Instituição: Centro de Inovação em Engenharia e Tecnologia Industrial (CIETI), Instituto Superior de Engenharia do Porto
Localização: PORTO , PORTO
Responsável: Abel José Assunção Duarte
Nº de vagas: 2
Anos: 10º, 11º, 12º
Área: Biologia, Ciências da Saúde, Química, Tecnologia
Data: de 21-07-2025 a 25-07-2025 Horário: Tarde
Descrição: O rio tem a sua origem na precipitação atmosférica e, ao longo do seu percurso natural desagua ou em rios cada vez maiores ou nos mares, transportando diversos detritos naturais, por arrastamento e por dissolução. A composição e constituição destes fatores, determinam a composição da fauna e flora existente nas bacias hidrográficas.
Os detritos naturais de origem antropogénica, ocorrem naturalmente no seio das comunidades humanas e caracterizam-se pela novidade de materiais, como os pesticidas de síntese ou os plásticos, e pela lenta velocidade de reintegração na natureza – poluentes. A consequência inevitável da presença de poluentes é a degradação e mesmo a extinção dos ecossistemas (González et al, 2016).
A destruição dos rios é assunto conhecido e parece inevitável sempre que se formam aglomerados humanos. Apesar da consciência para o problema, da legislação feita no sentido amenizar o problema e de existir muita tecnologia capaz de anular esse efeito, o que é certo é que o número de rios poluídos aumenta na proporção da expansão das comunidades humanas e muito pouco se tem feito para minimizar os seus efeitos.
O Rio Tinto tem uma bacia hidrográfica de cerca de 23,5 km2 e está incluída nos concelhos de Valongo, Gondomar, Maia e Porto, e tem mais de 620 mil habitantes. O Curso de água nasce no “Lugar da Costa”, na freguesia de Ermesinde, Concelho de Valongo e desagua no Rio Douro, lugar do Freixo, freguesia de Campanhã, Concelho do Porto. É um rio de pequenas dimensões, 11,4 km, e a zona ribeirinha caracteriza-se por uma forte atividade humana, desde a utilização do solo para a agricultura, instalações industriais e grandes extensões ocupadas por habitações. Ao longo dos séculos de ocupação os habitats naturais do Rio Tinto foram degradados, podendo dizer que neste momento quase não restam ecossistemas primitivos. A elevada densidade populacional nas suas margens, associada a uma deficiente recolha de esgotos domésticos resulta numa frequente contaminação do rio (Lemos et al, 2024).
Neste estágio serão caracterizadas diversas amostras recolhidas em diferentes pontos ao longo do Rio Tinto, tanto em termos microbiológicos como matéria orgânica. No final do estágio os resultados e as conclusões obtidas serão apresentados na forma de um poster científico e/ou incluídas em artigo.
Observações: Determinar a presença de microrganismos totais, das bactérias coliformes totais e fecais, de enterococos e da quantidade de carbono e sólidos suspensos são procedimentos relativamente simples, baratos e rápidos que permitem avaliar a possível contaminação do rio. Esta avaliação de microrganismos totais permite aferir a presença ou ausência de quaisquer microrganismos presentes na água, e não atesta a qualidade dos microrganismos. As bactérias E. coli e enterococos estão presentes na matéria fecal dos animais de sangue quente, e como tal, são indicadores de descargas não controladas nos rios. A quantidade de matéria orgânica pode ser avaliada por determinação da carência química de oxigénio, carbono orgânico total e sólidos suspensos totais (Baird et al, 2017, ISBN: 978-0-87553-287-5).
Neste trabalho pretendemos demonstrar que, apesar das diversas iniciativas e atividades de despoluição, o Rio Tinto é objeto de descargas descontroladas ao longo do seu leito e sua contaminação é constante.
Objetivos:
1.determinar a quantidade de microrganismos totais que possam crescer a 22 e 36 °C, a presença das bactérias coliformes, Escherichia coli e de enterococos, todos por 10 mL de água;
2.determinar a quantidade de nitratos, sólidos em suspensão e dissolvidos, o valor de pH, a condutividade e a quantidade de detergentes na água do rio Tinto;
2. Caracterização em mais de uma dezena de pontos ao longo do curso do rio e de alguns dos seus afluentes.
Planeamento:
1. Treino da técnica asséptica a utilizar na execução do trabalho.
2. Preparação dos meios de cultura
3. Amostragem da água do Rio
4. Determinação microrganismos totais, das bactérias coliformes, Escherichia coli e de enterococos
5. Determinação da carência química de oxigênio, carbono orgânico total e sólidos suspensos totais e dissolvidos
6. Determinação de nitratos e detergentes catiónicos.
Alojamento: Este estágio não disponibiliza alojamento para alunos deslocados
Almoços: Este estágio não disponibiliza almoços
1º Dia de Estágio
Local de encontro: Instituto Superior de Engenharia do Porto - Rua R. de São Tomé 77-71, Átrio do edifício H
Hora: 14:00
As inscrições para este estágio encontram-se encerradas
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