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A Ciência e o Espaço

Marte mais perto e mais brilhante

Sandra Alves

TSF - online, 25-08-2003

Na noite de 27 de Agosto, Marte vai estar mais perto da Terra. A distância será a mais curta dos últimos 73 mil anos: 55,578 milhões de quilómetros. Uma «oportunidade única» para observar o planeta vermelho, dizem os especialistas.

«É uma oportunidade única. Quem não conseguir ver agora não vai conseguir mais, porque este fenómeno só se volta a repetir em 2287».

As palavras são de Filipe Pires, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, sobre a rara aproximação entre Marte e Terra, na noite de 27 de Agosto. Marte estará a 55,758 milhões de quilómetros, em comparação com os habituais 400 milhões de quilómetros de distância.

«Marte vai estar mais brilhante e maior», explicou à TSF Online, salientando que «será possível ver pormenores como as calotes polares».

A partir das 21:00 de quarta-feira, nos jardins do Palácio de Cristal, há sessões de observação, embora «o Porto não seja um local muito bom, devido à poluição e excesso de luz», lamenta Filipe Pires.

Também no Observatório Astronómico de Lisboa, na Tapada da Ajuda, a noite será passada de olhos postos no céu. A partir das 21:00, munidos de binóculos e telescópios, parte-se à descoberta do planeta vermelho.

Nos dias 27 e 28 de Agosto, 3, 10, 17 e 24 de Setembro, o Núcleo Interactivo de Astronomia propõe palestras com especialistas da Agência Espacial Europeia (ESA) e de empresas e universidades nacionais.

«Marte - Enigma histórico e desafio científico»; «Marte e Terra: parentes próximos ou nem por isso» e «Vida em Marte? Da ficção científica à Beagle2» são alguns temas. No fim das sessões há telescópios para quem quiser «viajar» pelo espaço. Sempre às 20:30, no Planetário Calouste Gulbenkian.

Estas iniciativas são organizadas pela Ciência Viva. A participação é gratuita e não exige inscrição prévia, basta aparecer e deixar-se render aos encantos deste planeta vizinho.

Conhecer a atmosfera e a geologia de Marte são grandes desafios, mas a comprovação da existência de água e de vida é a expectativa máxima da comunidade científica.

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