O telefone

O telefone



A Evolução da Comunicação Através dos Tempos
Pinturas Rupestres






Há muitos, muitos anos, os homens comunicavam através de gestos e gritos.
Contavam as suas histórias fazendo desenhos nas paredes das cavernas (pinturas rupestres).









A Evolução da Comunicação Através dos Tempos
A Escrita










Mais tarde, o Homem inventou a escrita. Começou a usar o papiro, a pedra e as placas de argila para gravar as suas mensagens.
As primeiras mensagens eram transmitidas por estafetas, que percorriam muitos quilómetros para levarem a informação ao seu destino.












A Evolução da Comunicação Através dos Tempos
O Telégrafo

Depois, o Homem passou a utilizar telégrafos de tochas, telégrafos de tambor, telégrafos por sinais de fumo.
Em 1794, os irmãos Chappe, que eram franceses, inventaram um telégrafo que era feito com uma espécie de braços articulados.
Em 1840, um senhor chamado Morse criou um telégrafo já mais moderno e um código chamado Código Morse. Esse código é uma espécie de alfabeto que usa pontos e traços. Por exemplo, a letra A é . _ , a letra B é _ . . . , etc.
Em 1850, estabeleceu-se uma ligação entre a Inglaterra e o resto da Europa através de cabos marítimos que utilizavam o Código Morse.
Hoje em dia, ainda se utiliza o Código Morse na comunicação entre navios de guerra e nas actividades dos escuteiros.




O 'Telégrafo Falante' de Meucci

































Vida e Obra de Antonio Meucci (1808-1896)

Antonio Meucci nasceu no dia 13 de Abril de 1808, em San Frediano, perto de Florença, em Itália.
Em 1835, viajou para Cuba, para trabalhar num teatro.
Meucci interessava-se por tudo o que tinha a ver com investigação científica e realizou muitas experiências. Foi através de uma das suas experiências que ele descobriu, por acaso, como a voz humana se podia transmitir à distância através de um fio de cobre.
Assim, em 1850, partiu para Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, com o objectivo de aperfeiçoar a sua invenção, a que ele chamava “Telégrafo Falante”.
Como Antonio Meucci era muito pobre, montou uma fábrica de velas, na tentativa de ganhar algum dinheiro para poder continuar a desenvolver o telefone e, em 1857, instalou o primeiro sistema telefónico, ligando a sua casa ao escritório da fábrica.
Uns anos mais tarde, Meucci sofre um grande acidente e, durante a sua estada no hospital, a sua mulher teve de vender os seus inventos (incluindo o telefone) para conseguir algum dinheiro.
Meucci tenta reconstruir tudo de novo e pede, então, ajuda à “Companhia Telegráfica do Oeste” (Western Telegraph Company).
Em 1876, gera-se a grande confusão na Secção de Patentes, com o sr. Bell e o sr. Gray.
Em 1886, os tribunais reconhecem Meucci como sendo o inventor do telefone, mas após a sua morte, em 1896, tudo fica “esquecido” e é o sr. Bell quem continua a aperfeiçoar o telefone.
Só passados mais de 100 anos da sua morte é que os E.U.A. resolvem atribuir-lhe a invenção do telefone – o aparelho que revolucionou os meios de comunicação!


http://www.uol.com.br/debate/1109/cadd/cadernod05.htm


A Vida no Século XIX, nos E.U.A.

O continente americano teve uma industrialização muito rápida e passou a ser considerado a esperança de fazer fortuna. Essa esperança levou milhares de pessoas a emigrar. Daí, o enorme crescimento do número de habitantes, nas grandes cidades. Nova Iorque e Chicago já tinham, no final do século passado, vários milhões de habitantes.
Surgiu, então, a necessidade de construir os primeiros arranha-céus, por volta de 1900, em Chicago.
No centro das cidades, encontrava-se a zona de negócios, a bolsa, os bancos e os escritórios. Era aqui que se situavam também as zonas mais elegantes, com moradias, armazéns, lojas de moda, teatro, óperas e primeiros cinemas.
Na periferia, ficavam bairros muito pobres e degradados, habitados por trabalhadores fabris, ou seja, pelos operários.
O modo de vida da cidade era diferente conforme a classe social a que se pertencia:
Burguesia (alta, média, pequena) ou Operariado Industrial.
Os mais ricos dividiam o seu dia entre os negócios e o convívio nos clubes e nos cafés.
À noite, iam à ópera, ao teatro, aos concertos ou aos animados cabarés.
Os mais pobres trabalhavam todo o dia, regressando à noite ao triste bairro onde habitavam. A passagem pela taberna ou um passeio a pé pelos campos mais próximos eram as distracções possíveis.


A Vida no Século XIX, em Portugal

O VESTUÁRIO

O vestuário do século XIX foi influenciado pela Revolução Industrial e pelo triunfo da Burguesia.
A moda passou por quatro grandes estilos:
- 1800-1815: “1º Império”
- 1815-1850: “Romântico”
- 1850-1870: “2º Império”
- 1870-1914: “Belle Époque”

Quanto à moda feminina, usavam-se saias compridas até ao chão (para não se verem os tornozelos). Os cabelos usavam-se compridos, mas na forma de canudos, de tranças apanhadas, etc. Por cima, usava-se o chapéu.
Quanto à masculina, as três peças principais eram a casaca, o colete e as calças. Por baixo, vestia-se a camisa e punha-se sempre uma gravata. O cabelo usava-se cortado e apareceram o bigode, as barbas e as suíças. Usava-se sempre um chapéu, sendo o preferido o chapéu alto.

A ALIMENTAÇÃO

No campo, a base da alimentação eram os vegetais. O pão e a sopa (feita de batatas e legumes frescos secos, temperada com azeite) constituíam a parte mais abundante da refeição. Azeitonas, queijo, gordura de porco, algum bacalhau ou sardinha eram o acompanhamento, juntamente com vinho.
A pouco e pouco, o café, o arroz, o “pão branco” e os enchidos entraram na alimentação do camponês. O regime alimentar era pobre em proteínas: a carne era um luxo e só era comida pelos ricos.
Na cidade, os nobres e os burgueses tinham uma alimentação variada, composta por: peixe, carne de caça, legumes, cereais, fruta e doces.
Faziam quatro refeições por dia: pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar.
Com a facilidade das comunicações, chegaram a Portugal novos hábitos alimentares: bifes, puré, pudins e outras doçarias.
Os cafés e os restaurantes tornaram-se comuns. Eram espaços onde se podiam tomar refeições ou, simplesmente, um sorvete.
Nas classes mais pobres, a alimentação continuava a ser muito parecida com a dos camponeses.

OS DIVERTIMENTOS

Os homens da aldeia divertiam-se nas tabernas, onde jogavam às cartas e punham a conversa em dia.
Em casa, ao serão, as mulheres fiavam, teciam e faziam renda, enquanto os homens consertavam os instrumentos de trabalho.
Aos domingos, os homens entretinham-se com vários jogos, nos largos das aldeias: jogo do pau, da malha, das bilhas e subida ao mastro.
Em certas aldeias, as pessoas mais cultas, como o padre, o médico, o professor ou o juiz, organizavam serões, onde liam e comentavam jornais e revistas da época. Como a maioria do povo não sabia ler, eram estas pessoas mais cultas que liam e escreviam as cartas para os seus familiares.
A música era também uma das principais manifestações culturais das pessoas do campo. Cantava-se ao desafio ou à desgarrada nas ceifas, nas desfolhadas e nas vindimas. Os instrumentos mais utilizados eram: a guitarra, a viola, o acordeão, a harmónica, a gaita-de-foles, os ferrinhos e o pandeiro.

O NAMORO

No século XIX, o namoro era muito diferente do que é hoje em dia. O rapaz só podia aproximar-se da rapariga de quem gostava com autorização do Pai dela e sempre na presença de pessoas da família.
As meninas desta época não podiam sair à rua sozinhas, mas era-lhes permitido ir à janela durante meia hora depois do almoço e do jantar.
Os namorados não podiam encontrar-se a sós e, até ao casamento, os apaixonados só se comunicavam através de cartas e só se podiam ver ao longe.
Mesmo quando já eram noivos, nem todos os rapazes podiam entrar na casa da sua amada.
Contentavam-se em ficar na calçada, aguardando horas seguidas para a poderem ver. Estes eram os chamados namorados “estaca” que, do meio da rua suspiravam por um lencinho ou uma madeixa de cabelo oferecida como recordação.
O namoro tinha ainda os seus dias e locais próprios: as noites dos santos populares, os arraiais, as romarias, os bailes, as procissões e as épocas de praia.

1) Desde que o telefone foi inventado, ele evoluiu e transformou-se?

Sim, o telefone tem vindo a evoluir desde que foi inventado.
Primeiro, apareceu o telefone do senhor Meucci, que se chamava “ Telégrafo Falante”.
Depois, em 1877, apareceu o Telefone de Caixa do senhor Bell (Fig. 1).
Em 1894, foi fabricado o telefone da Columbia Telephone Manufacturing (Fig. 2).
Em 1895, o Telefone de Escrivaninha foi produzido pela Western Electric para a Companhia do Telefone de Bell (Fig. 3).
A certa altura, apareceu o telefone com marcador de disco (Fig. 4), que foi evoluindo para os telefones que hoje conhecemos: o telefone fixo, com marcador de teclas (Fig. 5), e o telemóvel.

Hoje em dia, até é possível enviar e receber mensagens escritas pelo telemóvel e telefone fixo. Também se pode falar através da Internet.





2) Quais são as vantagens de utilizar o telefone?

As vantagens de utilizar o telefone são:
- Poder falar com outras pessoas (no próprio momento), até de outros países, por mais longe que eles sejam;
- Mandar mensagens urgentes;
- Ligar para o 112, quando há urgências;
- Mandar mensagens por fax;
- Marcar coisas importantes e especiais, como festas, reuniões ou almoços;
- Encomendar pizzas e outrs coisas;
- Fazer reservas (hotéis, bilhetes, restaurantes, etc.)
- Avisar que não se pode ir à escola.


3) Como seria a nossa vida se não houvesse telefone?


Se não houvesse telefone, não falávamos com as outras pessoas tão rapidamente.
Podíamos escrever cartas ou mandar telegramas, mas a mensagem demorava muito mais tempo a chegar (os estafetas não conseguem correr tão depressa como a linha do telefone). Por exemplo, se quiséssemos convidar alguém para almoçar ou lanchar, sem telefone, a pessoa só recebia a mensagem dias depois e nós tínhamos de ficar à espera da resposta.
Se não houvesse telefone, não poderíamos falar com as pessoas sobre as coisas que estamos a fazer no momento.


Actividade: Construção de um Telefone de Brincar









O telefone serve para comunicar com outra pessoa, quer esteja na casa ao nosso lado quer esteja a quilómetros de distância.
É claro que o telefone de brincar não chega tão longe, mas também não precisa de corrente eléctrica nem de pilhas como os verdadeiros.

Assim, precisamos de: 2 latas (de refrigerante, de ervilhas, de tomate, etc.); 4 metros de cordel; 1 vela.

O primeiro passo é fazer um furinho no centro do fundo de cada lata, com um prego.
Depois, passa-se o cordel pela vela para que fique encerado.
A seguir, enfiam-se as pontas dos fios nos fundos das latas e dá-se um nó.
Finalmente, é só esticar o fio e conversar à vontade!









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