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A Ciência e o Espaço

Marte: Cientistas Detectam Metano na Atmosfera
Público, 30-03-2004


Cientistas da agência espacial americana (NASA) e da congénere europeia (ESA) afirmam ter detectado a presença de metano na atmosfera de Marte. Nenhuma das organizações anunciou oficialmente a descoberta que, se confirmada, pode indiciar a existência de vida no planeta vermelho. Como a atmosfera marciana não tem uma camada de ozono, a radiação ultravioleta do sol atinge a superfície de Marte com tal intensidade que o metano da atmosfera não sobreviria mais do que algumas centenas de anos. Por isto, a descoberta permite supor a existência de uma fonte, que continuamente, lance metano para a atmosfera.
As duas hipóteses explicativas são: a existência de actividade vulcânica -que até agora não foi detectada pelas fotografias de infravermelhos tiradas à superfície de Marte - e, a mais esperada pelos cientistas, a existência de vida, sob a forma de bactérias vivendo debaixo da superfície.
O metano na atmosfera de Marte foi detectado pela equipa de Vittorio Formisano, do Instituto de Física e Ciência interplanetária de Roma, que controla o espectrómetro a bordo da sonda Mars Express da ESA. Do lado americano está Michael Mumma, do Centro Goddard de Voo Espacial em Maryland, que utilizou poderosos telescópios instalados na terra. Ambas as equipas estão agora a confirmar os resultados, para que as organizações a que pertencem possam vir a público anunciar a descoberta.

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