|
|
Critical Software
Para a Critical Software, o Espaço foi o ponto de partida para uma viagem ambiciosa.
Nos dias de hoje, a falha de um sistema tecnológico crítico (“crítico” no sentido de que não pode falhar, sob pena de ocorrerem elevados danos e prejuízos) pode prejudicar e comprometer, irreparavelmente, a segurança, a rentabilidade e a imagem das empresas e organizações. A Critical Software desenvolve soluções de engenharia informática que asseguram o suporte a sistemas críticos, fornecendo ferramentas de software que protegem os indivíduos, monitorizam a segurança dos equipamentos e garantem que processos críticos são conduzidos de forma segura e eficiente.
Nascida em 1998 através da iniciativa de três jovens a realizar doutoramento, na altura, em Coimbra, a Critical Software rapidamente ficou conhecida por ser a primeira empresa portuguesa a trabalhar com a NASA. De facto, ainda a empresa estava no seu estado embrionário na mente dos seus três jovens fundadores, e já a NASA os contactava, mostrando interesse num produto desenvolvido, o “csXception”, que permite a simulação de um conjunto de falhas num sistema crítico, como aqueles que controlam as missões da agência espacial americana.
A partir daí, a empresa ganhou outros clientes do sector do Espaço, como a EUMETSAT (agência europeia responsável por satélites meteorológicos), a ESA (Agência Espacial Europeia), e a JAXA (Agência Espacial Japonesa). Logo em 2002, a ESA seleccionou a Critical Software para um dos seus artigos de casos de estudo de excelência. A empresa foi seleccionada entre centenas de PMEs que trabalham no sector aeroespacial na Europa, tendo sido a primeira empresa portuguesa a merecer tal distinção.
O reconhecimento recebido pelo seu trabalho num sector altamente competitivo e exigente como o do Espaço tem permitido à empresa entrar noutros mercados, ganhar clientes em muitos outros sectores, e expandir as suas instalações. Actualmente a empresa conta com escritórios em Coimbra, onde se situa a sua sede, em Lisboa, e no Porto, contando também com subsidiárias nos EUA, na Roménia, no Reino Unido e no Brasil.
A Inovação é um dos pilares da Critical Software, que tem mantido um forte investimento em I&D. Deste investimento têm resultado novas tecnologias e produtos. Já em 2008, a Critical Software recebeu o prémio COTEC-BPI Inovação, que distinguiu a empresa por se ter destacado na transferência de conhecimento e materialização de negócio, resultante de projectos de I&D.
Após o contrato inicial com a NASA, a Critical Software tem vindo a desenvolver uma série de projectos no sector do Espaço, contando já com um vasto portefólio, nomeadamente com a ESA dos quais se destacam:
GALILEO
A Critical Software está envolvida no desenvolvimento do futuro sistema europeu de navegação por satélite, designado por GALILEO. Destinado a providenciar à Europa autonomia do sistema americano GPS, o projecto Galileo, uma iniciativa conjunta da União Europeia e da ESA, prevê ter os primeiros satélites operacionais a partir de 2010.
A Critical Software faz parte dos consórcios que se encontram a desenvolver os sistemas de Planeamento e Simulação da constelação de cerca de 30 satélites que irão constituir o sistema. Daqui a uns anos, quando comprarmos um carro europeu, muito provavelmente o seu sistema de navegação por satélite já deverá basear-se no GALILEO e a Critical Software terá dado o seu contributo.

FIGURA 1 – Constelação Galileo (Crédito ESA - J. Huart)
SMOS – Soil Moisture and Ocean Salinity
O SMOS é uma missão da ESA que faz parte do seu programa de observação da Terra e que tem como objectivo o estudo e a obtenção de dados sobre a humidade do solo e a salinidade do mar. Estes dados são de extrema importância em estudos hidrológicos e em estudos de correntes oceânicas. O satélite, que irá operar na região das micro-ondas do espectro electromagnético, irá ser lançado em Novembro deste ano.

FIGURA 2 – Satélite SMOS (Crédito ESA)
A Critical Software tem participado no desenvolvimento dos algoritmos que permitem o tratamento dos dados do satélite, bem como nos estudos científicos que permitem aferir a precisão e correcção desses algoritmos, e na simulação da performance do instrumento-detector a bordo da nave. Este trabalho permitirá obter mapas para o globo terrestre relativos à humidade do solo e à salinidade do mar, como o representado na Figura 3.

FIGURA 3 – Mapa simulado da salinidade do mar (Crédito ESA)
GOCE – Gravity field and steady-state Ocean Circulation Explorer
O satélite GOCE foi lançado em Março deste ano pela ESA e faz parte, também, do programa de observação da Terra. Esta missão tem como objectivo um melhor conhecimento do planeta, em particular do seu campo gravítico, a um nível de detalhe e precisão até agora nunca alcançados.
Considerado o “Fórmula 1” dos satélites, dada a sua órbita de baixa altitude e elevada velocidade orbital, o GOCE incorpora tecnologia avançada nunca antes testada no Espaço. Construído por um consórcio de 44 empresas de 13 países europeus, o GOCE permitirá ter um conhecimento detalhado da superfície da Terra e contribuirá para inúmeros estudos de oceanografia, geodesia, e alterações climáticas.
A Critical Software teve um papel determinante na verificação e validação dos sistemas a bordo do satélite, garantindo assim a viabilidade e o sucesso desta complexa missão científico-tecnológica.

FIGURA 4 – Satélite GOCE (Crédito ESA)
Herschel-Planck
No passado mês de Maio, a ESA lançou duas missões em conjunto, colocando, assim, de uma só vez, dois dos mais avançados telescópios espaciais construídos até hoje: o Herschel e o Planck. Após uma viagem de cerca de 60 dias no Espaço até atingirem as suas posições de observação, situadas a cerca de 1,5 milhões de km da Terra, aproximadamente 4 vezes a distância da Terra à Lua, ambos os telescópios começaram já a enviar dados.

FIGURA 5 – Satélite Herschel - ilustração (Crédito ESA)
O Herschel, com um espelho de 3,5m de diâmetro, é considerado o “Hubble” da Astronomia de Infravermelho. Baptizado com o nome do cientista inglês que, em 1800, descobriu a radiação infravermelha, o Herschel é o maior telescópio espacial alguma vez construído, e irá permitir fazer observações das regiões mais frias do Universo, e estudar em muito mais detalhe, por exemplo, as regiões frias e escuras onde se formam as estrelas, a formação das primeiras galáxias e a composição de cometas.

FIGURA 6 – O satélite Herschel na sala de testes da ESA, sendo vísivel o espelho do telescópio e o escudo térmico protector – Crédito J.C.Correia
O Planck tem como missão estudar a chamada Radiação Cósmica de Fundo, o resquício fóssil resultante do Big-Bang que deu origem ao Universo.
A Critical Software fez parte do consórcio que permitiu testar e validar o sistema operativo a bordo dos dois satélites, permitindo, assim, que duas das mais ambiciosas e complexas missões da ESA possam ter êxito.
A actividade da Critical Software tem igualmente levado a empresa a desenvolver produtos baseados em tecnologia desenvolvida em Portugal. Eis apenas alguns exemplos:
- edgeBOX: Network appliance para fornecimento de todos os serviços de infra-estrutura e conectividade, incluindo VOIP. Este produto deu origem a uma nova empresa, a Critical Links SA, que se dedica ao desenvolvimento e comercialização à escala global da edgeBOX.
- csWOW: Solução para gestão de ordens de trabalho e trouble-tickets baseada em ITIL e ITSM.
- csWMPI: A única solução no mercado global para midleware de computação de elevado desempenho (Grid) que segue a versão 2 do standard MPI para clusters heterógeneos Windows e Linux.
- xLuna: A Critical Software desenvolveu um Sistema Operativo baseado em LINUX que permite endereçar os, cada vez maiores, requisitos em termos computacionais para servir futuras missões espaciais, cada vez mais complexas. O xLuna foi desenvolvido para integrar o futuro Rover de exploração a Marte que a ESA se prepara para lançar.
- Premfire: Solução que permite auxiliar na tomada de decisão, em tempo real, no combate a situações de fogos florestais. Trata-se de uma solução destinada a servir a protecção Civil, bombeiros e demais forças de combate a incêndios, optimizando a sua capacidade em dar resposta em situações de emergência. Permite a visualização 3D dos recursos no teatro de operações e a comunicação wireless (satcom + GSM) durante toda a operação de combate a incêndios.
- csXception: tecnologia de injecção de falhas sob condições de utilização reais e com o mínimo de intrusão, permitindo aferir a tolerância a falhas e um sistema. Isto é, permite injectar falhas e perceber como é que o sistema reage e, assim, experimentar os piores cenários de falhas de um sistema em ambiente controlado, minimizando custos e tempo de desenvolvimento.
A Critical Software tem colaborado com a Ciência Viva na divulgação das ciências e tecnologias junto das escolas, nomeadamente na Semana Mundial do Espaço.
Encontre mais informação em:
www.criticalsoftware.com
/rede/space/home/forumespaco.asp
Voltar Laboratórios de Investigação | Voltar Empresas com I&D
|
|