"A ciência tem como primeiro objectivo desvendar o desconhecido. Mas, enquanto que para muitos, o desconhecido estimula a curiosidade e o fascínio, para outros esse mesmo desconhecido pode assustar e intimidar. A ideia de risco contém estes dois aspectos. Por um lado, o risco pode ser estimulante e atraente, mas também pode ter um preço, e esse preço pode ser alto. Não nos devemos esquecer, no entanto, que na maior parte dos casos o fascínio ou o medo estão mais associados às aplicações do conhecimento, do que ao conhecimento em si. A literatura está cheia de representações em que a ciência e as suas aplicações tecnológicas ou são usadas para resolver problemas, ou cria ela própria problemas novos.
É neste sentido que usamos a palavra Risco."
Alexandre Quintanilha
Projecto
Alunos de escolas básicas e secundárias, com o apoio de um escritor e de um investigador, construiram contos sobre a temática A Ciência e o Risco, abordando questões relacionadas com riscos ambientais, ecológicos e tecnológicos.
Participantes
Grupos de alunos de escolas básicas e secundárias, com idades compreendidas entre os doze e os quinze anos, acompanhados por um(a) professor(a) de português e um(a) professor(a) da área científica.
Escritor convidado
Mia Couto Texto de apoio: Uma palavra de conselho e um conselho sem palavras
Sessão - 24 Novembro 2003 (Semana da Ciência e Tecnologia)
Debate sobre o Risco com Alexandre Quintanilha (IBMC), Luísa Lima (ISCTE) e alunos do projecto.
Atribuição de Prémios aos melhores trabalhos dos grupos.