Contos



A Ciência e o Risco
Construção de contos sobre a temática do risco



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Contos criados pelos grupos



EB 2 / 3 Vasco da Gama, Lisboa

Conto: ONDE ESTÁ O COMPUTADOR?
Grupo - Ana Rute Marques, Ana Margarida Vale Santos

O senhor André Gomes, um vendedor de electrodomésticos, sempre se dera muito ao seu emprego. Sendo assim, participou num concurso, cujo objectivo era inovar, e ganhou uma viagem a Equasayre, uma ilha quase deserta e, segundo consta, muito bonita. Já na ilha, André decidiu explorá-la e perdeu-se. Procurando alguém que o ajudasse, vagueou pela bela ilha e encontrou uma pequena aldeia muito rude e, como demonstrava a sua aparência, muito pouco avançada. Mais...

Comentário de Mia Couto
"A história é bem contada e toca, de forma sugestiva, aquilo que é afinal supérfluo e marginal na procura das cosas essenciais para sermos felizes. Mas parece-me que o assunto é afastado do tema sugerido para esta iniciativa."

Conto: Semelhanças Indiscutíveis
Grupo - Claúdia Patrícia Bandeira, Claúdia Sofia Fragata, Cinthya Rett

- Boa tarde a todos, eu chamo-me Bárbara e faço parte do grupo de Ciência e Tecnologia, a palestra de hoje é sobre a Clonagem ,o nosso mais recente projecto e que esperamos poder partilhar convosco. Mais...

Comentário de Mia Couto
"A história está bem desenhada e reivindica uma clara e feliz individualidade dos seres. A forma entrosada de diálogos e falas intimas podia ser um modo de construção que recusasse o simplista e isso seria bom. Mas acho que se acaba por complicar demasiado e de maneira escusada. É necessário pensar que, sendo um conto muito breve, o texto deve ser concentrado e contido. Há aqui potencialidades para uma história bem mais longa."

Conto: Branca de Neve e os sete anões... Aventura em 2003
Grupo - Ana Barros, Ana Borges, Diana Silva, Filipa Felisberto

Era uma vez uma linda menina chamada Branca de Neve, que vivia num majestoso castelo em Sintra. Quando o seu pai morreu, Branca de Neve fica a viver com a sua madrasta onde é maltratada devido à sua beleza que a madrasta tanto inveja. Devido a todas estas situações, resolve sair de casa , embrenhando-se nos bosques. Assustada com tudo o que via, cai desamparada no chão a chorar acabando por adormecer. Mais...

Comentário de Mia Couto
"Primeiro, parabéns pela maneira tão imaginativa como partiram de uma história clássica e a actualizaram. Está muito bem conseguido esse aproveitamento e revela uma invulgar criatividade.
Existem, contudo, algumas pequenas questões. Muitas vezes a linguagem torna-se muito cinzenta e demasiado descritiva. Há uma citações científicas que não encaixam bem num conto que deve ter uma linguagem leve e criativa. Ficam claro que esses encaixes são retirados de relatórios. Seria preciso trabalhar essa linguagem cientifica e técnica de forma a que as alusões à situação ecológica surgisse de forma natural.
Existe também alguma confusão entre fenómenos distintos: o efeito de estufa, o buraco de ozono e as chuvas ácidas. São fenómenos bem diferentes, com causas e consequências diferentes. No vosso texto há uma grande salada entre estes desequilíbrios, atribuindo-se ao buraco de ozono impactos que são próprios do efeito de estufa e vice-versa. "



Colégio José Álvaro Vidal, Alverca do Ribatejo

Conto: A Bolinha de Água
Versão Final do Conto
Grupo - Andreia Sousa, Ana Rita Pedro, Jorge Frazão, Luís Araújo, Renato Barreira

Conto: A Bolinha de Água

António e Maria dos Santos sentiam-se deprimidos e exaustos com a situação que os andava a preocupar havia já alguns anos mas que viera a agravar-se de alguns tempos para cá. Diariamente, estes debatiam com os seus vizinhos sobre o problema que afligia a aldeia: a falta de água não só para regar os campos ou para dar água ao gado mas também para a vida quotidiana. Havia cada vez menos água potável disponível e a Junta de Freguesia até já distribuíra à população uns folhetos com algumas normas sobre o uso deste precioso líquido quer a nível doméstico quer a nível agrícola. Mais...

Comentário de Mia Couto à versão inicial do conto
"Gostei muito. Há aqui capacidade de interligar a vertente científica, com o seu manancial de descrição histórica, com algo que parece menor, e que decorre para além deste cenário do que é a fabricação de uma espécie de magia infantil. Muito bem construído o final. O único senão é a forma um pouco longa e pesada com que os diálogos se embrulham na descrição de experiências."

Conto: Ah! A genética...
Versão Final do Conto
Grupo - David João, Inês Pinto, Hugo Pinheiro, Patrícia Fonseca, Rita Fernandes

Conto: Ah! A genética...

Numa pequena e pacata aldeia, vivia uma família feliz: a senhora Genoveva e o seu marido, o senhor António. O seu filho mais velho, Carlos, era professor universitário, trabalhava no âmbito da pesquisa, orientava o trabalho de investigação dos seus alunos. Era um homem muito conhecido entre a comunidade científica portuguesa e tinha já participado em grandes eventos científicos de índole nacional e internacional. Contudo, ultimamente sentia-se inquieto, descontente, parecia não estar bem com o seu próprio corpo ... Mais...

Comentário de Mia Couto à versão inicial do conto
"A história é bem conseguida e responde bem ao desafio do projecto. Falta-lhe, contudo, algo no que respeita ao voo da imaginação e à construção narrativa. Apetecia-nos que acontecessem mais coisas e que a intriga da história tivesse mais substância."

Conto: Na Praça de S. Pedro
Grupo - João Martins, João Hugo, Pedro Mateus

Na praça de S. Pedro, nos últimos dias o movimento era diferente. Os banquinhos de madeira situados no jardim que rodeavam a fonte romana, recentemente reconstruída pela Junta de Freguesia, habituados a ouvir as memórias dos reformados e os risos e gritos das crianças que ali brincavam, partilhavam agora outros segredos. Mais...

Comentário de Mia Couto
"Gostei da forma equilibrada e cautelosa como os factos são apresentados. Do ponto de vista ambiental, creio que o mais importante se encontra já no texto: mostrar que o que é vital não é ter certeza sobre a origem de desequilíbrios mas a disponibilidade das comunidades para se preocuparem e discutirem as situações em que estão envolvidas. No entanto, acho que falta ainda qualquer coisa de literário. O texto parece uma reportagem, carecendo de uma alma mais personalizada, uma história contada pela voz de alguém que viveu a situação."

Conto: O Bem e o Mal
Grupo - Sofia Cavaco, Andreia Ferreira, Liliana Cruz, Renato Correia, Maria Freitas

Algures num canto quase esquecido do mundo, situava-se uma vila plantada num vale entre duas colinas salpicadas de inúmeros tons esverdeados. Durante o dia, os pássaros chilreavam continuamente, enquanto as flores balançavam ao sabor do vento, como que dançando ao som de uma bela melodia. Ao longe, ouvia-se uma cascata a correr alegremente e as gotas de água embatiam nas pedras, sorrindo para o sol que as revestia de um brilho extraordinário. Mais...




EB 2 3 Parchal, Parchal, Faro

Conto: O novo mundo de Pureza H2O
Grupo - Ana Carla Sequeira, Ana Rita Ventosa

Pureza H2O, uma das mais jovens e limpas águas de Portugal, tinha nascido na nascente de Monchique e, após ter sido tratada, mudara-se, juntamente com os seus pais, para os canos da casa Mendes. Nesta casa, tinha uma vida muito sossegada e saudável, pois tivera a sorte de ter como destino uma casa onde os princípios ecologistas eram seguidos à risca. Esta família tinha o cuidado de não deitar objectos sólidos, produtos tóxicos e restos de comida nos canos, pois podiam causar um entupimento dos mesmos ou uma poluição perigosíssima na água. Mais...

Comentário de Mia Couto
"A nova versão é francamente melhor. Parabéns, gosto muito. Mas ainda subsiste uma certa forma de dividir os elementos em maus e bons, em puros e impuros: (estou a citar um frase vossa) “os amigos (os poluentes da água) que viviam com ela - o chumbo, o manganês, os nitratos e nitritos, o magnésio, o cálcio, o ferro e vários cloretos. Ora bastaria uma pequenina frase, um breve acréscimo para se dar a entender que na natureza não há elementos impuros ou poluentes em si mesmos. O que há são desequilíbrios, sobredosagens. De qualquer modo, os meus parabéns."

Ouça o conto adaptado por alunos brasileiros.


EB 2 3 Castanheiros, Caneças

Conto: No trilho dos transgénicos

É um assunto que dá panos para mangas - disse o Marco, já com as ideias a fervilhar. Os transgénicos eram o tema da aula de Estudo Acompanhado. As professoras de Físico-Química e Ciências haviam proposto este assunto e os alunos deviam desenvolvê-lo naquela aula com a ajuda da setora, que por acaso era a de Francês. Mais...

Comentário de Mia Couto
"O tema do projecto está bem tratado neste texto. Mas aqui não existe um conto, uma história. É uma espécie de actas dos debates, uma reprodução imaginária da argumentação usada. O que mesmo bem feito não é ainda um conto."



Escola Rabo de Peixe, Açores

Conto: A Promessa de um homem
Grupo - César Andrade, Cláudia Sousa, Paula Laranja, Priscila Moscatel e Verónica Félix,

Era uma vez um casal que tinha seis filhos, quatro rapazes e duas raparigas. A família Andrade, vivia muito feliz numa pequena vila, Vila Formosa, situada à beira mar. Todos os dias, o senhor João, chefe da família Andrade, partia para o mar no seu barco de boca aberta que tinha sido baptizado de São Pedro. Por volta das dezassete horas, o senhor Andrade regressava a casa com o sustento da família. Mais...

Comentário de Mia Couto
"Há aqui uma mistura mal resolvida de dois tipos de linguagem: um discurso científico do tipo de livro escolar (a descrição dos tipos de vulcões, por exemplo); o outro, um discurso mais narrativo escorreito, próprio de um conto. A narrativa, ela própria, poderia ser mais rica e a trama ser mais elaborada. Há muito detalhe que depois de pouco serve (por exemplo, de que vale descrever um por um os membros da família se depois apenas o chefe de família tem alguma acção particular na história ?)."

Conto: Mestre Mané
Grupo - Ana Cristina, Paula, Natércia, Sónia, Débora e Tânia

Ali está, num dia de primavera, em que o mar bailava ao sabor do vento, acariciando as rochas e embalando os olhares da multidão com cores e odores exóticos, o Santinho do Mar, iluminando com o seu poder os pescadores que o carregam até ao porto de Rabo de Peixe. Os filhos dos pescadores servem-lhe de guardiões, suportam nos seus ombros as redes que clamam por benção e transportam os remos como símbolo de força. Mais...

Comentário de Mia Couto
"Esta história é muito bonita e está, sobretudo, muitíssimo bem contada. Está escrita de forma a recriar um clima cheio de mistério, de brumas e é como se escutássemos na voz do velho mestre a voz do próprio mar. Gostei muito e a equipa está de parabéns. Está bem patente a ferida que a poluição pode causar não apenas no mar mas nos que vivem dele, nele e com ele. Tenho apenas algumas dúvidas sobre o modo como esta temática está próxima daquilo que é essência da mensagem do projecto. Não basta apontar a poluição mas seria bom mostrar como a ciência e a curiosidade científica podem enfrentar, mesmo com riscos, desequilíbrios como os apontados neste relato.



Escola Secundária de Carvalhos, Vila Nova de Gaia

Conto: Para além do tempo
Grupo - Carla Couto, Liliana Sousa, Sara Silva, Teresa Raposo

Era uma vez, em tempos tão longínquos que a memória de muitos não consegue alcançar, vivia o senhor Passado, ancião ensimesmado, bem no meio de uma floresta de carvalhos, junto ao riacho. Era uma época em que os homens viviam da Terra e do que ela lhes fornecia, esperando que as sementes germinassem com a água da chuva e o calor do sol, alimentadas pelos nutrientes do solo, ao ritmo lento do suceder do dia e da noite, da Primavera e do Verão, do Outono e do Inverno. Mais...

Comentário de Mia Couto
"A ideia de colocar os três tempos do Tempo em diálogo é muito bonita e cria um mundo infinito de possibilidades. Existem apenas duas observações. Uma de carácter científico: não são os raios ultra-violetas e os buracos de ozono que são responsáveis pelo aquecimento global da atmosfera. O efeito de estufa é provocado sobretudo pelos raios infra-vermelhos e pela acumulação de gases de estufa na atmosfera. A segunda diz respeito à mensagem da história. Acho que é um pouco ingénuo acreditar que a ciência pode resolver os problemas que vocês enunciam. Sozinha a ciência não será capaz enquanto dominarem regimes e sistemas de exploração dos recursos naturais que colocam outras lógicas acima da lógica da felicidade e da sustentabilidade dos ecossistemas."



Externato João Alberto Faria, Arruda dos Vinhos

Conto: Melambana
versão editada a partir de sugestões do escritor
Grupo - Ana Rita Monteiro, Patrícia Belbute, Margarida Rosa, Lara Filipa, Vanessa Pataia

Conto: Melambana

Há muitos anos num planeta distante, talvez numa galáxia desconhecida, existia vida. Lá viviam seres mais evoluídos, que como nós utilizavam o seu saber para progredir na ciência. Por vezes as suas descobertas não eram as melhores e até podiam causar danos irreversíveis. Como a descoberta que ao princípio parecia ser fabulosa do Dr. Tiltáporlicaf (mais conhecido por Dr. Tiltalf). Mais...

Comentário de Mia Couto
"Gosto muito desta história, tem todos os ingredientes e combina uma certa dose de magia com ciência. Acho feliz que se tenha dotado de poderes mágicos um objecto como o pisa papéis que é algo já quase em extinção. E ser esse o objecto que abre a parede e torna disponível o espaço da solução. A única coisa que eu preferia era que essa mesma solução não surgisse tanto de um recurso técnico e impessoal que é o computador. Mas isso é apenas uma sensibilidade minha..."



Externato Infante D. Henrique, Alfaccop, Braga

O Planeta Pálitz
Grupo - Joana Rocha, Soraia Silva, Daniela Amorim

Era uma vez um planeta chamado Pálitz, situado numa linda galáxia em espiral que era iluminado por uma estrela brilhante. Este planeta era muito bonito, visto que a luz emitida por uma estrela brilhante fazia projectar toda a sua beleza e esplendor por todo o universo. Páliz era por isso muito apreciado pelos seus habitantes, pois aquela colorida e imensa luz transmitia paz e alegria. Mais...

Plano para o Conto com comentário de Mia Couto




Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Viatodos, Barcelos

Conto: A qualidade da água
Grupo - Marisa, Sofia, Cecília, Catarina

Bem lá no Sul do nosso amado País havia uma aldeia muito pobre em vários aspectos. Era pobre em termos económicos e em termos culturais. Era uma aldeia em que a maior parte da população se dedicava aos trabalhos agrícolas. Mais...

Comentário de Mia Couto
"Meus amigos, repito-vos aquilo que já escrevi para colegas vossos de outras escolas. Acho que ainda não existe uma história no vosso conto. É um relato de um episódio feito de forma muito impessoal, com uma espécie de distância jornalística. Para que o texto se converta num conto (e é isso que se pretende) é necessário que seja mais pessoal, contado a partir de dentro de personagens que vocês teriam que inventar, com o desenhar de conflitos e tensões que, no final, poderiam ou não resolver-se."

Conto: Chuvas ácidas
Grupo - Carlos, Tânia, Andreia, Marta

Tão desejada a chuva, que fresquinha que ela é, todos esperam por ela, os animais, as plantas e o Pedro que quer tomar uma banhoca no regato. Mas a chuva que cai já não é pura e límpida como no tempo dos avós do Pedro... Começa a ficar escuro, o vento do norte sopra com mais força e pequenas gotinhas de água caem do céu e então, algo de estranho acontece... Mais...

Comentário de Mia Couto
"Meus amigos, repito-vos aquilo que já escrevi para colegas vossos de outras escolas. Acho que ainda não existe uma história no vosso conto. É um relato de um episódio feito de forma muito impessoal, com uma espécie de distância jornalística. Para que o texto se converta num conto (e é isso que se pretende) é necessário que seja mais pessoal, contado a partir de dentro de personagens que vocês teriam que inventar, com o desenhar de conflitos e tensões que, no final, poderiam ou não resolver-se."

Conto: Uma aventura no riacho...
Grupo - Anabela, Cristiana, Paula, Carolina

Num certo dia de nevoeiro, Paula saíu de sua casa para ir ao encontro de suas amigas: Cristiana, Carolina e Anabela. Quando parou para ir a um café chamado “Rebuçado”, viu o noticiário transmitido pela televisão que falava da qualidade da água do nosso país, falava também da quantidade de espécies marinhas que morrem por ano... Paula ficou muito pensativa... Mais...

Comentário de Mia Couto
"Acho que ainda não existe uma história no vosso conto. É um relato de um episódio feito de forma muito impessoal, com uma espécie de distância jornalística. Para que o texto se converta num conto (e é isso que se pretende) é necessário que seja mais pessoal, contado a partir de dentro de personagens que vocês teriam que inventar, com o desenhar de conflitos e tensões que, no final, poderiam ou não resolver-se."



Escola Secundária Pedro Teixeira, Cantanhede

Conto: Clonagem
Grupo - António Figueiredo; Joel Cruz; Luis Oliveira; Marco Barbosa; Pedro Rodrigues

Mais um dia de aulas!
- Mais um dia de aulas! - exclamou o Luís, ao ouvir o seu despertador a tocar.
Levantou-se, tomou um duche, vestiu-se e foi tomar o pequeno-almoço... Mais...

Comentário de Mia Couto
"O vosso texto não é ainda uma história. Como sabem, um conto tem um núcleo que revela um conflito, essa tensão cresce e resolve-se de forma positiva ou negativa. Um conto é um pretexto para fazer uma incursão na alma humana e revelar os nossos medos, angústias, esperanças e alegrias. O vosso texto é quase só uma transcrição de um diálogo. Essa reprodução de uma conversa não chega para se construir uma história. Força meus amigos: mais imaginação, mais ousadia!"

Sítio do projecto