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SIDA
o suicídio dos linfócitos

Estudos realizados recentemente, parecem concluir que o HIV (Vírus da Imunodeficiencia Humana) é capaz de desencadear um processo de autodestruição, um "suicídio celular" dos linfócitos.
Segundo Diane Ordway, investigadora do Centro de Malária e outras Doenças Tropicais, "depois de ter entrado na célula, o vírus utiliza o material desta para produzir mais partículas virais. A célula fica repleta de partículas e estoira. Este processo conduz à morte celular ou à apoptose".

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Os assintomáticos

A Sida é transmitida através de relações sexuais, de práticas relacionadas com a toxicodependência, transfusão de sangue infectado e de mãe para o filho por meio da placenta e da amamentação.
Em Portugal, conforme dos dados de 1997, a incidência de casos de Sida é de 8, 3 por 100 mil habitantes.

Muitas pessoas estão infectadas com este vírus que tem aproximadamente a latência de oito anos. Quer isto dizer que durante este período não se irá manifestar. A estes doentes chamam-se assintomáticos, pois o único sinal da infecção aparece sob a forma de anticorpos específicos do HIV no sangue. De acordo Leonor Noronha, investigadora do Centro de Malária, "estes indivíduos serão os primeiros a usufruir de uma vacina, pois têm uma carga viral baixa e o número de células T CD4 está dentro dos padrões normais. Portanto, se aplicarmos nestes doentes uma vacina com função de matar directamente o vírus, esta vai ter menos vírus para matar. Se aplicarmos nos mesmos doentes uma vacina com a função de estimular as células T contra o HIV, esta vai ter um número normal de células T para estimular. Logo, em ambos os casos, uma vacina nestes doentes é mais eficaz".


HIV - um retrovírus poderoso


O HIV é um retrovírus, pois contem transcríptase inversa. Esta enzima faz a leitura da informação genética do RNA viral para o DNA do leucócito, ao contrário do que geralmente acontece. O HIV pertence à família dos lentivírus (lenti) pois manifesta-se lentamente.


As doenças oportunistas

Uma pessoa infectada pelo vírus da Sida tem mais probabilidades de apanhar várias doenças, pois não possui os "soldados defensores da paz" e do bem-estar do organismo humano.

A tuberculose é uma doença cuja incidência tem vindo a aumentar, associada à dispersão do vírus da Sida. Os dados mais actuais do último relatório da Organização Mundial de Saúde são alarmantes. Estes demonstram que a tuberculose é a principal responsável pela morte dos doentes infectados pelo vírus da Sida a nível mundial.

Em Portugal, uma equipa de investigação do Centro de Malária e outras Doenças Tropicais*, liderada por Fernando Ventura, estuda a interacção entre a Sida e a Tuberculose.

As pessoas com HIV têm o sistema de defesa tão debilitado que a bactéria da tuberculose se instala facilmente, evoluindo e ficando muito resistente a qualquer tipo de antibiótico.

Por conseguinte, os indivíduos afectados pelo vírus da Sida acabam por morrer não devido ao HIV, mas a outras doenças, como por exemplo a tuberculose, a pneumonia, o Sarcoma de Kaposi e os linfomas.

A esperança de toda a Humanidade reside na criação de uma vacina que impeça a propagação desta terrível doença.


*Projectos de investigação do Centro de Malária e Outras Doenças Tropicais:

  • Study of T cell subpopulations involved in the cellular immune response against Mycrobacterium tuberculosis and HIV infection;
  • Identification of protective immune response to pathogenic mycobacteri;
  • Identification of protective cellular immune response against Mycobacterium in different presentations of tuberculosis AIDS.


Trabalho realizado pelo grupo da Escola Secundária do Lumiar
Apoio e revisão científica de Leonor Noronha, investigadora do Centro de Malária e Outras Doenças Tropicais