PAVILHÃO DO CONHECIMENTO
CIÊNCIA VIVA
REDE CENTROS CIÊNCIA VIVA


História da Ciência Viva (1996 - 2016)

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Edifício do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, 2013 (Fonte: Arquivo Ciência Viva).

Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva

Em 9 de Fevereiro de 1999 teve lugar a apresentação do projecto do Pavilhão do Conhecimento, numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Ciência e da Tecnologia, José Mariano Gago, e do presidente do Conselho de Administração da Parque Expo, António Taurino Mega Ferreira, num evento onde se procedeu à “transferência simbólica para o Ministério da Ciência e da Tecnologia do antigo Pavilhão” e à apresentação do “primeiro conjunto de exposições de ciência e tecnologia”1.

Cinco meses depois, em 25 de Julho, seria inaugurado pelo primeiro-ministro, António Guterres, e pelo ministro da Ciência e da Tecnologia, Mariano Gago, na sequência do trabalho desenvolvido pela Comissão para a instalação de um novo centro de divulgação científica e tecnológica em Lisboa, presidida por Mário Pereira dos Santos.

Sedeado no Parque das Nações, em Lisboa, ocupou o edifício projectado pelo arquitecto João Luís Carrilho da Graça para a EXPO’98, onde funcionou o Pavilhão do Conhecimento dos Mares.

Organizado em espaços distintos – espaço expositivo; livraria; mediateca; e cibercafé –, o Pavilhão do Conhecimento recebeu, desde logo, duas grandes exposições temporárias – O Vácuo e Ciência e Desporto – e três exposições permanentes – Vê, Faz e Aprende; Exploratorium; e A Casa Inacabada. Alugadas no mercado internacional, estas exposições foram concebidas por alguns dos mais importantes centros de ciência mundiais. O Vácuo foi produzido pelo Deutsches Museum, da Alemanha, explorando a importância do fenómeno do vácuo no progresso da ciência e da tecnologia. Por sua vez, a exposição Ciência e Desporto foi desenvolvida pelo Science Museum, do Reino Unido, tendo integrado uma secção nacional denominada A Ciência e o Praticante Desportivo, elaborada pela Secretaria de Estado do Desporto e pela Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa. Relativamente às exposições permanentes, o Exploratorium, concebido pelo Exploratorium dos Estados Unidos da América, apresentava mais de 40 módulos dedicados aos fenómenos da Física, da Óptica e da Mecânica. A exposição Vê, Faz e Aprende integrava 60 módulos produzidos pelo Techniquest, do Reino Unido, e pela Heureka, da Finlândia, e A Casa Inacabada, elaborada pela Cité des Sciences et de l’Industrie, de França, recriava um estaleiro da construção civil, sendo indicada para as crianças mais pequenas.

Criado como instrumento de acção da Agência Ciência Viva, o Pavilhão do Conhecimento deveria afirmar-se como espaço de educação informal da ciência e da tecnologia no contexto nacional, como pólo dinamizador da jovem Rede de Centros Ciência Viva e como local de formação especializada em museologia científica.

Enquanto centro de ciência competia-lhe conceber e produzir conteúdos para exposições interactivas, no âmbito de uma concepção museológica moderna na qual se diluem as diferenças entre centros de ciência e museus de ciência, “pela conjugação dos modos, técnicas, objectos e instrumentos dos museus tradicionais com os modos lúdicos interactivos e tecnológicos, combinando a comunicação lúdica com a leitura reflexiva e procurando aumentar a qualidade dos processos pedagógicos e a eficiência da aprendizagem informal”2.

Deste modo, o Pavilhão do Conhecimento afirmou-se, desde cedo, como um espaço privilegiado na mostra de exposições nacionais e internacionais, possível apenas pelo aprofundamento das relações formais e informais com as instituições científicas e técnicas portuguesas e com os centros de ciência congéneres estrangeiros, nomeadamente com os centros britânicos, alemães, finlandeses, dinamarqueses, belgas, holandeses e franceses.

Entre 1999 e 2015 estiveram patentes no Pavilhão do Conhecimento cerca de cinco dezenas de exposições. Destas têm grande importância as exposições produzidas no País, desenvolvidas por diversos organismos científicos nacionais e pelo próprio Pavilhão do Conhecimento. Das exposições concebidas por instituições privadas destaca-se a Matemática Viva, criada pela Associação Atractor – Matemática Interactiva, inaugurada em 24 de Novembro de 2000 no âmbito das comemorações do Ano Mundial da Matemática, a qual tinha como objectivo principal explorar a matemática presente nas actividades quotidianas. O seu sucesso fez com que estivesse em exibição durante cerca de dez anos.

Para além da exibição de conteúdos de índole científica e tecnológica, o Pavilhão do Conhecimento de Lisboa desempenha ainda um conjunto alargado de actividades no âmbito da produção e da reprodução de ciência, através da organização e dinamização de encontros, colóquios e workshops, os quais se centram em problemáticas específicas abordadas por algumas das exposições.

Outro instrumento importante na divulgação da ciência e da tecnologia junto das camadas mais jovens da população encontra-se nas parcerias estabelecidas pelo Pavilhão com algumas instituições externas, como o Teatro da Trindade e o Teatro Aberto, o que permitiu promover a exibição de peças de teatro de índole científica, de que que são bem representativas as obras Matemática em Palco (2000), Copenhaga (2003), O Último Tango de Fermat (2004) e Picasso e Einstein (2004). Destacam-se ainda, no mesmo âmbito, as actividades lúdico-pedagógicas desenvolvidas em alguns espaços privativos do Pavilhão, como o Laboratório, a Cozinha é um Laboratório e o Cantinho da Ciência.

Enquanto pólo dinamizador da Rede de Centros Ciência Viva e por funcionar como sede da Agência Ciência Viva (desde 2004), o Pavilhão do Conhecimento garantia apoio técnico e científico aos restantes centros da Rede de Centros Ciência Viva, mediante o auxílio à concepção e produção de exposições privativas; a ajuda na estruturação do espaço expositivo; a manutenção dos módulos interactivos das mesmas instituições; o desenvolvimento de programas de divulgação da cultura científica e tecnológica; e a formação dos seus recursos humanos.

No domínio das suas atribuições no âmbito da formação destaca-se a criação, em Novembro de 2007, do Centro de Formação do Pavilhão do Conhecimento, depois Centro de Formação Ciência Viva, “com o objectivo de desenvolver projectos de formação profissional, […] permitindo oferecer um programa anual destinado a professores de vários níveis de escolaridade”3.

Dirigido por Rosalia Vargas, em 2013 o Pavilhão do Conhecimento foi eleito para a presidência do ECSITE – The European Network of Science Centres and Museums, para biénio 2013-2015, tendo organizado o ECSITE Directors Forum Lisbon, em Novembro do mesmo ano. Em Agosto de 2016 adoptou a denominação de Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva.

 

Referências:
1 “Novo Espaço de Divulgação da Ciência abre em Junho, no Parque das Nações – Projecto e primeiras exposições apresentados à comunicação social”, 08-02-1999 (http://www.pavconhecimento.pt/imprensa/comunicados-de-imprensa/detalhe.asp?id_obj=650).
2 DELGADO, Mariana. 2008, Constrangimentos às visitas aos centros de ciência: o caso do Pavilhão do Conhecimento, Aveiro, Universidade de Aveiro: 13 (policopiado).
3 CIÊNCIA VIVA – ANCCT. 2007, Ciência Viva. Relatório de Actividades 2003: 45 (policopiado).

 

 

 

Multimedia

Actividades laboratoriais no Pavilhão do Conhecimento, 2015 (Fonte: Fotografia de Daniel Espírito Santo, Arquivo Ciência Viva).
Simonetta Luz Afonso, uma das participantes na iniciativa "Hoje quem manda sou eu", 2010 (Fonte: Fotografia de Sérgio Santos, Arquivo Ciência Viva).
José Luís Peixoto, um dos participantes na iniciativa "Hoje quem manda sou eu", 2010 (Fonte: Fotografia de Sérgio Santos, Arquivo Ciência Viva).
Cesário Costa e Mário Laginha na iniciativa "Hoje quem manda sou eu", 2010 (Fonte: Fotografia de Rui Leal, Arquivo Ciência Viva).
Carlos Martins e Francisco Rebelo na iniciativa "Hoje quem manda sou eu", 2010 (Fonte: Fotografia de Rui Leal, Arquivo Ciência Viva).
Rui Horta na iniciativa "Hoje quem manda sou eu", 2010 (Fonte: Fotografia de Rui Leal, Arquivo Ciência Viva).
Teresa Ricou na iniciativa "Hoje quem manda sou eu", 2010 (Fonte: Fotografia de Rui Leal, Arquivo Ciência Viva).
Per-Edvin Persson na iniciativa "Hoje quem manda sou eu", 2010 (Fonte: Fotografia de Rui Leal, Arquivo Ciência Viva).
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