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Tecnologia para o estudo dos oceanos

O fundo do mar reserva ainda grandes mistérios por desvendar e nele residem oportunidades para avanços importantes no conhecimento da vida na Terra. Diferentes estudos envolvendo diversas especialidades, da mineralogia e geoquímica à tectónica, geofísica e biologia, com ampla participação de físicos, químicos, bioquímicos e engenheiros, têm sido desenvolvidos com a participação de investigadores portugueses.

O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) - Lisboa, Laboratório Associado, tem apostado no desenvolvimento de tecnologias para o estudo e exploração dos oceanos, em parceria com instituições nacionais e internacionais. A nível nacional destaca-se a colaboração com o Instituto do Mar da Universidade dos Açores - Departamento de Oceanografia e Pescas (IMAR-DOP/UAç) em várias missões.

O objectivo do trabalho do ISR tem sido equipar os cientistas com ferramentas poderosas, para que possam compreender melhor o oceano como recurso marinho com um papel fundamental no desenvolvimento sustentável e na regulação dos grandes ciclos do planeta. A tecnologia robótica de ponta poderá contribuir para a obtenção de dados científicos de modo mais eficiente.

No âmbito desta actividade, o ISR-Lisboa e o IMAR-DOP/UAç estabeleceram uma parceria com a Índia, através do National Institute of Oceanography (NIO), em Goa, com quem colaboram no desenvolvimento conjunto de robots marinhos para aplicações científicas e comerciais. Esta acção teve o apoio da Agência de Inovação (ADI), e conduziu já a testes conjuntos do veículo MAYA, em Goa. A coordenação nacional foi entregue ao Prof. António Pascoal (ISR/Instituto Superior Técnico), membro da equipa que inclui ainda o Prof. Ricardo Serrão Santos (IMAR-DOP/UAç) e o Prof. Fernando Barriga (Universidade de Lisboa).

Actualmente, está em curso o projecto “MEDIRES – Metodologias de Diagnóstico e Inspecção Robotizada de Estruturas Semi-submersas”, que tem como objectivo concreto a melhoria do diagnóstico de quebra-mares de talude, envolvendo a Administração do Porto de Sines (APS), o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), o Pólo de Lisboa do Instituto de Sistemas e Robótica e a Autoridad Portuaria de Avilés, de Espanha. As ferramentas e técnicas têm sido testadas no molhe oeste do porto de Sines e no molhe do porto de Avilés, e visam oferecer aos cientistas marinhos tecnologias cada vez mais sofisticadas para explorar o oceano e as suas fronteiras.

Desenvolvido no âmbito do projecto MEDIRES, merece destaque o pré-protótipo do IRIS, instrumento de medição para a realização de levantamentos topográficos com alta precisão, constituído por um sistema laser para levantar a parte emersa da estrutura e por uma sonda acústica com varrimento mecânico para levantar a parte submersa, para a inspecção da geometria dos taludes de quebra-mares.

A construção em consórcio do "Caravela", um catamarã concebido como veículo marinho autónomo de superfície, que pode navegar sozinho cerca de 2000 milhas (cerca de 3700 quilómetros), tem permitido dar outro alcance aos estudos.

Como experiências internacionais, destaca-se ainda a participação do ISR na missão científica MOMARETO, a bordo do navio oceanográfico Pourquoi pas?, do Ifremer (França), e no projecto VENUS, Virtual Exploration of Underwater Sites.

Encontre mais informação em:

http://dsor.isr.ist.utl.pt

http://piccard.esil.univmed.fr/venus/index.html


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