Ciência e o Espaço - O Vaivém Espacial volta a voar
O Vaivém Espacial volta a voar
A NASA vai retomar as missões do Vaivem Espacial esta Primavera.
O Vaivém Discovery, o terceiro a ser construído e que entrou ao serviço em 1984 tem a janela de lançamento programada para 15 de Maio a 3 de Junho de 2005.
A tripulação de sete astronautas terá uma extensa lista de tarefas que inclui o teste de inúmeros melhoramentos feitos ao nível da segurança e o imprescindível e urgente abastecimento da Estação Espacial Internacional.
Mas, esta missão designada de Retorno ao Voo, é uma missão muito especial iniciando uma nova era na exploração humana enquadrada na nova missão da NASA orientada pela Visão para a Exploração Espacial baseada no desenvolvimento de novos meios para a exploração da Terra, da Lua, de Marte e mais além.
Esta missão ilustra a capacidade da NASA para aprender com os desaires e a sua determinação em evitar novos erros. Presta simultaneamente um tributo aos astronautas do Vaivém Columbia, que há dois anos deram a sua vida na busca do conhecimento através da exploração.
A seguir ao acidente do Columbia no dia 1 de Fevereiro de 2003, obtiveram-se em Agosto de 2003, as primeiras conclusões e recomendações: a causa física para o acidente tinha sido uma brecha causada no bordo frontal da asa esquerda do vaivém causada por um fragmento de espuma isoladora que se soltou do tanque de combustível principal na subida para a órbita. Este bloco de espuma com cerca de meio kilograma e do tamanho de uma mala de executivo, atingiu uma secção da asa recoberta de um material á base de carbono, que faz parte do escudo de protecção térmica do Vaivém. O estrago permitiu que, na reentrada na atmosfera, o ar extremamente aquecido penetrasse no interior da asa enfraquecendo a sua estrutura e causando eventualmente a desintegração do Columbia a 65 km de altitude 16 minutos antes da aterragem.
O estudo dos relatórios e recomendações levaram a NASA a debruçar-se sobre 44 questões que resultaram em intervenções ao nível da segurança e operacionalidade que culminam agora na missão STS-114, Regresso ao Voo.
As modificações feitas, como por exemplo, a alteração do suporte do tanque exterior e a instalação de sensores nas asas e de um braço robótico, visam a diminuição do risco de produção de fragmentos que possam causar estragos no Vaivém e possibilitam a identificação, inspecção e reparação de estragos durante o Voo, se for necessário.Foram também melhorados a excelência da intervenção técnica, a qualidade das comunicações e a capacidade de tomada de decisões. Existe ainda um plano para manter a tripulação em segurança até poder ser lançada uma missão de salvamento, mesmo sendo pouco provável a necessidade desta intervenção.