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Protocolos para experiências de germinação

Miguel Ângelo Carvalho, Centro de Ciências Geológicas e Biológicas, Universidade da Madeira

Protocolo tipo para o 1º Ciclo

Objectivo da experiência
Observar diferenças nos tempos de germinação e crescimento entre as plantas experimentais e de controle.
Observar diferenças no crescimento das partes radicular e foliar das plantas experimentais e de controle.
Observar diferenças no ciclo reprodutor (floração e procedimento) entre as plantas experimentais e de controle.
Planta: Hypericum glandulosum Ait.



Procedimento experimental

1. Preparar 2 canteiros (ou vasos, A e B) nas mesmas condições (dimensões, quantidade de solo) e 2 tabuleiros (A e B) com 20 cm por 5 cm de altura.

2. Determinar as condições iniciais de sementeira (peso dos canteiros antes e depois da rega, pH do solo (medir o pH do solo misturando um pouco de solo com água destilada)) em ambos os canteiros.

3. Definir as condições da experiência, nomeadamente de rega dos canteiros (por exemplo, regar de 7 em 7 dias, adicionando 150 ml de água por kg de solo. A quantidade de água a adicionar depende do tipo de solo, o qual não deve ficar alagado em demasia).

4. Preparar os tabuleiros revestindo-os com 2 camadas de papel de filtro (ou algodão ou papel absorvente de cozinha), humedecendo bem o papel com água destilada.
5. Desinfectar as sementes (em especial, aquelas que irão ser utilizadas nos tabuleiros), durante 30 minutos, em 1% de hipocloreto de sódio (lixívia, 1 ml de lixívia em 99 ml de água), seguido da sua hidratação em água, durante 30 minutos adicionais.

6. Lançar 3 a 5 sementes em cada canteiro A (sementes controle que permaneceram em terra) e B (sementes experimentais que participaram no voo espacial). Cobrir as sementes de terra, regar os canteiros e colocá-los num local à sombra.

7. Lançar 3 a 5 sementes em cada tabuleiro (seguindo a mesma disposição). Cobrir bem os tabuleiros com papel de alumínio e colocá-los num local escuro, de preferência com uma temperatura constante (20 ou 25 ºC). Os tabuleiros devem ser observados e se necessário regados todos os dias (evitar a água em excesso).

8. Registar o dia e a hora de início da experiência, num caderno de “laboratório”.

9. A partir do dia de início da experiência observar as sementeiras (canteiros e tabuleiros), registando as alterações no estado de germinação das sementes. Anotar o dia de aparecimento da raíz e do hipocótilo (nas sementes dos tabuleiros).

10. Após o aparecimento destas estruturas, com ajuda de uma régua, de 4 em 4 dias (ou com outra periodicidade) medir o crescimento das plantas.

11. Realizar o mesmo procedimento quando as plantas aparecerem nos canteiros, medindo apenas o crescimento da parte área (anotar o dia em as plantas saíram da terra). 12. Anotar os dias em que aparecem as primeiras folhas nas plantas dos tabuleiros e canteiros.

13. No caso de estar disponível uma balança, com a sensibilidade necessária (0.01 g), as plantas dos tabuleiros podem ser pesadas individualmente, sendo o aumento do seu peso registado.

14. O mesmo procedimento pode ser adoptado para as plantas dos canteiros, mas neste caso terá de ser pesado todo o tabuleiro antes de cada rega. Neste caso deve evitar-se a todo o custo o crescimento de outra vegetação ou insectos (animais) e o peso inicial do tabuleiro com o solo húmido (ou “seco” de acordo, com o estado do canteiro) deve ser deduzido a cada pesagem.

15. A experiência nos tabuleiros pode ser prolongada, durante 3 a 4 semanas, devendo ao fim deste tempo as plantas ser transferidas cuidadosamente para terra (esta transferência requer aclimatação).

16. A experiência nos canteiros pode prolongada por 4 ou mais meses de acordo com a decisão das equipas. No fim desse período podem ser avaliadas as diferenças de crescimento entre plantas experimentais e as plantas controle (medindo a “copa” dos arbustos, com uma fita métrica, fotografando as plantas, desenterrando cuidadosamente uma planta de cada variante para medir o sistema radicular, pesando as plantas desenterradas).

17. Os resultados obtidos devem ser apresentados sob a forma de médias de 3 a 5 medições (uma por planta) para cada registo.

18. A experiência pode ser prolongada, após este prazo, se tal for possível, afim de observar outros processos do ciclo biológico (diferenças no período e tempo de floração, diferenças na produção de sementes). As diferenças devem ser anotadas no caderno como o dia de aparecimento das primeiras flores, tempo de vida das flores (desde o desabrochar até à queda). As diferenças na produção de sementes podem ser avaliadas, através do número de sementes produzidas por cápsula e/ou pelo peso de um número idêntico (por exemplo 100) sementes.



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