Pavilhão do Conhecimento


Genoma Humano 2002 - Materiais de Apoio
 
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Genoma e identificação criminal

Texto de apresentação da comunicação de Francisco Corte-Real *
Pavilhão do Conhecimento
Semana da Ciência e da Tecnologia (Novembro de 2001)


Acompanhando o avanço científico e tecnológico característico do final do século XX, também a Genética Forense sofreu, na última década, um desenvolvimento muito significativo. Tal facto ficou a dever-se fundamentalmente à utilização dos polimorfismos de ADN no âmbito judicial, apoiada na descoberta de uma metodologia que possibilitou o estudo genético em quantidades ínfimas de material biológico - a reacção em cadeia da polimerase (PCR).
Com base em diversos tipos de polimorfismos, como o ADN autossómico, o ADN do cromossoma Y ou o ADN mitocondrial, a Genética Forense permite a resolução de múltiplos casos de investigação de parentesco, de criminalística biológica ou de outros processos identificativos.
No âmbito da investigação em criminalística biológica assume papel muito relevante o estudo do cromossoma Y, designadamente em crimes de natureza sexual, em que existe habitualmente mistura de material biológico de origem feminina e masculina. Contudo, o estudo do cromossoma Y apresenta algumas limitações pelo facto de não identificar um indivíduo isoladamente mas uma linhagem familiar, podendo o criminoso não ser o suspeito comparado mas sim um parente por via masculina.
Em criminalística biológica, coloca-se, também, a questão da existência de uma base de dados genéticos que possibilite a rápida identificação individual, nomeadamente, entre outros, em crimes de natureza sexual, homicídios dolosos e, eventualmente, roubos, pelo facto de serem crimes graves, com alguma tendência repetitiva e que deixam frequentemente vestígios biológicos que podem permitir a identificação.


* Professor Auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Vice-Presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal



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