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Perturbações do sono



Texto produzido pela investigadora

Passamos um terço das nossas vidas a dormir. Isto quer dizer que uma pessoa que viva até aos 80 anos, passo 24 anos a dormir.

O sono é uma função essencial ao bem estar do dia-a-dia, tanto físico como psíquico. Se não dormimos bem ficamos cansados, irritáveis, incapazes de tarefas mais complicadas, e temos muitas vezes uma grande vontade de dormir. Isto quer dizer que o organismo tende a repor o sono em falta, mas as compensações nunca são perfeitas.

As funções exactas do sono são ainda mal conhecidas. O sono existe com características idênticas nos mamíferos e nas aves, embora todos os animais tenham comportamentos idênticos para o seu período de sono: procuram uma protecção: a toca, o ninho, etc , desenvolvem um comportamento específico e buscam um ambiente térmico favorável.

Sabe-se que há dois tipos de sono:

O sono lento, durante o qual o Electroencefalograma (EEG) tem uma frequência lenta, a respiração é pausada, regular e lenta, a frequência cardíaca baixa, a temperatura do corpo baixa, e o tono dos músculos diminui. Isto quer dizer que como a actividade cerebral é lenta não temos grande memória do que possa acontecer nesta fase; como a temperatura baixa e por isso, se não nos taparmos, teremos frio; como o tono muscular está diminuído podemo-nos mexer qualquer coisa mas não muito; as funções vitais funcionam a um ritmo mais lento.

O sono paradoxal ou REM (rapid eye movement), durante o qual o EEG está rápido com uma frequência parecida com a da vigília (por isso podemos relembrar o que se passa nesta fase e ter pensamentos complicados, os sonhos), a frequência cardíaca e respiratória são muito irregulares (pode haver problemas para doentes cardíacos ou com problemas respiratórios), a temperatura do corpo fica dependente da temperatura exterior (comportamo-nos como animais de sangue frio), os olhos mexem de um lado para o outro (isto pode ver-se muito bem num bebé ou num animal doméstico), os músculos ficam incapazes de se mover por atonia completa, dando por vezes um esticões inesperados (pode-se sonhar com uma grande corrida, mas é certo que não sairemos da cama). O sono paradoxal tem mais um paradoxo: é muito difícil acordar de propósito uma pessoa que esteja a dormir nesta fase, mas o acordar espontâneo é muito fácil.

Durante uma noite de sono vamos alternado estas duas fases: há primeiro sono lento e depois sono paradoxal; a estas alternâncias chamam-se i do sono que têm a duração aproximada de 1 hora. O primeiro episódio de sono paradoxal surge uma hora e meia depois do adormecer.

Apesar desta básica necessidade de dormir, muitos esquecem que o sono precisa de certos cuidados e regras, daquilo a que se chama uma boa higiene do sono. Dorme-se hoje em dia 1hora e meia menos que no princípio do século.

Muitas regras essenciais à boa qualidade do sono são esquecidas na sociedade que tende a estar activa 24horas, e para a qual o sono é um impecilho indesejável.

Um boa sono é essencial par uma boa aprendizagem, e se comparados grupos de crianças com horas insuficientes de sono com outras que dormem o que precisam verifica-se que as primeiras têm dificuldades na criatividade verbal e abstracta e menos sucesso escolar.

Outro aspecto essencial tem que ver com o ritmo do sono nas 24horas do dia. Todos nós temos uma tendência bimodal par dormir: de noite e após o almoço, no período da sesta. Isto é devido à correlação entre o ritmo do sono e o da temperatura do corpo que tem exactamente a mesma distribuição ao longo do dia. Assim quando a temperatura é baixa a vigilidade é também mais baixa e nós temos maior tendência para dormir. Isto acontece de madrugada quando há maior tendência para desastres de automóvel


Teresa Paiva

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