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A Ciência e o Espaço

Columbia: Espuma Pode Mesmo Ter Feito Buraco no Vaivém
Público, 31-05-2003

O grupo de inquérito que está a investigar as causas da explosão do vaivém Columbia tentou recriar as circunstâncias do acidente, e de facto, conseguiu fazer um grande buraco numa réplica da asa do vaivém feita de fibra de vidro, semelhante ao que terá levado à explosão do vaivém. Foi lançado contra a réplica da asa um pedaço de espuma de cerca de 500 gramas, disparado por uma arma pressurizada de azoto a uma velocidade de 853 quilómetros por hora. Pensa-se que a nave explodiu devido a uma grande brecha que surgiu na asa esquerda e que permitiu que os gases a altas temperaturas invadissem a nave e, em consequência, provocassem a explosão ao entrar na estratosfera terrestre, a poucos minutos de aterrar no Centro Espacial Kennedy, na Florida. O buraco parece ter sido provocado por um bocado da espuma isolante, que protege a nave das altas temperaturas, que se soltou e bateu novamente contra as telhas de protecção térmica do casco do vaivém. O incidente foi detectado quando a nave decolou a 1 de Fevereiro de 2003, mas a NASA não lhe atribuiu muita importância na altura. Quando o vaivém estava a penetrar na atmosfera, gases superaquecidos invadiram a nave que, em poucos instantes, se despedaçou.

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