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O Pirelióforo
O "Pirelióforo" do padre Himalaya consistia, essencialmente,
num espelho parabólico, com uma superfície reflectora de 80 metros
quadrados, formado por 6177 pequenos espelhos que reflectiam a luz do Sol numa
cápsula refractária, a qual funcionava como um cadinho, e onde
se colocavam os materiais a fundir. O conjunto estava montado numa enorme armação
em aço de 13 metros de altura, que acompanhava os movimentos do Sol mediante
um mecanismo de relojoaria.
O "Pirelióforo" constituiu a grande atracção
da Exposição de St. Louis e a mais importante novidade científica
que a mesma apresentava, razão pela qual o júri lhe atribuiu o
"Grand Prix", duas medalhas de ouro e uma de prata. A imprensa mundial
concedeu um grande destaque à invenção do padre Himalaya,
que foi então convidado pelo Governo dos Estados Unidos — que tinha
compreendido a importância dos seus inventos, nomeadamente a possibilidade
da sua utilização para fins militares — a naturalizar-se
americano, o que ele rejeitou por simples dedicação à pátria,
não obstante esta nunca lhe ter tido criado as condições
para desenvolver os seus trabalhos de investigação. Para além
disso, segundo afirmou por diversas vezes, nunca tinha sido sua intenção
utilizar as suas descobertas para objectivos bélicos, mas aplicá-las
no desenvolvimento da agricultura e da indústria, procurando ser útil
ao seu país.
Adaptado de “Inquilino do Seminário de Vilar”,
de José Manuel Lopes Cordeiro (7 de Maio de 2000)
in http://homepage.oninet.pt/873mzj/memo_f-l.htm
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