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PERTURBAÇÕES DO SONO:
O Que é o Sono?



Médicos e cientistas, através da electroencefalografia, podem registar a actividade cerebral enquanto dormimos. O electroencefalograma (EEG) regista graficamente a nossa actividade cerebral. Ao dormirmos o nosso sono segue um ciclo regular, compreendendo duas formas de sono: o sono lento (ou SWS - Slow Wave Sleep) e o sono paradoxal (ou REM - Rapid Eye Movement).

Durante o sono lento, o EEG tem uma frequência lenta, a respiração é pausada, regular e lenta, a frequência cardíaca, a temperatura corporal e a pressão arterial baixam e o tono dos músculos diminui. Assim, as nossas funções vitais funcionam a um ritmo mais lento, não nos mexemos tanto devido à diminuição do tono muscular e, por redução da temperatura corporal, podemos ter frio se não nos taparmos. Este sono é constituído por 4 fases, correspondendo a primeira ao que vulgarmente se chama "sono leve", designando-se por fase 2, 3 e 4 as fases progressivamente mais profundas.

Na forma de sono paradoxal, o REM, o EEG regista uma frequência semelhante à da vigília, isto é, o cérebro encontra-se bastante activo tornando possíveis os sonhos. Aqui, os batimentos cardíacos e a frequência respiratória tornam-se muito irregulares, o que pode ser problemático para doentes cardíacos ou pulmonares. A pressão arterial sobe e a temperatura do corpo é condicionada pela temperatura ambiente, isto é, comportamo-nos como animais de sangue frio. Os nossos olhos movimentam-se rapidamente de um lado para o outro. Verifica-se uma atonia muscular completa, razão pela qual os músculos ficam incapazes de se mover, embora haja contracções musculares esporádicas. Paradoxalmente, é muito difícil acordar uma pessoa durante o sono REM, mas o acordar espontâneo é muito fácil.

O primeiro momento de sono REM surge 70 a 90 minutos depois de adormecer. Um ciclo completo de sono leva, em média, cerca de 90 a 110 minutos. Os primeiros ciclos de sono de cada noite são constituídos por períodos de sono REM relativamente curtos e períodos de sono lento mais longos. No entanto, com o decorrer da noite, a duração dos períodos de sono paradoxal aumenta, enquanto que a duração dos períodos de sono lento diminui. De facto, pela manhã as pessoas estão fundamentalmente nas fases 1 e 2 do sono lento e no sono REM.


Trabalho realizado pelo grupo da Escola Secundária José Gomes Ferreira
Apoio e revisão científica de Teresa Paiva, investigadora do Centro de Neurociências de Lisboa