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História da Ciência Viva (1996 - 2016)

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Logótipo da Agência Ciência Viva, [s.d.] (Fonte: Arquivo Ciência Viva).

A Ciência Viva

Em 1 de Julho de 1996 foi promulgado o despacho I n.º 6/MCT/96 que determinou a criação, junto do Ministério da Ciência e da Tecnologia, liderado por José Mariano Gago, de uma Unidade de apoio para a Educação Científica e Tecnológica, na dependência da Agência de Inovação, que seria integrada pelos professores Maria Rosalia Vargas Esteves Lopes da Mota e Carlos Henrique Catalão Alves, os quais haviam sido nomeados pelo mesmo Ministério para a realização de “estudos e trabalhos no domínio da promoção do ensino experimental das ciências”1.

Os meios disponibilizados para a Unidade de apoio para a Educação Científica e Tecnológica incidiram, particularmente, no financiamento de projectos escolares de ensino experimental das ciências, tendo as práticas de co-financiamento e de avaliação após um concurso público nacional, normalmente exclusivas de estabelecimentos de ensino superior, sido estabelecidas em escolas do ensino básico e secundário.

A equipa inicial da Unidade foi constituída por Rosalia Vargas, Carlos Catalão e Ana Noronha, professora auxiliar do Instituto Superior Técnico, que permitiu potenciar as relações entre a Ciência Viva e a comunidade científica nacional. Os próprios membros associados da Unidade seriam o exemplo desta aproximação, sendo, na sua quase totalidade, institutos de investigação científica.

Na qualidade de associados fundadores contam-se a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e a Agência de Inovação, a quem se juntaram, por proposta da FCT apresentada em Assembleia Geral de 16 de Agosto de 1999, o Instituto de Cooperação Científica e Tecnológica Internacional e o Observatório das Ciências e das Tecnologias, aos quais sucederam o Observatório das Ciências e do Ensino Superior e o Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior. Em reunião da Assembleia Geral, de 2 de Abril de 2002, e também por proposta da FCT, foram admitidos alguns laboratórios associados com personalidade jurídica:

- o Centro de Neurociências de Coimbra;
- o Instituto de Biologia Molecular e Celular;
- o Instituto de Patologia e Imunologia da Universidade do Porto;
- o Instituto de Tecnologia Química e Biológica;
- o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas;
- o Instituto de Telecomunicações;
- o Centro de Estudos Sociais;
- o Instituto de Ciências Sociais;
- e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto.

Em 24 de Março de 1997 a Unidade de Apoio para a Educação Científica e Tecnológica mudou a sua denominação para Unidade Ciência Viva, modificação promulgada pelo despacho I n.º 7/MCT/97, continuando a assegurar a gestão científica e técnica do Programa Ciência Viva. A 1 de Novembro de 1998, através do despacho n.º 20740/98, Rosalia Vargas foi nomeada, oficialmente, para a coordenação do Programa Ciência Viva, a que se seguiu, a 5 do mesmo mês, a publicação da escritura da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, enquanto associação científica, sem fins lucrativos, sedeada em Lisboa, na Avenida dos Combatentes, tendo por “objecto a difusão da cultura científica e tecnológica, apoiando acções dirigidas à promoção da educação científica e tecnológica na sociedade portuguesa, com especial incidência nas camadas mais jovens da população escolar”2.

A Ciência Viva reflectia na sua estrutura as directrizes que vinham sendo exploradas internacionalmente, abarcando as questões da difusão do ensino experimental das ciências e do fomento da cultura científica, aliando a estas lógicas as questões ligadas à comunicação da ciência e ao novo papel atribuído aos museus e centros de ciência. Desta forma, o Programa Ciência Viva apresentava três grandes áreas de actuação:

- um programa de apoio ao ensino experimental das ciências e à promoção da educação científica nas escolas;
- campanhas nacionais de divulgação científica;
- e uma rede nacional de Centros Ciência Viva, que pretendia descentralizar o acesso à informação científica.

O apoio ao ensino experimental das ciências foi promovido através da realização de seis edições do Concurso Ciência Viva, um concurso nacional de financiamento de projectos para implementação do ensino experimental nas escolas. No final de cada um dos concursos foi realizado um Fórum Ciência Viva, um encontro para apresentação e partilha de experiências, que contava com a presença dos membros da Comissão Internacional de Avaliação. Desenvolveram-se ainda iniciativas como a Ocupação Científica dos Jovens nas Férias, os Laboratórios Abertos nas Férias para Professores e os concursos Pais com a Ciência e Escolher Ciência. No que diz respeito às iniciativas de divulgação científica, estas abarcam actividades como a Ciência Viva no Verão, a Semana da Ciência e da Tecnologia e a colaboração e dinamização de Projectos e concursos nacionais e internacionais. Quanto à Rede de Centros Ciência Viva, esta é actualmente constituída por 21 Centros Ciência Viva, apresentando uma relevante dispersão geográfica, tendo contribuído decisivamente para a divulgação da ciência e da cultura científica junto das populações.

 

Referências:
1 Despachos n.º 23/MCT/96 e n.º 24/MCT/96, de 23 de Maio de 1996. Diário da República, n.º 133, II Série, 8 de Junho de 1996, p. 7726.
2 Diário da República, n.º 256, III Série, 1.º Suplemento, 5 de Novembro de 1998, pp. 5-6.

Multimedia

Despacho I n.º 6/MCT/96, 1996 (Fonte: Arquivo Ciência Viva).
José Mariano Gago a discursar na conferência anual do ECSITE em Lisboa, 2007 (Fonte: Fotografia de Luísa Ferreira, Arquivo Ciência Viva).
Rosalia Vargas, presidente da Ciência Viva, 2012 (Fonte: Fotografia de Nuno Coimbra, Arquivo Ciência Viva).
Carlos Catalão em entrevista à CVTV na Euroskills, 2010 (Fonte: Arquivo Ciência Viva).
Ana Noronha, 2010 (Fonte: Fotografia de Rui Leal, Arquivo Ciência Viva).
Teatro Viva a Ciência, 2012 (Fonte: Arquivo Ciência Viva).
CVTV na Euroskills, 2010 (Fonte: Arquivo Ciência Viva).
Colaboradores da CVTV, 2008 (Fonte: Arquivo Ciência Viva).
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