O projecto “Plantas Medicinais da Índia” é um trabalho de turma do 3º ano de escolaridade, realizado por vários grupos e dividido em três partes:
Primeira parte – Procura de dados em livros, enciclopédias, diciopédias e na Internet sobre Garcia de Orta e sua obra “Colóquio dos Simples e Drogas e Cousas Medicinais da Índia”.
Segunda parte – Não podíamos deixar de conhecer um pouco sobre a Índia e, em especial, sobre Goa, cidade em que Garcia de Orta viveu cerca de 34 anos e, lá, estudou tudo sobre as plantas da Índia e escreveu a sua grande obra que, por incrível que possa parecer, não se encontra à venda nas muitas livrarias que procurámos, assim como, nos vários sites em que procurámos e tentamos obter informações nunca nos foi possível encontrar.
Temos conhecimento que existe em algumas Faculdades, como a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que é composta por dois volumes e foi editada pela Imprensa Nacional em 1891, mas está esgotada.
Terceira Parte – Consultamos e pesquisamos sobre plantas medicinais da Índia, com ajuda dos pais, alguns professores da escola e com livros emprestados por amigos.
Foi uma tarefa difícil porque, em muitas centenas de plantas que encontramos, poucas eram as que nos interessavam para o nosso projecto.
Consultámos, pesquisámos e comparámos, tivemos alguns dados que nos deixaram dúvidas, mas optámos pelas informações que mais vezes se repetiam.
Passámos para o nosso computador os dados recolhidos, em grupos de dois (um lia, outro escrevia e vice – versa).
Bibliografia: ”Segredos e virtudes das plantas medicinais” Edição das Selecções do Reader’s Digest – 1983
“ O grande livro de plantas úteis” Editorial Verbo, S. ª - Lisboa 1989
“ A saúde pelas plantas medicinais” Volumes 1 – 2 Editorial Safeliz, S. L. 1996
“ Dicionário de botânica ilustrado” Edição especial realizada por Formar para o Círculo de Leitores – 1984 http://www.ciagri.usp.br/planmedi/pm0045.htm
CONTEXTO HISTÓRICO DA DESCOBERTA
Contextualização histórica da descoberta
1498- Após a chegada de Vasco da Gama à Índia, começou a conquista portuguesa, que tem início em Goa. O interesse dos países europeus em estabelecer e aumentar os contactos comerciais com a região vai aumentando.
1510 – Goa é tomada sem combate por Afonso de Albuquerque com ajuda de um chefe hindu porque o sultão estava em guerra com o Decão. Quando regressou, os portugueses tiveram que fugir, mas contra-atacaram e tomaram definitivamente a cidade.
No governo de Nuno Cunha tornou-se capital da Índia Portuguesa.
1538 – Foi sede do Padroado Português do Oriente, sendo o seu primeiro bispo D. João de Albuquerque.
Séc. XVI – Goa sofreu vários ataques de indianos, holandeses e ingleses, resistiu sempre devido a um exército muito poderoso e a uma marinha muito forte.
Séc. XIX – Período de destabilização, reflexo das lutas políticas da metrópole.
1961 – Goa deixa de ser possessão portuguesa e passa a pertencer à União Indiana
Em Goa estiveram muitas personagens portuguesas importantes. Grandes escritores como Luís de Camões e Bocage que escreveram obras sobre Goa.
Está lá enterrado o corpo de S. Francisco Xavier que ainda se conserva intacto.
ÍNDIA
GEOGRAFIA
Localização: Sul da Ásia, limitado pelo mar Arábico e pela baía de Bengala.
Área: 3.287.590 Km2
Países Fronteiriços: Paquistão, China, Nepal, Butão, Myanmar e Bangladesh
Linha da costa: 7.000 Km
Capital: Nova Deli
Principais cidades: Nova Deli, Bombaim, Calcutá, Madrasta e Hyderabad
Clima: monções tropicais no sul e temperado no norte.
DESCRIÇÃO DA DESCOBERTA
Garcia de Orta descobriu na Índia plantas com aplicação medicinal e registou em livro o modo como eram usadas e para quê, as terras onde nasciam, os nomes que lhes davam, como eram utilizadas pelos físicos «Médicos Indianos», etc.
VIDA E TRABALHO DE GARCIA DE ORTA
Biografia:
1501 – Nasceu no concelho de Castelo de Vide, distrito de Portalegre,Província do Alto Alentejo, Portugal.
Filho de: Fernão Orta e Leonor Gomes Estudou nas Universidades de Salamanca e Alcalá de Henares, em Espanha.
Estudou as cadeiras de: Gramática; Artes; Súmulas e Filosofia Natural.
Licenciou-se em Medicina.
1521- Regressou a Portugal, após a morte do pai e começa a exercer medicina na sua terra natal.
1526- Vai para Lisboa.
Obteve a carta que lhe permite exercer medicina.
1530- Começou a reger a cadeira interina de Filosofia Natural na Universidade de Lisboa.
1531 – Começou a reger a cadeira de Filosofia Moral deixado por Pedro Nunes (Matemático).
1533- Em 4 de Outubro foi eleito deputado do Conselho da Universidade.
1534-Em 12 de Março embarcou para a Índia como físico do futuro governador Martim Afonso de Sousa.
Setembro – Alcançou Goa e iniciou a obra «Colóquio dos Simples e Drogas e Cousas Medicinais da Índia».
1538 – Exerce medicina em Goa onde tem uma clínica.
1541 – Casou com Brianda de Solls, do casamento nasceram duas filhas.
1563 – 1ª Edição da sua obra em Goa.
1568 – Faleceu.
1580 – Em 4 de Dezembro foi condenado pelo Tribunal do Santo Ofício pelo «crime» de «judaísmo», tendo sido os seus ossos desenterrados e queimados.
Bibliografia: http://www.vidaslusofonas.pt/garcia_da_orta.hmtm
Diciopédia 2003 - Porto Editora
Dicionário da História de Portugal – Círculo dos Leitores – Janeiro de 1984
A sua obra:
A obra de Garcia de Orta «Colóquio dos Simples e Drogas e Cousas Medicinais da Índia» relata tudo o que ele conseguiu saber sobre todas as plantas medicinais ou não, como eram usadas e para quê, as terras onde nasciam, os nomes que lhes davam, como eram utilizadas pelos físicos «Médicos Indianos», etc.
Esta obra na edição original, indo–portuguesa, não teve grande circulação e quase desapareceu.
1567- Charles L' Escuse fez uma versão da parte científica da obra, em várias línguas.
A obra foi divulgada, noutras línguas, mundialmente, através dos séculos XVI, XVII e XVIII, e reeditado em português no séc. XIX pelo Conde de Ficalho.
Garcia de Orta foi homenageado por Luís de Camões, num trecho de um poema dos Lusíadas dirigido ao Conde de Redondo, Vice–Rei da Índia, assim como a sua obra.
CONSEQUÊNCIAS DA DESCOBERTA NAS CIÊNCIAS E SOCIEDADE DA ÉPOCA
A descoberta no âmbito da Botânica de plantas medicinais teve como consequência a sua aplicação na Farmacologia e maior eficácia na cura de males e doenças existentes na época.
PLANTAS MEDICINAIS DA ÍNDIA
Eis algumas:
Abelmosco – Abelmochus escolentus
Malváceas Índia
Propriedades: antiespasmódico e sedativo.Uso interno
Usado para: cólicas intestinais, biliares ou renais, espasmos uterinos (dismenorreia ) e sistema nervoso.
Acelga – Beta Vulgariis, var. Marítima L.
Celga Índia
Propriedades: antianémico, emoliente, laxativo e refrigerante.Uso interno e externo.
Usado para: abcesso, anemia, cistite, crescimento, obstipação, pele e rim.
Algodoeiro – Gossypium Herbaceum
Malváceas Índia
Propriedades: sementes – absorventes e hidrófilas, rico em ácidos gordos
Polinsaturados.Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: diminuir o colesterol.
Amendoim – Arachis Hypogaca L.
Leguminosa Índia
Propriedades: vitamínicas. Uso interno e farmacêutico.
Usado para: Em farmácia, o óleo serve de veículo medicamentoso.
Arroz – Oriza Sativa L.
Gramíneas Índia
Propriedades: antidiarreico, hipotensor, suavizante. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: crescimento, diarreia, meteorismos, pele, ureia.
Beringela: Solanum Melongena L.
Solanáceas Índia
Propriedades: hipocolesterolemiante, laxativo.Uso interno e farmacêutico.
Usado para: Colesterol, fígado, obesidade. Obstipação.
Canafístula – Cassia Fistula
Leguminosas Índia
Propriedades: laxante. Uso interno
Usado para: intestinos.
Caneleira de Ceilão – Cnnamomum Zeylanicum Nees
Laureáceas Índia
Propriedades: digestivas, tónico estomacal e aperitivas.
Usada para: estômago, flatulência.
Cardamono – Elletaria Cardamomum
Zingeberáceas Índia
Propriedades: anti – séptico. Uso interno
Usado para: estômago.
Cardo – Santo – Cnicus Benedictús
Centaura Índia
Propriedades: anti–séptico, digestivo, diurético, febrífugo, tónico. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: apetite, convalescência, digestão, febre, ferida.
Chá – Thea Sinensis, Sims.
Ternstremiáceas Índia
Propriedades: estimulante, tónico digestivo, colírio. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: fadiga ou esgotamento (remédio de emergência), diarreias, colite, digestão pesada ou indigestão, lavagens oculares.
Gergelim – Sesamum Indicum
Pedaliáceas Índia
Propriedades: proteínas, vitaminas, minerais e oligoelementos, mucilagens, laxantes.
Usado para: colesterol, função das glândulas sexuais masculinas, arteriosclerose, prevenção do enfarte e da trombose.
Gengibre – Zingiber Officinale Rococe
Zingiberáceas Índia
Propriedades: Carmitivo, digestivo, sudorífico. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: digestão pesada e flatulência, esgotamento, inapetência.
Jasmineiro – Galego – Jasminum Officiale L.
Oleáceas Índia
Propriedades: anti espasmódico, aromático, hipnótico. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: cefaleia, dor, sono, tosse.
Manjericão – grande – Ocimun Basilicum L.
Labiada Índia
Propriedades: anti-espasmódico, esternutatório, galactagogo, peitoral, sedativo. Uso interno, externo e farmacêutico
Usado para: acrofagia, afta, astenia, cabelo, cefaleia, constipação, espasmo, estômago, insecto, lactação, meteorismo, nervosismo, picada, sono, treçolho, tosse convulsa, vómito.
Manjerona- Origanum Majoranal
Labiadas-Índia
Majorana hortensis Moench
Propriedades: antálgico, antiespasmódico, anti-séptico, hipotensivo. Uso interno, externo e farmacêutico
Usado para: angústia, astenia, banho, cefaleia, estômago, nervosismo, sono, vertigem.
Mastruço- Lepidium Sativum L.
Crucíferas Índia
Propriedades: anti-escorbútico, depurativo, estimulante. Uso interno e externo
Usado para: apetite, boca, convalescença, fígado, pele.
Pepino – Cucumus Sativus L.
Cucurbitáceas Índia
Propriedades: diuréticas, emoliente, refrescante. Uso interno e externo
Usado para: cólica, darto, eritema, greta, pele, prurido.
Quineira vermelha – Chinchona Sccirubra Pav.
Rubiáceas Índia
Propriedades: anti palúdicas, anti-sépticas, febrífugas, tonificante. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: cicatrizante, estados febris, paludismo, tónico capilar, inapetência, preparações farmacêuticas.
Rícino – Ricinus Commus L.
Euforbiáceas Índia
Propriedades. emoliante, galactagogo, purgativo. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para: artrite, cabelo, frieira, lactação, obstipação, parasitose.
Rauwólfia – Rauwolfia
Apocináceas Índia
Propriedades: hipotensoras, sedativas. Uso interno e farmacêutico.
Usado para: pressão arterial, sistema nervoso, especialidades farmacêuticas.
Sândalo – branco – Santalum Album L.
Santaláceas Índia
Propriedades: anti-séptico. Uso interno e farmacêutico
Usado para: vias urinárias.
Sene da Índia – Cassia Angustifolia Vahl.
Legiminosa Índia
Propriedades. Laxante. Uso interno, externo e farmacêutico.
Usado para. Intestinos.
Trigo-sarraceno – Fagopyrum Esculentum Moench
Poligonáceas Índia
Propriedades: estimulante, remineralizante. Uso interno.
Usado para: convalescença, crescimento, desmineralização, gravidez.
Bibliografia: ”Segredos e virtudes das plantas medicinais” Edição das Selecções do Reader’s Digest – 1983
“ O grande livro de plantas úteis” Editorial Verbo, S. ª - Lisboa 1989
“ A saúde pelas plantas medicinais” Volumes 1 – 2 Editorial Safeliz, S. L. 1996
“ Dicionário de botânica ilustrado” Edição especial realizada por Formar para o Círculo de Leitores – 1984 http://www.ciagri.usp.br/planmedi/pm0045.htm
CONSEQUÊNCIAS DA DESCOBERTA NOS DIAS DE HOJE
O uso de plantas para fins medicinais e/ou terapêuticos continua nos dias de hoje a ser utilizado, quer através de processos tecnológicos e científicos actuais (que foram evoluindo ao longo dos tempos) pela indústria farmacêutica e indústria de cosmética, quer através da sua utilização mais natural principalmente pelas chamadas 'Medicinas Alternativas', das quais se destacam a Homeopatia, a Naturopatia, a Aromaterapia e a Fitoterapia. Nos últimos tempos, um cada vez maior número de pessoas se preocupa em manter uma boa saúde recorrendo a estas 'Medicinas Alternativas', em alternativa ou em complemento à Medicina Tradicional. Como curiosidade, um estudo feito nos E.U.A. mostra que mais de metade dos Americanos recorre a este tipo de terapias.
VISITA DE ESTUDO EFECTUADA E ACTIVIDADES EXPERIMENTAIS REALIZADAS NA SALA DE AULA
Fomos visitar o Jardim Botânico do Porto, no dia 21 MAR 2003, dia da Árvore. A visita foi guiada e levamos um inquérito para podermos obter mais algumas informações sobre o tema deste projecto. Porém, pouco mais nos foi dado a conhecer.
No entanto, gostamos muito da visita, de ver ao natural tantas plantas de várias origens e de conhecer a utilidade de algumas delas, para além da utilidade ornamental.
Visita ao Jardim Botânico do Porto
Um dos objectivos da nossa visita ao Jardim Botânico do Porto, era obtermos conhecimento sobre as plantas medicinais da Índia. Vimos e ouvimos falar de outras plantas medicinais, tais como: cidreira, alecrim, tília, aloé, ananaseiro, loureiro, árvore da seda, salgueiro-chorão, buxo, camomila, urtiga, eucalipto, etc.
Também vimos e ouvimos falar de muitas outras plantas que servem para fins alimentares, ornamentais e industriais.
A visita foi muito interessante, e aprendemos muito sobre essas plantas, e histórias relacionadas com algumas delas.
ENTREVISTA À TÉCNICA QUE NOS ACOMPANHOU NA VISITA AO JARDIM BOTÂNICO DO PORTO
O que é um Jardim Botânico?
- É um local onde existe muitas espécies de plantas.
Existem plantas de todos os tipos de clima, neste Jardim?
- Sim.
Quantas espécies de plantas existem neste Jardim?
- Centenas. Cerca de trezentas e cinquenta.
Existem todo o tipo de plantas (terrestres, aquáticas e aéreas) neste Jardim?
- Sim.
Há algum lugar, em especial, para o cultivo de plantas medicinais?
- Não.
Este Jardim tem plantas medicinais, especificamente, da Índia?
- Sim: o Alecrim, a Árvore da Seda e o Buxo.
Garcia de Orta foi um médico português que, no séc. XVI viveu em Goa, Índia. Estudou e escreveu um livro sobre: cultivo, partes das plantas, propriedades e modos de usar de plantas da Índia, para fins medicinais e farmacêuticos.
Considera que, ainda hoje, os seus estudos e conhecimentos são importantes, na aplicação farmacêutica e medicinal?
- Sim.
A sua obra “ COLÓQUIO DOS SIMPLES E DROGAS E COUSAS MEDICINAIS DA ÍNDIA “ não se encontra à venda em grande parte das livrarias que nos são mais acessíveis, nem tem sido possível encontrar conhecimentos sobre os seus conteúdos na Internet. Qual será a razão?
- Penso que será por ser uma obra antiga e não houve muita reprodução.
Seria possível, através desta Instituição, termos acesso a dados da obra de Garcia Orta? De que forma?
- Não.
ACTIVIDADES EXPERIMENTAIS
-Organização de um Herbário;
-Construção de um horto (plantação de plantas medicinais);
-Preparação de receitas farmacológicas.
Organização de um herbário
Andámos a colher e a secar folhas e flores de várias plantas do nosso meio, medicinais ou não, para fazermos um pequeno herbário.
Construção de um horto (plantação de plantas medicinais)
Vamos fazer algumas plantações de ervas medicinais que nos irão servir para fazermos chás e infusões.
A NOSSA PLANTAÇÃO DE ERVAS MEDICINAIS
Num canteiro interior semeamos várias plantas medicinais, tais como: agrião, salva, camomila, cidreira, hortelã, menta de gato, funcho, anis, azeda, tomilho e segurelha.
O canteiro foi enchido com turfa, dividido com pauzinhos para separar os locais onde as várias sementes foram semeadas.
Fizemos etiquetas para podermos reconhecer cada uma das sementeiras e colocamo-las nas suas respectivas divisórias. Por fim regamos.
Na plantação da turma, passados oito dias, vê-se bastante agrião que, como na azeda, já têm o caule e folhas; na cidreira só se vê folhas e são poucas; na salva só se vê uma folha ;no tomilho vê-se algumas folhas; na camomila tem folhas muito recentes e são em grande quantidade.
As restantes ervas ainda não começaram a nascer.
Preparação de receitas farmacológicas
OS NOSSOS CHÁS
Comprados, numa feira de artesanato, a um herbário de Vilar de Perdizes
ANIS OU ERVA DOCE
Identificação: planta que cresce nos montes de Portugal; as sementes e as folhas, depois de colhidas e secas, à sombra, são preparadas para serem “consumidas”.
Indicado para: digestão, espasmos, tosse, gases, estômago, gripe e mau hálito.
Utilização: infusões.
CARQUEJA
Identificação: arbusto que cresce nos montes de Portugal; tem flores amarelas que depois de colhidas e secas, à sombra, são preparadas para serem “consumidas”.
Indicado para: gripes, insónia, nervos, stress, falta de apetite.
Utilização: infusões.
GIESTA-BRANCA
Identificação: arbusto que cresce nos montes de Portugal; tem flores brancas que depois de colhidas e secas, à sombra, são preparadas para serem “consumidas”.
Indicado para: diabetes, rinite, reumatismo, gota, retenção de urina.
Utilização: infusões.
Precauções: os hipertensos devem evitar o uso desta planta.
COMO PREPARÁMOS PARA EXPERIMENTAR
Colocaram-se três cafeteiras, com cerca de dois litros, com água ao lume. Quando a água estava a ferver, introduziu-se um punhado das respectivas ervas medicinais (Anis, Carqueja e Giesta) em cada uma das cafeteiras. Deixou-se repousar, cerca de vinte minutos.
DEGUSTAÇÃO
1º - Provamos o chá de anis, sem açúcar. Tinha um cheiro muito forte, o sabor não era desagradável.
2º - Seguidamente, provamos o chá de Giesta, sem açúcar. O cheiro era leve e tolerável, o sabor era muito amargo, pouco apetecível.
3º - Por último, provamos o chá de carqueja, sem açúcar. O seu cheiro e sabor são agradáveis.
O QUE CONCLUÍMOS SOBRE O USO DE ERVAS MEDICINAIS
Só devem ser usadas, sempre, moderadamente, quando necessário e com as devidas precauções.
Em caso de dúvida, devemos consultar um especialista (médico, naturalista, etc.).
Nem todas as plantas medicinais são inofensivas, ou devem ser utilizadas como receita caseira.