Desafio 

 Polinizadores em ação

CONTRIBUA PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Junte-se a este desafio com os seus alunos e transforme a sua escola
num espaço amigo dos insetos polinizadores. 



CRIAR

Professores e alunos transformam a escola num espaço amigo dos insetos polinizadores.



Criação de hortas e canteiros, construção de hotéis de insetos, alteração dos jardins para ter mais plantas nativas em floração durante todo o ano...

MONITORIZAR

A biodiversidade da escola é observada e estudada pelos alunos.



Identificação e contagem de insetos, observação da interação entre insetos e plantas, avaliação do estado de vitalidade das novas plantas...

EXPLICAR

As dinâmicas planta-inseto são explicadas com o apoio de um/a investigador/a da área científica explorada.



Reunião de trabalho com o/a investigador/a, visita ao local de trabalho do/a investigador/a, palestra na escola...

COMUNICAR

Os resultados obtidos são partilhados com a escola e comunidade local, e divulgados na página da Ciência Viva.



Visitas guiadas, safari fotográfico, folhetos e cartazes, painéis interpretativos, artigos de divulgação científica...


POR QUE É QUE ESTE DESAFIO É IMPORTANTE?


Em Portugal existem mais de 1000 espécies de insetos polinizadores, entre abelhas, abelhões, vespas, moscas, borboletas, escaravelhos e formigas.

Mas estes pequenos animais estão a sofrer graves ameaças, como a urbanização e a fragmentação dos habitats, que reduzem a sua distribuição geográfica, a agricultura intensiva, que destrói os prados e recorre ao uso intensivo de pesticidas, e as alterações climáticas, com a subida das temperaturas e a dessincronização entre as épocas de floração e o ciclo de vida dos insetos.

Se os insetos polinizadores desaparecerem, a maioria das plantas não conseguirá reproduzir-se e acabará também por desaparecer.



INSPIRE-SE NOS NOSSOS RECURSOS PARA TRABALHAR COM OS SEUS ALUNOS

COMO CONSTRUIR UM CANTEIRO DE POLINIZADORES

 

 

Se a escola tiver manutenção de jardinagem, é importante que a relva não seja cortada toda ao mesmo tempo, para haver sempre flores na escola, como as margaridas e dentes-de-leão. Construa canteiros de plantas para atrair polinizadores e coloque-os em zonas da escola pobres em diversidade vegetal. Assim, haverá mais espaços verdes na escola, para onde os insetos poderão ir à procura de alimento e abrigo.

VER

COMO CONSTRUIR UM HOTEL DE INSETOS

 

A construção de hotéis de insetos, perto dos espaços verdes e dos canteiros de polinizadores, promovem o aumento da diversidade destes seres vivos. Assim, cresce o número de abrigos disponíveis para estes pequenos animais, que ainda beneficiam da disponibilidade de alimento na área envolvente ao hotel. Desta forma, os pátios escolares podem tornar-se locais privilegiados para observar a biodiversidade local.

VER

 

O QUE É A POLINIZAÇÃO?

Para se reproduzirem, as plantas com flor precisam de transferir os grãos de pólen dos estames (órgãos masculinos) para os carpelos (órgãos femininos, onde se encontram os óvulos), e desta forma produzir sementes que irão dar origem a novas plantas.

O transporte de pólen de flor para flor pode ser feito através do vento ou até mesmo da água, mas cerca de 90% de todas as plantas com flor precisam da ajuda de insetos para se reproduzirem, o que inclui não apenas as plantas dos ecossistemas naturais mas também das culturas agrícolas. Esta relação entre plantas e insetos é benéfica para ambos: para que o pólen possa viajar de flor para flor com a ajuda dos insetos, estes recebem como recompensa um saboroso e nutritivo néctar produzido pelas plantas. As abelhas dependem ainda mais da polinização do que os outros insetos, pois as suas larvas alimentam-se exclusivamente de pólen. Talvez por isso as abelhas sejam responsáveis por cerca de 80% de toda a polinização feita por insetos.

Fique a conhecer com mais detalhe a importância dos insetos polinizadores, as ameaças a que estão expostos, e o que fazer para promover a sua conservação.

Abelha

Apis melífera

Prefere flores brancas, azuis, lilases e amarelas. Necessita de uma plataforma de aterragem ou pétalas grandes, muitas vezes com guias até ao néctar.

Abelha-solitária

Panurgus sp.

Está dependente de plantas da família Asteraceae, tal como os dentes-de-leão, e pode pernoitar no interior das flores que fecham ao final da tarde.

Abelhão

Bombus sp.

Importante polinizador, robusto, peludo e com uma longa probóscide (semelhante a uma tromba). Há plantas que são polinizadas apenas por este inseto.

Mosca-das-flores-comum

Episyrphus balteatus

Poliniza flores abertas, largas, com espaço para pousar e com néctar de fácil acesso. Emita as vespas e as abelhas para afastar predadores.

Cauda-de-andorinha

Papilio machaon

Prefere flores de cores vivas e em forma de tubo. Necessita de uma “plataforma” horizontal para pousar, já que permanece quieta enquanto suga o néctar das flores.

Escaravelho-das-flores

Oxythyrea funesta

Gosta de flores grandes e abertas, e não necessita de pistas de aterragem. Alimenta-se de grãos de pólen e de partes das flores.

 

Revista Wilder

Saiba o que pode fazer para ajudar os insectos polinizadores e porquê

Revista Visão

Insetos podem desaparecer em 100 anos e isso é catastrófico

Journal of Insect Conservation

Use of human-made nesting structures by wild bees in an urban environment

Comunicado da Comissão Europeia

EU Pollinators Initiative


 

COMISSÃO CIENTÍFICA

David Avelar, Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

José Grosso-Silva, Museu de História Natural e da Ciência, Universidade do Porto

César Garcia, Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Universidade de Lisboa

 




FIQUE A CONHECER O TRABALHO QUE AS ESCOLAS ESTÃO A DESENVOLVER, UM POUCO POR TODO O PAÍS, PARA PROMOVER A CONSERVAÇÃO DOS INSETOS POLINIZADORES.




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