A visita realizou-se no dia 7 de Junho, para os alunos do 12º ano que participam no projecto
de geminação, estabelecido com a nossa escola, e cinco alunos do 11º A envolvidos no projecto
"Saúde no Século XXI".
Chegados aos laboratórios, fomos recebidos por uma funcionária que nos informou, de um modo
geral, sobre os trabalhos realizados nas diferentes salas. Os laboratórios dividem-se em 3 áreas
- o insectário, o biotério e os laboratórios propriamente ditos.
Primeiro, foi-nos dado a conhecer o insectário. O ambiente deste tem de ser mantido quente e
húmido, criando-se, assim, condições óptimas para o desenvolvimento dos insectos. Estes
encontram-se divididos consoante o estado de desenvolvimento. Num estádio mais avançado, os
insectos encontram-se dentro de gaiolas de rede, sendo alimentados duas vezes por semana com
uma refeição sanguínea, ou seja, é colocado um rato dentro da gaiola para que os mosquitos
Anopheles fêmea se alimentem.
De seguida, visitámos a segunda área, o local onde os animais que serão infectados se encontram
- o biotério. Esta parte do laboratório é a que está submetida a uma maior segurança, para se ter
a certeza do estado dos animais em estudo. A segurança desta área consiste, principalmente, em
impedir a passagem de estranhos, sejam eles humanos ou bactérias. Existem várias espécies de animais
para estudo como, por exemplo, cobaias, hamsters, coelhos e ratos. Estes animais encontram-se
instalados em salas, dentro de jaulas, onde recebem um bom tratamento de higiene e alimentação.
Os animais infectados nunca chegam a sair desta área. O seu sangue é aqui recolhido e transportado
para as outras áreas.
Apesar de terem bastante material, os investigadores sentem necessidade de obter equipamento mais
sofisticado.
A terceira área visitada é aquela onde se efectua a investigação propriamente dita em áreas diversas,
ou de biologia molecular, ou de epidemiologia, ou imunologia com tecnologia especifica.
Visitámos ainda outros espaços relacionados com outras áreas de investigação que decorrem no
Instituto como por exemplo: Tuberculose, Leishmanioses, Leptospiroses, HIV e Outras Doenças Sexualmente
Transmissíveis.
Durante a visita aos laboratórios, foram-nos explicadas as várias técnicas de estudo e de
organização de trabalho.
Ficámos com a impressão de que os laboratórios não são tão complexos como imaginávamos e até
se parecem com os laboratórios da nossa escola, em alguns aspectos. Apesar dos animais receberem
uma higiene rigorosa, alguns odores eram para nós desagradáveis, talvez por não estarmos habituados
a eles.
Gostámos muito de poder ter tido esta possibilidade de contactar directamente com os laboratórios
onde decorrem as investigações sobre a malária, assim como com os investigadores. Foi uma experiência
interessante e enriquecedora.