Diário de Bordo


Diário de Bordo
16 de Abril de 2004



Ansiosos por regressar ao local de estudo no Canhão de Portimão, os mergulhadores verificaram que o substrato parecia diferente dos outros mergulhos. Esta área do canhão estava cheia de diferentes organismos marinhos que ainda não tinham sido vistos. Na figura, vemos um congro (Conger sp.) a espreitar nas rochas. Os dois pontos vermelhos na figura são um instrumento de medida para os investigadores poderem estimar o tamanho dos animais que estão a ver. Os dois pontos distam 20 centímetros.










Este polvo não pareceu muito incomodado pela passagem do submersível enquanto andava pelo fundo.








Os investigadores também observaram uma armadilha de pesca abandonada usada para apanhar chocos e polvos. Os instrumentos de pesca abandonados são também chamados instrumentos fantasma, que são armadilhas que continuam a pescar mesmo depois da bóia de sinalização se ter perdido devido a tempestades ou outras razões. Os animais aprisionados acabam por funcionar como isco para outros animais que acabam por entrar na armadilha, e o ciclo continua, perturbando consideravelmente o ecossistema. Os instrumentos fantasma são um problema nas zonas costeiras de todo o mundo.



Curiosidade

O polvo é um animal muito territorial e é o invertebrado com o sistema nervoso mais evoluído, possuindo, inclusivamente, um centro nervoso que, nos vertebrados, evoluiu para um cérebro. A fêmea toma conta dos ovos, que precisam de ser oxigenados constantemente, produzindo um efeito antibiótico. O polvo reproduz-se apenas uma vez na sua vida e tanto o macho como a fêmea morrem após a reprodução.

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