Ciência Viva no Laboratório 2025

Programa em atualização

Listagem de Estágios

Poluição no Rio Tinto

ID: 7543

Instituição: Centro de Inovação em Engenharia e Tecnologia Industrial (CIETI), Instituto Superior de Engenharia do Porto

Localização: PORTO , PORTO
Responsável: Abel José Assunção Duarte
Nº de vagas: 2
Anos: 10º, 11º, 12º
Área: Biologia, Ciências da Saúde, Química, Tecnologia
Data: de 30-06-2025 a 04-07-2025 Horário: Tarde

Descrição: O rio tem a sua origem na precipitação atmosférica e, ao longo do seu percurso natural, desagua em rios cada vez maiores ou nos mares, transportando diversos detritos naturais, por arrastamento e por dissolução. A composição e constituição destes fatores, determinam a composição da fauna e flora existente nas bacias hidrográficas.
Os detritos naturais de origem antropogénica, ocorrem naturalmente no seio das comunidades humanas e caracterizam-se pela novidade de materiais, como os pesticidas de síntese ou os plásticos, e pela lenta velocidade de reintegração na natureza – poluentes. A consequência inevitável da presença de poluentes é a degradação e mesmo a extinção dos ecossistemas (González et al, 2016).
A destruição dos rios é assunto conhecido e parece inevitável sempre que se formam aglomerados humanos. Apesar da consciência para o problema, de existir muita tecnologia capaz de anular esse efeito e da legislação feita no sentido amenizar o problema, o número de rios poluídos continua a aumentar na proporção da expansão das comunidades humanas e muito pouco se tem feito para minimizar os seus efeitos.

O Rio Tinto tem uma bacia hidrográfica de cerca de 23,5 km2 e está incluída nos concelhos de Valongo, Gondomar, Maia e Porto, e tem mais de 620 mil habitantes. O Curso de água nasce no “Lugar da Costa”, na freguesia de Ermesinde, Concelho de Valongo e desagua no Rio Douro, lugar do Freixo, freguesia de Campanhã, Concelho do Porto. É um rio de pequenas dimensões, 11,4 km, e a zona ribeirinha caracteriza-se por uma forte atividade humana, desde a utilização do solo para a agricultura, instalações industriais e grandes extensões ocupadas por habitações. Ao longo dos séculos de ocupação, os habitats naturais do Rio Tinto foram degradados, podendo dizer que neste momento quase não restam ecossistemas primitivos. A elevada densidade populacional nas suas margens, associada a uma deficiente recolha de esgotos domésticos, resulta numa frequente contaminação do rio (Lemos et al, 2024).

Neste estágio, serão caracterizadas diversas amostras recolhidas em diferentes pontos ao longo do Rio Tinto, tanto em termos microbiológicos como matéria orgânica. No final do estágio os resultados e as conclusões obtidas serão apresentados na forma de um poster científico e/ou incluídas em artigo.

Objetivos do estágio:
1. determinar a quantidade de microrganismos totais por unidade de volume, a presença das bactérias Escherichia coli e de enterococos e da matéria orgânica;
2. Caracterização em mais de uma dezena de pontos ao longo do curso do rio e de alguns dos seus afluentes.

Planeamento:
1. Treino da técnica asséptica a utilizar na execução do trabalho;
2. Preparação dos meios de cultura;
3. Amostragem da água do Rio;
4. Determinação microrganismos totais, das bactérias Escherichia coli e de enterococos;
5. Determinação da carência química de oxigénio, carbono orgânico total e sólidos suspensos totais.

Referências bibliográficas:
- Daniel González, 2016, http://ec.europa.eu/environment/marine/good-environmental-status/de_or-10/pdf/MSFD_riverine_litter_monitoring.pdf
- P. Lemos, P. Silva, C.A. Sousa, A.J. Duarte 2024, “Polluted Rivers—A Case Study in Porto, Portugal”, Ecologies, 5, 188–197. https://doi.org/10.3390/ecologies5020012

Observações: Objetivos do estágio:
1. determinar a quantidade de microrganismos totais por unidade de volume, a presença das bactérias Escherichia coli e de enterococos e da matéria orgânica;
2. Caracterização em mais de uma dezena de pontos ao longo do curso do rio e de alguns dos seus afluentes.

Planeamento:
1. Treino da técnica asséptica a utilizar na execução do trabalho;
2. Preparação dos meios de cultura;
3. Amostragem da água do Rio;
4. Determinação microrganismos totais, das bactérias Escherichia coli e de enterococos;
5. Determinação da carência química de oxigênio, carbono orgânico total e sólidos suspensos totais.

Referências bibliográficas:
Daniel González, 2016, http://ec.europa.eu/environment/marine/good-environmental-status/de_or-10/pdf/MSFD_riverine_litter_monitoring.pdf
P. Lemos, P. Silva, C.A. Sousa, A.J. Duarte 2024, “Polluted Rivers—A Case Study in Porto, Portugal”, Ecologies, 5, 188–197. https://doi.org/10.3390/ecologies5020012

Alojamento: Este estágio não disponibiliza alojamento para alunos deslocados

Almoços: Este estágio não disponibiliza almoços

1º Dia de Estágio

Local de encontro: Instituto Superior de Engenharia do Porto - Rua R. de São Tomé 77-71, Átrio do edifício H
Hora: 14:00

As inscrições para este estágio encontram-se encerradas

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