Leon Battista Alberti

Trabalho da turma - III



Leon Battista Alberti



Leon Battista Alberti nasceu em Génova, a 14 de Fevereiro de em 1404, filho ilegítimo de um rico comerciante florentino expulso de Florença por motivos políticos.
Alberti é uma das figuras mais importantes da vida cultural de Itália do século XV, início do Renascimento.
Embora hoje seja conhecido, essencialmente, como arquitecto também foi pintor, escultor, compositor, autor, poeta, dramaturgo, matemático e filósofo. Representa o primeiro exemplo de “o homem universal” do Renascimento, é um símbolo da elite dessa época. Pela sua cultura e versatilidade o seu nome aparece associado ao de Leonardo da Vinci, outro génio do Renascimento.
A sua obra é vasta e importante. Para este trabalho importa realçar que foi o autor da primeira análise científica da perspectiva.
As suas múltiplas viagens a Roma, facilitaram o desenvolvimento de um grande interesse pela cultura e arquitectura antiga. As pesquisas que fez, levaram-na a partilhar dos princípios do seu amigo Brunelleschi, preocupando-se com o estudo das proporções dos edifícios, da geometrização do espaço e da perspectiva. Na sua obra “Descriptio Urbis Romae”, 1444, fez o levantamento de todos os monumentos romanos da Antiguidade. Como resultado desse estudo, ficou com uma grande colecção de estruturas, formas e elementos decorativos que, mais tarde, aplicou em todos os seus edifícios.
Devido ao seu profundo conhecimento de Roma monumental, o papa Nicolau V pediu-lhe opinião quanto à urbanização e renovação desta cidade. Com a ajuda de um teodolito por ele inventado, fez o primeiro levantamento da cidade de Roma e seus monumentos, do que resultou, em 1452, “De Re aedificatoria”, uma obra de 10 volumes, verdadeiro tratado de arquitectura, aliás, o único tratado de arquitectura publicado no século XV, dedicado às regras de construção. Alberti não desprezou as ideias de arquitectura de Vitrúvio (século I d.C.) mas interpretou-as e enriqueceu-as com as suas reflexões, isto é, fez uma adaptação crítica adaptada às recentes necessidades urbanísticas e arquitecturais do Renascimento.
Alberti atribuiu muita importância aos elementos decorativos. Definiu a noção de ordem arquitectural como um sistema de proporções baseado na coluna e simbolizado pelas ordens dos capitéis. Para Alberti “a beleza é uma espécie de harmonia e acordo entre todas as partes” e estas devem formar um todo, “de acordo com uma certa ordem, como a do princípio da simetria, a lei mais importante e mais perfeita da natureza”. Na obra que acabámos de referir, “De Re aedificatoria”, contrapôs à prática arquitectónica da época gótica, que se baseava na multiplicação dos ornamentos, a marcação rítmica rigorosa da estrutura dos edifícios.
Não se considerava, no entanto, um construtor, pois para ele o trabalho de arquitecto é o de conceber e propor planos estudos. Deixou a outros a realização de construções de acordo com os seus estudos, mas sempre verificando se os seguiam cuidadosamente.





A sua primeira construção bem conhecida, o templo Malatestiano não foi terminada devido à morte de Malatesta, nobre da cidade que fizera essa encomenda. Mas os estudos que Alberti fez da proporção da fachada mostram uma grande preocupação com as formas geométricas e com a simetria.
Seguidamente, em Florença, em 1456, foi encarregue da fachada da Igreja de Santa Maria Novelle, na qual é visível o uso das formas consideradas perfeitas pelos clássicos: quadrado, triângulo e círculo.
Projectou as igrejas de San Sebastiano (iniciada em 1460) e San Andrea (1470), ambas em Mântua. São os únicos edifícios inteiramente concebidos por Alberti, mas cuja construção foi concluída após a sua morte, não tendo sido respeitados os projectos originais.






Os seus tratados sobre pintura e escultura foram os primeiros a analisar aspectos teóricos.
No tratado sobre pintura, De Picture, 1435, deu as primeiras definições da perspectiva e da pintura narrativa e salientou o aspecto intelectual da actividade pictórica. Nele Alberti compara o quadro a “uma janela aberta para o mundo”, afirma que “a perspectiva nos mostra o mundo tal como Deus o fez”e acrescenta ainda “fixo o ponto de vista onde eu quiser”. Esta liberdade que mostra o homem como princípio de ordem do seu mundo, faz parte do conceito de Humanismo.
A sua preocupação com as proporções também é visível na obra “De Statua”, 1464, pois foi o primeiro a analisar sistematicamente as proporções do corpo humano. A introdução da perspectiva na pintura constituiu uma inovação importante. Em 1425, Bruneleschi, fez uma das suas demonstrações sobre este assunto, mas foi Alberti no tratado De Pictura que marcou uma etapa decisiva na história de arte que caracteriza o Renascentismo, ao passar da prática experimental à teorização dos princípios da perspectiva.
No primeiro livro de De Pictura, Alberti recorre à geometria para as suas explicações: “Tomaremos aos matemáticos - para que o nosso discurso seja bem claro - aquelas noções que sejam particularmente ligadas à nossa matéria”. As suas ideias sobre a pintura inspiraram muitos artistas inclusive Leonardo da Vinci, que tinha 20 anos quando Alberti morreu e ainda têm influência nos tempos actuais. Alberti morreu, em Roma, em 1472.

8º - 1ª
Ana Lúcia Serrano
Heron Vasone
Inês Carrilho
Júlia Cerqueira
Susana Pinto




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