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Genoma Humano 2002 - Conto ES Amadora
 
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Genoma Humano 2002


Conto - Vírus Klashmaggy
Escola Secundária da Amadora

No meio do oceano Atlântico, uma embarcação de pescadores provenientes da Amazónia navega rumo ao Ártico. Tudo parecia bem até um surto de estranhas mortes ter surgido sem se saber a sua origem ou causa, apenas as suas consequências. Estavam em Dezembro de 2019, em alto-mar. Inicialmente, dois dos pescadores apresentaram febres elevadas, gengivas inflamadas e olhos congestionados. No dia seguinte, as suas veias ficaram salientes provocando convulsões. Essas convulções originaram o enfraquecimento extremo dos indivíduos, que foi agravado pelas condições climatéricas (temperaturas muito baixas) e pela falta de alimentação de que padeciam. Na madrugada do terceiro dia, os corpos apresentaram múltiplas feridas infectadas, que acabaram por rebentar provocando a morte dos dois pescadores infectados. Entretanto, o físico da embarcação, ao verificar que toda a tripulação estava contaminada e que não lhe é possível determinar as causas desta doença desconhecida e fatal, limita-se a registar todas as suas observações com a esperança de que possam ser úteis para quem as encontrar. Contudo, já havia enviado um pedido de socorro acompanhado de todas as descrições. Tudo isto ocorreu a cerca de 80 milhas da costa do Ártico. Em resposta ao pedido de socorro enviado, chegam ordens para que a tripulação não avance, pois o risco de contaminação é elevado.
Vinte e quatro horas depois, chega o primeiro grupo de cientistas pronto a investigar a situação. Ao depararem com a embarcação, os cientistas verificaram que dos 150 tripulantes, apenas 20 sobrevivem. Quatro deles em estado terminal e os outros 16 com início de sintomas. Estes sobreviventes são imediatamente colocados de quarentena, com assistência médica que lhes permite uma maior resistência à fragilidade da imunidade provocada pelo vírus. Através dos dados, os cientistas concluem que a propagação do vírus de indivíduo para indivíduo é realizada de várias formas, sendo uma delas feita pelo ar, visto que os sintomas de asma e tosse convulsa estão presentes. A primeira preocupação dos cientistas foi recolher o vírus de um dos sobreviventes para que se pudesse sintetizar um antídoto. Após a recolha do vírus, o tecido é enviado para o continente americano e, através de tecnologias muito avançadas, é possível determinar o DNA do vírus em cerca de 72 horas. Já no centro de investigação, quando o descodificador de DNA está a dar as últimas informações, é verificada uma anomalia no par de genes que constitui o cromossoma 5. Os investigadores sabem que este é o cromossoma responsável por todos os sintomas. Verifica-se ainda que as alterações registadas no cromossoma 5 terão sido provocadas por um agente exterior.
Este facto é comunicado ao grupo de cientistas que está em campo. A partir deste momento, o seu objectivo é encontrar o agente infectante. Durante as autópsias realizadas aos tripulantes, os médicos legistas descobrem estranhas picadas em todos os corpos. Verificam que na zona que fora picada havia uma bolha com poros de grandes dimensões, de tonalidade arroxeada, das quais era libertado um fluido esverdeado, que contribuia para a infecção das feridas apresentadas. Estas bolhas localizavam-se sempre no lóbulo das orelhas, no pescoço, nas axilas e nas virilhas. Tais zonas correspondem aos gânglios linfáticos que eram neutrlizados, constituindo uma “entrada livre” para o vírus que, a partir daí, iriam destruir todo o sistema imunitário do hospedeiro.
Após terem percorrido todo o navio, no local de armazenamento de alimentos, os cientistas encontraram uma grande concentração de uma estranha espécie de insecto, embora a sua maioria estivesse morta. Esses insectos tinham um porte semelhante ao bicho-da-conta, com uma carapaça dura, rugosa e com uma mistura de cores entre o vermelho e o verde. Da parte que corresponderia à cabeça, saíam presas azuis escuras e ponteagudas. Foram recolhidos alguns dos insectos que ainda estavam vivos para estudo do seu comportamento e para retirar o seu DNA puro. Durante a investigação detectou-se uma reacção dos insectos ao sentirem-se ameaçados. Levantando a sua carapaça, as presas alongavam-se e tornavam-se brilhantes e, pelas suas extremidades, era libertado um líquido esverdeado semelhante ao encontrado nas bolhas dos pescadores infectados. Determinou-se, também, que o tempo médio de vida deste insecto era de cerca de 22 horas, pois desenvolvia-se, reproduzia-se e acabava por morrer. Estes insectos têm uma morte inevitavelmente rápida, porque, ou libertavam todo o líquido esverdeado numa mordedura ou, se o conservarem, este acaba por oxidar-se e provocar uma auto-intoxicação. Os cientistas colocaram o DNA humano, em solução em contacto directo com o DNA do insecto. Esta interacção foi assistida em directo através de tecnologias genéticas que permitem fazê-lo com grande ampliação. O que os cientistas puderam observar foi uma atracção entre o cromossoma 5 do DNA humano eo DNA do insecto, ou seja, o cromossoma 5 era cercado pelo DNA do insecto, fundindo-se e formando um novo cromossoma. Este novo cromossoma foi implantado em macacos que rapidamente desenvolveram sintomas semelhantes aos observados nos pescadores. Para determinar a causa desta atracção, os cromossomas em estudo foram ampliados, verificando-se que o cromossoa 5 dos humanos e os cromossomas do insecto eram muito parecidos, justificando, então, um comportamento semelhante ao registado em cromossomas homólogos.
A partir dos resultados obtidos nas experiências foi possível criar uma vacina, de rápida actuação e altamente potente, que só pode ser tomada quando o hospedeiro se encontra já infectado, maque a partir da sua ijcção ditamne na cor sanguínea, garante a tal imunidade ao indivíduo, mesmo se exposto novamente ao vírus. Esta vacina inverte e reacção de fusão do DNA do insecto com o cromossoma 5 do DNA humano. Quando o DNA do insecto se encontra separado do humano, é rapidamente neutralizado por anticorpos de pH elevado, o que leva consequente e inevitavelmente à permanência do indivíduo nos hospitais, para que os níveis de pH não tenham efeitos secundários na fisiologia e morfologia do organismo.
Os tripulantes sobreviventes foram vacinados e constituiram a primeira prova humana da eficácia desta vacina.
Quanto aos insectos foram encontrados, alguns registos, que indicavam que já teriam existido no planeta, mas que teriam sido extintos há largos milhares de anos. Eram denominados acromaditeróides. O facto para só agora declararem a sua presença é desconhecido. Contudo, após terem sido realizados mais testes nestes seres, verificou-se que poderiam ter propriedades terapêuticas relativamente a doenças que até ao momento eram letais.
Mais um avanço da medicina que permitiu um final feliz. O vírus foi baptizado com nome das duas cientistas que o desmascararam – KLASHMAGGY.

Autoras: Cláudia Silva, Ana Margarida Simão



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