Diário de Bordo


Diário de Bordo
15 de Abril de 2004





O Shultz Xavier foi chamado para uma missão urgente, por isso não foi possível mergulhar no canhão de Portimão hoje. Assim, registam-se algumas das questões mais frequentes sobre o submersível Delta.





1) Até que profundidade pode o Delta mergulhar?
Pode ir até 365 metros.





2) Como é o interior do Delta?

É um espaço muito pequeno, que comporta apenas um piloto e um observador. Os observadores mais pequenos acomodam-se melhor, mas, mesmo assim, andam às voltas apertados tentando ver pelas vigias. Diz-se que o interior do Delta cheira a “submarino”. É um cheiro a humidade, parecido ao da cave de uma casa.






3) Como é que o piloto do submersível comunica com o navio?
Existem dois sistemas de comunicação. Um usa um aparelho chamado um transponder que assinala a localização do submersível em relação ao navio. O submersível é seguido da superfície num monitor de computador, semelhante ao da figura. O outro é um hidrofone que permite que o piloto fale com as pessoas no navio.



4) Quais as tarefas dos observadores quando estão a mergulhar?
Têm de registar tudo o que vêem em filme para que os dados possam ser quantificados. Têm de estar sempre a descrever aquilo que estão a ver durante o mergulho, o que permite outro tipo de registo das suas observações. Os mergulhadores têm, ainda, de preencher um registo do mergulho com aquilo que viram, sublinhando quaisquer eventos ou fauna de particular interesse.


5) Porque é que o submersível Delta está a ser usado nesta missão?
O Delta é mais fácil e rapidamente lançado à água e recolhido que qualquer outro submersível. Permite que os exploradores fiquem a apenas 15 cm do fundo do mar, é mais fácil de manobrar e consegue mergulhar com mar mais alto que outros submersíveis.


6) Como é que o Delta é lançado ao mar e recolhido?
Os vídeos mostram o lançamento e recolha do Delta, respectivamente.

   
Clique nas imagens para ver os vídeos


Curiosidade

Desde 1987, o submersível Delta já fez 6189 mergulhos. Já mergulhou em locais como Taiwan, Israel, Alaska, Ilhas Marshall, África do Sul e Irlanda e nunca perdeu um dia de mergulho por avarias técnicas. O Delta já viu vários destroços de navios famosos, como o Edmund Fitzgerald e o Lusitania.


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