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MEDRONHEIRO - Arbutus unedo L.

Família: Ericaceae
Nome vulgar: “Medronheiro, Ervedeiro, Érvodo”

Morfologia
Arbusto ou pequena árvore até 12 m de altura de casca fendilhada, destacando-se em tiras, geralmente acastanhadas; folhas persistentes com 4-11x1,5-4 cm, oblongo-lanceoladas, serradas a subinteiras, glabras excepto na base, de um verde intenso e brilhante.
Inflorescências em panícula com 4-5 cm, nutantes; corola com 9x7 mm, branca mas frequentemente tinta de rosa ou verde. Fruto: uma baga com 10-20 mm, passando de verde por amarelo e escarlate a vermelho-escuro.

Ecologia
Matas, matos, pinhais, orlas de bosques.

Fenologia
Floração de Outubro-Fevereiro.

Distribuição
Quase todo o país. Oeste, Centro e Sul da Europa, Noroeste de África, Oeste da Ásia, Macaronésia (Canárias).

Utilização
Alimentar (fruto comestível antes da fermentação); indústria artesanal (fabrico de aguardente por fermentação do fruto e destilação); um produto medicinal (anti-séptica, antinefrítica); ornamental (jardinagem).

Germinação
O teste internacional de germinação de sementes, cujo objectivo é determinar o potencial máximo de germinação de um lote de sementes, não faz nenhuma referência às condições de germinação das sementes de Arbutus unedo L. .

O mecanismo natural de reprodução desta espécie começa com a queda do fruto maduro no Outono/Inverno, a partir do qual se produz uma maceração e fermentação das sementes. Esta é ajudada em grande parte pela manta vegetal e o sucesso de germinação na Primavera seguinte dependerá das condições edafo-climáticas em que decorreu essa maceração/fermentação.

Na reprodução em estufa, acelera-se o processo natural a partir de frutos globosos, bem maduros, (provenientes de plantas do Parque Natural da Arrábida), em que a mistura polpa + semente depois de lavada e seca é armazenada à temperatura ambiente. Devido à pequena dimensão da semente (2-4 mm), torna-se moroso o seu processo de separação da polpa pelo que a sementeira é inspirada no processo natural sendo efectuada em caixa, com substracto adequado (deve possuir uma repartição adequada das fases sólida, líquida e gasosa, conteúdo de matéria seca e matéria orgânica, assim com um adequado pH que deve estar situado entre 5,5 - 6,0). Nestas condições são necessários 30 a 40 dias para a plântula eclodir, mais 90 a 120 dias para o seu transplante e mais cerca de 12 meses para plantação em local definitivo.



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