Calçada, Ilda; et al.
As grutas turísticas portuguesas estão concentradas na região litoral-centro de Portugal onde os calcários do Jurássico formam vários maciços. Destes, o Maciço Calcário Estremenho é o que apresenta maior número de grutas e fenómenos cársicos superficiais mais bem desenvolvidos. Em 2000 a Sociedade Portuguesa de Espeleologia iniciou um processo de cooperação com a Agência para a Cultura Científica e Tecnológica ? Ciência Viva para divulgação do património espeleológico no âmbito do subprograma Geologia no Verão. Os percursos de divulgação científica delineados no início desta parceria situam-se nos arredores das quatro grutas turísticas (Mira de Aire, Santo António, Alvados e Moeda). Atualmente, decorridos 14 anos de atividade ininterrupta das campanhas, estão delineados 13 percursos de divulgação científica e as regiões abrangidas incluem não só o Maciço Calcário Estremenho mas também a Serra do Montejunto, a Serra da Arrábida e as áreas calcárias da Plataforma Litoral situadas a oeste daqueles relevos. No total, os percursos incluem a visita de 28 grutas cujas características se adaptam a um público sem formação específica. Sendo o objetivo principal do percurso, a visita às grutas é acompanhada da observação de um conjunto variado de aspetos geológicos, geomorfológicos e hidrogeológicos da região percorrida. Os guias dos percursos são membros da Sociedade Portuguesa de Espeleologia que juntam os seus conhecimentos de espeleologia à sua formação geológica universitária. Estas ações, que decorrem nos fins-de-semana dos dois meses de verão, servem de complemento cultural a muitos
participantes que já visitaram as grutas turísticas da região e também estimulam o interesse pela visita das grutas turísticas naqueles que são mais adeptos do turismo de natureza. O número máximo de participantes chegou a superar o milhar por campanha anual.
2014
Ciências Naturais e Exactas
Artigo