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A vida imortal de Henrietta Lacks

Rebecca Skloot

2011 | Casa das Letras

livro

Público: Adulto

Tema: Bioética, Biologia molecular, Ciência, História da ciência

Idioma: Português

O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada numa plantação de tabaco, trabalhando a mesma terra que os seus antepassados escravos. Mas as suas células, retiradas sem o seu conhecimento, tornaram-se numa das ferramentas mais importantes na Medicina: as primeiras células humanas «imortais» da ciência. Ainda estão vivas hoje, embora Henrietta tenha morrido há mais de sessenta anos. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite; contribuíram para os avanços médicos nas áreas de estudo do cancro, dos vírus e dos efeitos da bomba atómica; originaram descobertas médicas importantes, como a fertilização in vitro, clonagem e mapeamento de genes; e, consequentemente, foram compradas e vendidas através de contratos multimilionários. No entanto, Henrietta Lacks permanece praticamente desconhecida. Neste livro Rebecca Skloot conduz-nos numa extraordinária viagem, começando pela ala «de cor», do Johns Hopkins Hospital, em 1950, até aos grandes laboratórios cheios de células HeLa. A família de Henrietta não sabia da sua «imortalidade» e, embora as suas células tenham lançado uma indústria multimilionária, nunca viram um tostão. Como Rebecca Skloot tão brilhantemente mostra, a história da família Lacks está indissoluvelmente ligada à história da ciência, ao nascimento da bioética e às infindáveis batalhas jurídicas sobre se podemos controlar a matéria de que somos feitos.


Livro do Mês de Setembro
A história não-ficcionada de Henrietta Lacks e das células HeLa aborda questões importantes relativas à ciência, ética, raça e classe social, levando-nos a reflectir sobre os limites da ciência e da medicina. Com uma linguagem acessível a qualquer leitor – independentemente do seu interesse ou conhecimento científico sobre biologia molecular – a autora conduz-nos através de uma visita guiada pelos primórdios da cultura in vitro, os erros cometidos e a importância da relação entre ética, sociedade e ciência. Após as férias, embarque numa viagem pelo mundo da investigação científica e da relação cientistas-sociedade e descubra como, na década de 50, uma mulher – mais concretamente, as células que lhe foram retidas sem o seu conhecimento – mudou o rumo da ciência e das nossas vidas.

ISBN: 978-972-46-2021-3

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