educativos originais, atualizados e cientificamente corretos. Mas a imagem clássica do planetário, com o projetor de estrelas no centro da sala, e sessões direcionadas quase exclusivamente para visualizar o céu noturno, está largamente desatualizada. Com a instalação do novo sistema de projeção digital no Planetário do Porto, e em particular com o software de simulação de Universo Sky Explorer, da RSA Cosmos, é agora possível simular o Universo num hemisfério, fazendo do planetário uma ferramenta poderosa para desenvolver ações educativas, que valem por si só, ou que podem complementar o Ensino mais formal. Além disso, como a sensação de imersão proporcionada por uma projeção hemisférica é única, os planetários modernos são agora autênticos cinemas imersivos, com possibilidade de apresentar sessões com temas multidisciplinares, inclusive para temas além das ciências exatas.Neste poster serão dados alguns exemplos do potencial deste novo sistema, com ênfase para a sessão ?Vida - Uma história Cósmica?, produzida pela California Academy of Sciences, o atual ?feature show? do novo Planetário do Porto digital, que aborda conteúdos de Biologia, Geologia, Química e, é claro, Astrofísica. Na perspetiva de complemento ao ensino formal, a sessão é dirigida a estudantes a partir do 9º ano de escolaridade. Numa lógica de promoção da cultura científica e tecnológica, a vida num contexto cósmico é um dos grandes temas de investigação atual, que adicionalmente domina o imaginário público. A sessão ilustra como diferentes ciências contribuem e se ligam em busca de uma resposta a um problema comum. Como começou a vida na Terra? Esta questão desafiante constitui a base deste filme para planetário, que transporta a audiência numa viagem através dos tempos. Utilizando visualizações científicas, entramos no mundo microscópico da célula de uma folha, recuamos até ao nascimento das primeiras estrelas e à origem dos próprios elementos. A viagem continua entrando na Via Láctea, em direção ao Sistema Solar recém-nascido, para mergulharmos até ao fundo do oceano da Terra primitiva, onde à volta de fontes hidrotermais se terão formado moléculas orgânicas importantes para a vida. Testemunhamos mudanças biológicas e geológicas no nosso planeta e revemos os indícios que permitem contar a história da vida na Terra, ao explorar estratos rochosos. Terminamos deixando a audiência imersa numa representação da estrutura em dupla hélice do ADN, a base da vida como a conhecemos.
2015
Ciências Naturais e Exactas
Póster em Conferência
Moreira, Noel; et al.
A necessidade de exportar os conteúdos lecionados em sala de aula para fora da mesma, adotando alternativas metodológicas de aprendizagem não-formal, como saídas de campo, é cada vez mais importante na cimentação do conhecimento. Esta multiplicidade de estratégias de ensino e de aprendizagem vivenciadas pelo aluno poderão garantir maiores oportunidades para a construção do conhecimento, fornecendo aos alunos diferentes abordagens de um mesmo conteúdo. Desta forma, as saídas de campo possibilitam incrementar a motivação, o interesse e o conhecimento adquirido pelos alunos (Behrendt & Franklin, 2014), tornando assim as aprendizagens significativas (Ausubel et al, 1999). O ensino e aprendizagem das Ciências da Terra podem e devem ter lugar em contextos diversificados, proporcionando a oportunidade de observação in situ dos conceitos teóricos lecionados em contexto formal. É neste sentido que surge a saída de "ALMOGRAVE - SINES; da Pangeia ao Atlântico ou uma viagem ao Ciclo das Rochas", inserida na oferta formativa do Centro Ciência Viva de Estremoz. A saída foi concebida de forma a abordar os conhecimentos adquiridos pelos alunos do Ensino secundário, durante o seu percurso letivo. Muitas vezes, estes conhecimentos só ganham consistência e maturação quando o aluno se depara com o contexto natural. Aqui, os participantes são convidados a observar, analisar e discutir processos geológicos atuais, comparando-os com os registados no contexto geológico. Neste trajecto torna-se possível identificar e classificar diversas tipologias de rochas e de estruturas geológicas, como falhas e dobras, permitindo aos participantes criar associações entre os conceitos abordados em contexto formal e o real. Estas pontes facilitam a consolidação das matérias, a interligação de conhecimentos dispersos e a criação de teias de conhecimento, que permitem a compreensão dos fenómenos atuantes no passado geológico de Portugal Continental, desde a génese da Pangeia à abertura do oceano Atlântico (Dias et al., 2013). Igualmente importante é a inclusão de instrumentos que permitem dar visibilidade ao domínio das aprendizagens das Ciências da Terra, por parte dos alunos, tais como cartas geológicas, bússolas e prensas de modelação necessários à consecução das metas definidas.
2015
Ciências da Educação
Póster em Conferência
Antunes, Mariana; et al.
O Centro Ciência Viva de Estremoz (CCV Estremoz) pertence à rede Portuguesa de Centros de Ciência, criada com o objetivo de promover a cultura e literacia científicas em Portugal. A exposição permanente do CCV Estremoz, denominada Terra; Um Planeta Dinâmico, é constituída por mais de quatro dezenas de módulos interativos e expositivos, concebidos e adaptados para o entendimento dos processos geodinâmicos atuantes no nosso planeta. Transversal à compreensão destes processos, encontra-se a noção de tempo geológico, um conceito difícil de compreender pelos alunos, sobretudo em idades mais jovens (Bonito et al., 2010). Comummente, este conceito é trabalhado pelos manuais escolares com recurso à compactação dos 4550 milhões de anos da História da Terra num ano, situando aqui os diferentes eventos geológicos. Na exposição permanente do CCV Estremoz este conceito também é assim trabalhado. No entanto, é complementado com outras estratégias didáticas, destacando-se, a título de exemplo, o módulo A Ampulheta dos Milhões. Ao girar a ampulheta, assiste-se à passagem de cerca de um milhão de objetos. A partir daqui iniciam-se jogos matemáticos simples, através de uma interação pergunta-resposta com os alunos, com intuito de compreender as diferentes escalas associadas aos processos geológicos. Com efeito, não só se abordam os grandes números, relacionados com o tempo geológico, como também os pequenos números, relacionados com as lentas velocidades da maioria dos processos geodinâmicos. Interligando as diferentes escalas, é então possível concetualizar a Terra como um planeta dinâmico, e não estático, como muitas vezes dizem os nossos olhos, à escala de vida humana. Deste modo, trabalha-se um conceito praticamente abstrato com exemplos concretos, presentes no dia a dia dos alunos, o que facilita a sua aprendizagem (Cunha, 2006). Este módulo localiza-se no início da exposição, permitindo assim contextualizar os módulos seguintes, estabelecendo um fio condutor na exposição.
2015
Museologia
Póster em Conferência
Cardoso Reis, Ricardo; et al.
O Planetário do Porto - Centro Ciência Viva disponibiliza às escolas um conjunto de oficinas pedagógicas que abrangem vários temas da astronomia. Nestas oficinas os alunos realizam várias experiências que, de outra forma, seriam aprendidas exclusivamente por via teórica. A oficina 'À Descoberta do Sistema Solar' destina-se a alunos do 3º ao 7º ano de escolaridade e apresenta uma visão geral do Sistema Solar, com destaque para o Sol e para os planetas. Ao realizá-la os Alunos podem compreender melhor as particularidades de cada astro mas também a interação que constantemente ocorre entre eles e a impossibilidade de dissociarmos o estudo da Terra do estudo do contexto astronómico em que ela se encontra. Adicionalmente, estas oficinas apresentam ainda as aplicações à astronomia de vários dos conceitos abordados nos programas curriculares do ensino em Portugal - principalmente de física, química e matemática. Esta oficina é composta por um modelo do Sistema Solar, com os planetas representados à escala, com a Terra do tamanho de uma bola de ping-pong. Os alunos e o monitor que os acompanha vão percorrendo esse modelo com paragem em cada um dos astros, onde, após uma breve discussão das suas principais caraterísticas, realizam uma experiência demonstrativa de um fenómeno ou caraterística que lhe está associado. A atividade completa é tipicamente realizada em cerca de 1h 30m e inclui uma atividade para cada um dos principais objetos do Sistema Solar (incluindo Plutão). Cada sessão pode ser realizada por um máximo de 30 alunos simultaneamente. Neste poster serão apresentadas as atividades práticas que os alunos desenvolvem nesta oficina pedagógica e algumas variações, implementadas de acordo com a escolaridade dos participantes, com o tempo disponível para a realização, e com o espaço disponibilizado quando a oficina se realiza nas escolas.
2015
Ciências da Educação
Póster em Conferência
Nobre, Alexandra; et al.
"Era uma vez... Ciência para quem gosta de histórias" é uma exposição produzida pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, inspirada em contos infantis, que explora de forma interativa conteúdos de ciência e tecnologia. O percurso da exposição desenvolve-se ao longo de 10 histórias (cada uma materializada num livro - estação lúdica/ pedagógica) que orbitam a floresta central das fábulas. Os conteúdos de texto são apresentados em português, castelhano, inglês e Braille. Em cada estação é disponibilizado um suporte de áudio e um ponto multimédia com descrição em linguagem gestual. Instalada na praça coberta do IDEGUI - Instituto de Design de Guimarães a exposição surge como base de lançamento do Centro de Ciência Viva de Guimarães e destina-se a um target dos "3 aos 103 anos". Durante 3 meses a exposição recebeu, sobretudo, público escolar contando com o apoio da autarquia que assegurou transporte gratuito a todos os alunos do ensino pré-escolar, 1º e 2º ciclos da área geográfica concelhia. A estratégia de comunicação e divulgação da exposição envolveu contactos orientados aos estabelecimentos de ensino da região, publicidade estática, notas de imprensa, redes sociais e conteúdos online. Em resultado desta abordagem, o número de visitantes suplantou as expectativas e obrigou ao prolongamento da exposição por mais um mês. A dinâmica de público geral seguiu a mesma tendência, verificando-se uma forte afluência de famílias e grupos informais organizados, sobretudo ao fim-de-semana. No sentido de aferir a opinião dos visitantes utilizaram-se 2 instrumentos de avaliação: a aplicação de um questionário de satisfação (remetido aos professores) e a instalação de um mural (no qual os visitantes foram convidados a expressar-se sobre a visita). Entendeu-se que este seria o meio de comunicação mais adequado ao público por permitir a partilha de perceções com recurso a linguagem escrita (mais frequente entre adultos) e a linguagem pictórica (preferida pelas crianças e jovens). Neste poster pretende-se apresentar uma leitura empírica dos registos individuais de opinião relativa à experiência de visita e expor algumas das expressões mais regulares (figuras desenhadas, símbolos e composição escrita) numa tentativa de (1) interpretação dos conteúdos inscritos no mural e (2) de compreensão da perceção manifestada pelos visitantes, envolvendo, para além de aspectos relativos à aprendizagem, elementos de identificação pessoal, afetiva, identitária, estética e cognitiva.
2015
Museologia
Póster em Conferência