Ciência Viva no Laboratório 2025

Programa em atualização

Listagem de Estágios

Caça aos ovos de uma praga florestal

Instituição: RAIZ: Instituto de Investigação da Floresta e Papel

Localização: AVEIRO , AVEIRO
Anos: 10º, 11º, 12º
Data: de 07-07-2025 a 11-07-2025

Descrição:

As pragas e doenças florestais, além de afetarem a saúde e a produtividade da floresta, constituem uma perda de milhões de euros em matérias-primas, fundamentais para a economia portuguesa. As pragas são sobretudo insetos que se alimentam de plantas e a sua ação pode provocar o enfraquecimento das árvores, diminuição do seu crescimento, alterações na qualidade da madeira e até mesmo a morte da planta.
Existem várias formas de controlo, desde químicas, físicas, genéticas, etc. - mas de entre todas, a mais eficaz e menos impactante para o restante ecossistema é o controlo biológico, que tenta repor o equilíbrio ecológico que naturalmente existe onde a praga teve origem. O controlo biológico alia investigação científica à conservação, e tem sido aplicado em várias espécies florestais com relevância ecológica e económica. Neste tipo de controlo é usado um organismo que possui uma relação ecológica muito específica com a espécie a controlar. O objetivo é manter o equilíbrio natural do ecossistema, reduzindo a população da praga a níveis sustentáveis. No nosso caso, as pragas são o gorgulho-do-eucalipto (Gonipterus platensis) e o percevejo-do-bronzeamento (Thaumastocoris peregrinus). O controlo destas pragas é efetuado por espécies de insetos parasitoides (parasitas que levam à morte do hospedeiro).
Este estágio tem como objetivo proporcionar aos participantes alguma da investigação que é feita no RAIZ - Instituto de Investigação da Floresta e Papel, sobre esta temática. Os participantes ficarão também a conhecer o local emblemático do instituto, a Quinta de São Francisco, e alguns projetos que temos em curso, nomeadamente na área da Educação Florestal, como a Floresta do Saber.

O estágio será realizado no laboratório da Proteção Florestal do RAIZ, que é responsável pelo controlo biológico, controlo de espécies invasoras, etc. Os alunos terão a oportunidade de interagir com investigadores nestes e noutros temas florestais.

Durante o estágio, os participantes irão:
- Compreender o conceito de controlo biológico;
- Manutenção das populações de insetos – substituição de alimento de larvas e adultos de gorgulho-do-eucalipto;
- Recolha de ovos de percevejo;
- Colaborar em pequenas atividades experimentais da Floresta do Saber, desde a extração de pigmentos à reciclagem de papel ou como fazer um herbário;

Este estágio destina-se a alunos do 10.º ao 12.º ano interessados em ciências ambientais, floresta, biologia e ecologia.

Montagem e programação de robôs móveis com capacidades sensoriais e reativas

Instituição: IEETA

Localização: AVEIRO , AVEIRO
Anos: 11º, 12º
Data: de 07-07-2025 a 11-07-2025

Descrição:

Neste projeto pretende-se realizar a montagem e programação de robôs autónomos miniatura capazes de cumprir uma missão pré-definida com sensoriamento, mantendo a capacidade de lidar temporariamente com situações de exceção, tais como obstáculos, estímulos externos ou comandos de ação.

a) Montagem:
Numa primeira fase os alunos deverão familiarizar-se e montar o conjunto de peças pré-compradas de um robô miniatura comercial (PT-Robotics), tornando-as em plataformas de base rígida, na qual serão montados motores e baterias. Isto implica também procedimentos de soldagem de fios elétricos e a montagem de um circuito para alimentação elétrica geral.

b) Robôs baseados em microcontrolador arduino compatível (DFRobot):
Nesta fase os alunos irão instalar e ligar um microcontrolador DFRobot Romeo V2.2 (arduino compatível) a motores, interruptores e sensores de toque básicos que lhes permitam a familiarização com o modo como aqueles microcontroladores interagem com o exterior.
Nesse sentido, será também instalado um pacote de programas chamados de Arduino IDE que significa "Ambiente de Desenvolvimento Integrado" (Integrated Development Environment), onde os alunos poderão realizar todas as tarefas conducentes à programação do microcontrolador, nomeadamente a escrita de programas, a compilação do código com análise de erros, a incorporação de códigos externos ("link") e finalmente a transmissão por cabo USB do programa em código máquina para o microcontrolador.
Os alunos irão dominar todas essas fases.

c) Iniciação em programas simples:
A programação será feita na linguagem Arduino C. Não é requerido conhecimento prévio de programação nem da linguagem C: os alunos irão aprendê-la, começando com programas exemplo pré-existentes e acessíveis no próprio ambiente integrado. Destacam-se programas de acendimento de LEDs e de sensores de toque, que posteriormente serão usados para deteção de obstáculos. Serão também lidos sensores analógicos tais como potenciómetros, sensores de som, de luz e de infravermelhos.

d) Sensores:
Nesta fase os alunos já deverão estar familiarizados com programação de recolha de dados sensoriais externos.
Serão então acrescentados sensores específicos de interesse para as missões - alguns previamente adquiridos, outros fabricados no próprio estágio. Estes sensores dotarão os robôs de informação sobre o ambiente que os circunda para que possam tomar decisões de progressão, em conformidade. Serão realizadas experiências exaustivas de sensoriamento para garantia de bom funcionamento do robô.

e) Missões:
Irão ser definidas missões, que os alunos farão os robôs cumprir através da respetiva programação, implicando a leitura constante dos sensores instalados. Nelas, o robô terá que executar tarefas enquanto recolhe dados sensoriais, podendo tomar momentaneamente reações perante determinados estímulos externos.

Estágio Esgotado

Quanta energia poderemos produzir a partir de uma água residual?

Instituição: Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO), Universidade de Aveiro

Localização: AVEIRO , AVEIRO
Anos: , 10º, 11º, 12º
Data: de 23-06-2025 a 27-06-2025

Descrição:

Enquadramento:
O leite tem sido uma fonte de alimento para a população humana desde tempos imemoriais e, hoje em dia, as indústrias de lacticínios representam um dos maiores segmentos mundiais da indústria de produção alimentar. As águas residuais (ou efluentes) produzidas nestas indústrias representam um grave problema ambiental, se não forem tratadas adequadamente. Geralmente, estas águas residuais podem ser encaminhadas para sistemas de tratamento biológicos, dando origem à produção de energia na forma de biogás. A estimativa do volume de águas residuais geradas anualmente em Portugal por este tipo de indústrias é superior a 6 500 000 m3. Neste trabalho pretende-se avaliar o potencial de produção de energia (biogás) a partir destas águas residuais utilizando um minirreator biológico alimentado com uma água residual de uma indústria de lacticínios e observar ao microscópio as populações microbianas que produzem o biogás.

Objetivo: Determinar o potencial energético de um efluente de uma indústria de lacticínios.

Plano de trabalhos:
1) Montagem da instalação laboratorial (reator biológico de 5 litros, sistema de aquecimento, linha de recolha de biogás),
2) Caracterização da água residual a utilizar,
3) Preparação e arranque do sistema laboratorial,
4) Monitorização do biogás e metano produzidos,
5) Observação ao microscópio das espécies microbiológicas envolvidas no processo de produção do biogás a partir da água residual,
6) Cálculo do potencial energético da água residual,
7) Cálculo do potencial energético para o volume de águas residuais de lacticínios produzidas anualmente em Portugal.

Estágio Esgotado

Há justiça na exposição à poluição do ar?

Instituição: Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO), Universidade de Aveiro

Localização: AVEIRO , AVEIRO
Anos: 11º, 12º
Data: de 30-06-2025 a 04-07-2025

Descrição:

Este estágio está inserido no projeto de investigação ALICE (justiça ambiental na exposição à poluição atmosférica), e propõe-se que os jovens integrem esta equipa de trabalho e participem em algumas tarefas do projeto, juntamente com a equipa multidisciplinar deste projeto. Numa primeira tarefa, será feita a recolha de artigos e notícias sobre justiça ambiental relativamente à poluição do ar. Depois, os alunos terão oportunidade de trabalhar com dados de qualidade do ar e avaliar como é a qualidade do ar na região de Aveiro (caso de estudo do projeto). Além disso, os alunos serão ainda desafiados a criar e promover as redes sociais do projeto ALICE, de modo a disseminar os seus resultados e metodologia.
Trata-se, pois, de um estágio interdisciplinar, que envolve atividades que vão desde o conhecimento científico (na área das ciências do ambiente), até à área do marketing (com a criação e promoção de redes sociais).
Se gostas deste tipo de desafios, candidata-te... Estamos à tua espera! Vais gostar!
Porque a vida, na verdade, é uma autentica interdisciplina, certo?

O ar que respiramos: uma jornada pela poluição atmosférica

Instituição: Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO), Universidade de Aveiro

Localização: AVEIRO , AVEIRO
Anos: 10º, 11º, 12º
Data: de 14-07-2025 a 18-07-2025

Descrição:

A poluição atmosférica é um dos maiores desafios ambientais e de saúde pública da atualidade. Poluentes como o dióxido de azoto (NO2) e as partículas inaláveis (PM10) podem ter impactos significativos na qualidade do ar e na saúde humana, especialmente em áreas urbanas. Compreender a forma como estes poluentes se dispersam no ambiente e os fatores que influenciam a sua concentração é essencial para desenvolver estratégias eficazes de mitigação.
No início do estágio, os estudantes visitarão os laboratórios de poluição atmosférica do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro, onde terão a oportunidade de participar em diversas atividades práticas. Desenvolverão uma maquete em escala reduzida do campus universitário, que será utilizada para testes no túnel de vento. A partir desta fase, serão realizadas análises da dispersão de poluentes atmosféricos no campus, utilizando a maquete e o túnel de vento como ferramentas experimentais.
Com base nesses estudos, serão identificados os locais mais adequados para a medição das concentrações de NO2 e PM10 no ar ambiente. Seguidamente, os estudantes prepararão os amostradores e os materiais necessários para a recolha de dados e procederão à sua instalação nos locais selecionados, garantindo um processo rigoroso de monitorização da qualidade do ar.
Na etapa final do estágio, será feita a análise e interpretação dos resultados obtidos, permitindo uma compreensão mais aprofundada da dispersão dos poluentes e das implicações para a qualidade do ar.
Ao longo de toda a experiência, os estudantes terão contacto com metodologias inovadoras e ferramentas científicas avançadas, sob a coordenação da Investigadora Estela Vicente, do Laboratório de Química da Atmosfera (LAC), e do Investigador Diogo Lopes, do Grupo de Emissões, Modelação e Alterações Climáticas (GEMAC), ambos do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro.

Estágio Esgotado

Alterações Climáticas: analisar para agir

Instituição: Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO), Universidade de Aveiro

Localização: AVEIRO , AVEIRO
Anos: 10º, 11º, 12º
Data: de 14-07-2025 a 18-07-2025

Descrição:

As alterações climáticas são um dos maiores desafios da atualidade, com impactos significativos no ambiente e na sociedade. A compreensão da evolução do clima e a avaliação dos seus efeitos futuros são fundamentais para a definição de estratégias de mitigação e adaptação.
Este estágio tem como objetivo proporcionar aos participantes uma introdução à análise de dados climáticos, explorando como o clima tem evoluído ao longo do tempo e quais as projeções para o futuro. Através do tratamento e interpretação de dados históricos e cenários climáticos, os alunos irão aprofundar o seu conhecimento sobre variáveis-chave como temperatura e precipitação, bem como sobre índices climáticos relevantes, como ondas de calor e eventos extremos.
O estágio será realizado no GEMAC - Grupo de Emissões, Modelação e Alterações Climáticas, do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro. Este grupo desenvolve diversos projetos de investigação e ações de colaboração com a sociedade na área das alterações climáticas. Os alunos terão a oportunidade de interagir com investigadores que trabalham em diferentes aspetos deste tema, proporcionando uma visão ampla e aplicada sobre os desafios climáticos atuais.
Durante o estágio, os participantes irão:
- Compreender o funcionamento do sistema climático;
- Explorar dados históricos de variáveis climáticas;
- Analisar projeções futuras considerando diferentes cenários climáticos;
- Investigar indicadores climáticos extremos tais como ondas de calor e precipitação extrema;
- Examinar estratégias de adaptação às alterações climáticas com base em planos existentes.
Este estágio destina-se a alunos do 10.º ao 12.º ano interessados em ciências ambientais e em compreender como os dados podem ajudar a prever e a enfrentar os desafios climáticos do futuro.