Comentários de Joana Amaral e Sara Santos
da Escola Secundária de Cascais
Boas!
Segundo o artigo pubicado na edição de quinta-feira dia 10 de Abril do jornal Público existe um casal no Reino Unido ao qual foi permitido conceber um filho geneticamente modificado, de forma a salvar o irmão de 5 anos que sofre de uma doença denominada talassemia. Os médicos têm assim como objectivo criar um dador que seja compatível com a criança doente de modo a que um transplante de medula seja bem sucedido.
É um caso polémico e como tal gerou discussão entre nós. Enquanto que alguns defendiam que este procedimento, ou seja o de modificar geneticamente seres humanos, deveria ser apenas realizado com a finalidade de salvar uma outra vida humana, outros discordam do método que será aplicado à referida família. Este segundo grupo pensa que, embora a manipulação permita a detecção de genes "deficientes" (que podem em príncipio trazer problemas), nada garante a nenhum médico ou cientista que uma doença (grave ou não - ou mesmo a talassemia em questão) não se venha a desenvolver num indivíduo sem os genes relacionados com essa doença. É improvável mas não é impossível. Até que ponto se justifica então a permissão para a manipulação?
Colocou-se ainda a seguinte questão: no caso de se começar a legislar sobre esta matéria quais as situações em que deveria ser permitida esta prática? A opinião dividiu-se. Uns decretariam uma lei em que apenas em casos extremos (como o do artigo) se poderia realizar, outros referiram que a mãe-natureza também deveria actuar aplicando a selecção natural e portanto não se justifica a permissão.
Visto a "ficção" visionada no filme GATTACA (que comentámos na nossa anterior intervenção) surgir agora num futuro quase tornado presente, gostaríamos de saber o que pensam sobre isto.
Cumprimentos a todos,
12ºB Escola Secundária de Cascais
PORTUGAL