Repositório Ciência Viva

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O Arquivo Vivo é um repositório que torna acessíveis a todos os públicos as publicações sobre a Ciência Viva. Esta plataforma reúne teses académicas, artigos científicos, apresentações em conferências, relatórios, e todo o tipo de trabalhos ou publicações relacionadas com a Ciência Viva ou publicadas com a sua colaboração.

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Era uma vez... Uma exposição de Ciência em Guimarães

Nobre, Alexandra; et al.
"Era uma vez... Ciência para quem gosta de histórias" é uma exposição produzida pelo Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, inspirada em contos infantis, que explora de forma interativa conteúdos de ciência e tecnologia. O percurso da exposição desenvolve-se ao longo de 10 histórias (cada uma materializada num livro - estação lúdica/ pedagógica) que orbitam a floresta central das fábulas. Os conteúdos de texto são apresentados em português, castelhano, inglês e Braille. Em cada estação é disponibilizado um suporte de áudio e um ponto multimédia com descrição em linguagem gestual. Instalada na praça coberta do IDEGUI - Instituto de Design de Guimarães a exposição surge como base de lançamento do Centro de Ciência Viva de Guimarães e destina-se a um target dos "3 aos 103 anos". Durante 3 meses a exposição recebeu, sobretudo, público escolar contando com o apoio da autarquia que assegurou transporte gratuito a todos os alunos do ensino pré-escolar, 1º e 2º ciclos da área geográfica concelhia. A estratégia de comunicação e divulgação da exposição envolveu contactos orientados aos estabelecimentos de ensino da região, publicidade estática, notas de imprensa, redes sociais e conteúdos online. Em resultado desta abordagem, o número de visitantes suplantou as expectativas e obrigou ao prolongamento da exposição por mais um mês. A dinâmica de público geral seguiu a mesma tendência, verificando-se uma forte afluência de famílias e grupos informais organizados, sobretudo ao fim-de-semana. No sentido de aferir a opinião dos visitantes utilizaram-se 2 instrumentos de avaliação: a aplicação de um questionário de satisfação (remetido aos professores) e a instalação de um mural (no qual os visitantes foram convidados a expressar-se sobre a visita). Entendeu-se que este seria o meio de comunicação mais adequado ao público por permitir a partilha de perceções com recurso a linguagem escrita (mais frequente entre adultos) e a linguagem pictórica (preferida pelas crianças e jovens). Neste poster pretende-se apresentar uma leitura empírica dos registos individuais de opinião relativa à experiência de visita e expor algumas das expressões mais regulares (figuras desenhadas, símbolos e composição escrita) numa tentativa de (1) interpretação dos conteúdos inscritos no mural e (2) de compreensão da perceção manifestada pelos visitantes, envolvendo, para além de aspectos relativos à aprendizagem, elementos de identificação pessoal, afetiva, identitária, estética e cognitiva.
2015 Museologia Póster em Conferência