Diário de Bordo


Diário de Bordo
13 de Abril de 2004



”Não há muita biodiversidade, mas há demasiado arrasto.” Pedro Terrinha, Geólogo

As redes de arrasto chegam fundo! O primeiro mergulho de hoje levou o submersível Delta até ao fundo do eixo central do Canhão de Portimão, a 285 m. A partir daí, voltou a subir o talude até aos 210 m. O segundo mergulho incidiu sobre a parede nordeste do canhão.


Segundo o geólogo Pedro Terrinha, que fez o primeiro mergulho, o eixo central do canhão não é muito rico em diversidade de peixes. Há fortes indícios de pesca intensa na zona, nomeadamente grandes marcas das redes de arrasto, que parecem caminhos marcados no sedimento do fundo.

Aos 285 metros, uma corrente forte originou marcas de riple na areia e os poliquetas que vivem no fundo do mar dobraram devido à força da corrente. Embora os investigadores tenham encontrado muitas marcas de arrasto, também encontraram espécies de moreias (famíla Muraenidae) (figura acima), de rascasso (Scorpaena sp.), anémonas (ordem Actiniaria) e ofiurídeos (classe Ophiuroidea), representados em baixo.

      


Amanhã, técnicos do Zoomarine vão estar a bordo do NRP “Shultz Xavier” para reintroduzir tartarugas feridas entretanto recuperadas.


Curiosidade

As marcas de arrasto no fundo do canhão foram deixadas pelas portas de redes de pesca de arrasto. As redes de arrasto podem deixar um paisagem marinha sem vida.



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