Versão Inglesa

  Principal    Projecto    Topicos    Investigadores    Escolas    Editores    Actividades    Produtos 


Terapia Fotodinâmica do Cancro


Texto produzido pelo investigador

Diversos compostos químicos absorvem luz e transformam essa energia luminosa em energia química. Este tipo de processos é comum na natureza, estando envolvido, por exemplo, na fotossíntese realizada pelas plantas, através da qual a luz do sol é convertida em energia química. Na visão, a absorção de luz resulta na abertura de poros na membrana de algumas células da retina, denominadas fotorreceptores. A passagem de iões através destes poros gera um sinal eléctrico que se propaga a retina, sendo posteriormente transmitido ao cérebro.

O princípio da absorção de energia luminosa, e da sua conversão em energia química, é utilizado em algumas terapias, como a terapia fotodinâmica do cancro (PDT). Na PDT a energia luminosa é utilizada para activar compostos sensíveis à luz, os quais adquirem uma grande reactividade destruindo os tecidos onde se encontram. Uma vez que os fotossensibilizadores são retidos mais ou menos selectivamente em tecidos tumorais, e tendo em conta que os tumores podem ser irradiados através de lasers, pode conseguir-se a destruição selectiva dos tecidos tumorais.

Quando a PDT é utilizada no tratamento do cancro, a administração do fotossensibilizador é feita localmente ou por via intravenosa. Em seguida, após um período que pode variar desde poucos minutos até 48 horas, o local onde se encontra o tumor é irradiado utilizando um laser. Apesar de não se saber exactamente a forma como a PDT causa a morte das células tumorais, pensa-se que o tratamento leva à formação de uma forma tóxica de oxigénio a qual danifica as membranas das células e outros componentes celulares.

A morte celular pode ocorrer por dois mecanismos principais: apoptose ou necrose. Durante a morte celular por apoptose as células diminuem de volume e apresentam uma condensação da cromatina nuclear. Numa fase tardia do processo a célula fragmenta-se em pedaços mais pequenos, designados 'corpos apoptóticos', os quais são fagocitados por macrófagos e, nos tumores, por células tumorais vizinhas. Na apoptose os componentes intracelulares não são libertados. Pelo contrário, a necrose caracteriza-se por um aumento do volume celular e perda da integridade da membrana plasmática, levando à libertação dos conteúdos celulares que causam uma resposta inflamatória indesejada. No nosso laboratório estudam-se as alterações intracelulares que ocorrem durante a morte celular por apoptose na PDT. Para o efeito, utilizam-se células tumorais cultivadas em caixas de petri.



Carlos Jorge Duarte

Tópicos


Isquémia e a morte dos neurónios
Doença de Alzheimer e de Priões
Terapia Fotodinâmica do Cancro
Terapia génica: cancro e doenças neurodegenerativas

Epilepsia
Perturbações do sono

Malaria
HIV e Tuberculose
Doenças sexualmente transmissíveis

Patologias da visão

Paramiloidose
Doença de Machado Joseph

Doenças genéticas
Herpes e outras doenças virais
Imunologia
Malformação embriónica

Prevenção do Cancro
Cancro do Estômago
Tabaco e Doenças do Pulmão
Alimentação e Cancro do Cólon
Cancro como Doença Celular
Cancro da mama e estilo de vida