Prémio Ciência Viva Montepio - Educação 2018

Filipe Ressurreição


Filipe Ressurreição nasceu em Angola, licenciou-se em Ciências Agrárias, na Universidade dos Açores, fez uma pós-graduação em Ciências da Educação na Universidade de Aveiro e outra em Biologia Marinha, no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto. Depois de concluir o Mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, foi doutorando em Biologia na mesma instituição.


É professor de Biologia do ensino secundário e, desde 2001, investigador convidado do CBBA do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, onde integra o grupo de Epigenética. É especialista em biologia celular e molecular, com foco na toxicologia ambiental. Enquanto investigador, Filipe Ressureição interessa-se também pela educação para a ciência, em particular pela pesquisa de novos modelos de ensino e aprendizagem das ciências. Nas últimas duas décadas tem trabalhado no desenvolvimento e validação de metodologias práticas e integradoras do conhecimento, que permitam introduzir inovação no ensino experimental das ciências ao nível do ensino básico e secundário.

 

Filipe Ressureição foi autor ou co-autor de vários artigos publicados em revistas científicas internacionais e de livros de divulgação da ciência, como a Enciclopédia Multimédia da Ciência (2005), da qual também foi coordenador científico. É membro da Comissão de Avaliação Externa da Universidade Júnior (Universidade do Porto). Foi membro do conselho científico do centro de ciência Visionarium, onde também desenvolveu o projeto Laboratorium, um laboratório aberto à experimentação para alunos, professores ou qualquer pessoa interessada pela ciência.


Mas é ao ensino – ao verdadeiro ensino experimental das ciências – que Filipe Ressureição tem dedicado uma atenção que deve merecer o nosso reconhecimento. Professor desde os 18 anos quase ininterruptamente, procurou desde cedo levar o processo de investigação para as salas de aula. Foi assim que em 2004 implementou no Agrupamento de Escolas de Arouca um programa multidisciplinar de iniciação à investigação científica e promoção do contacto da comunidade escolar com cientistas. Na Oficina de Ciência, alunos e professores fazem investigação exaustiva, redação de artigos científicos e a sua divulgação, muitas vezes sobre problemas locais como a monitorização de metais pesados nas águas do concelho ou a avaliação da eficiência das suas ETAR, outras vezes sobre questões ainda mais ambiciosas, como as potenciais mutações induzidas pelas radiofrequências dos telemóveis.


Os projectos desenvolvidos no âmbito da Oficina da Ciência foram distinguidos com o First Prize do European Union Contest for Young Scientists (2014); Honorary Award, London International Youth Science Forum (2015); Special Prize Expo-Sciences International Brazil (2015); First Prize, European Youth Science Meeting (2014 e 2015); EPO Prize do European Patent Office (2012), o The Climate Prize of the Danish Government (2008); 1º Prémio no Concurso Jovens Cientistas e Investigadores (Fundação da Juventude, várias edições); 1º Prémio no Concurso Prémio FIP - Ciência na Escola, (Fundação Ilídio Pinho, várias edições). Filipe Ressureição foi distinguido por cinco vezes com o Prémio Especial Professor Coordenador de Jovens Cientistas e Investigadores.

 

Com o apoio da Associação Mutualista Montepio 

 

 

 

 

 

 

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