Uma parceria da Ciência Viva com a ESA

Iniciativas

Chegada ao Cometa 67P/CG

12 de novembro 2014
Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, Lisboa

Pela primeira vez na história da exploração espacial, uma sonda pousou na superfície de um cometa.

A sonda está pousada sobre a superfície do cometa e emite sinal. Devido a uma anomalia na fixação dos arpões o Philae ressaltou na superfície do cometa e fez não uma mas três aterragens no cometa, a primeira às 16h33 e as seguintes às 18h26 e 18h33.

Agora que o Philae já repousa na superfície do cometa enviou-nos a primeira foto da sua nova casa.

 Primeira imagem da superfície do cometa 67P / CG tirada pelo Philae.

Créditos: ESA/Rosetta/Philae/CIVA

 
 

 Imagem tirada pelo Philae a 3 km de distância do cometa 67P / CG.

Créditos: ESA/Rosetta/Philae/ROLIS/DLR

Dia 12 de novembro, o Pavilhão do Conhecimento organizou um evento que seguiu a chegada do módulo Philae à superfície do cometa 67 P/Churyumov-Gerasimenko.

Às 9h ocorreu a separação do Philae da sonda Rosetta. A chegada do Philae ao cometa aconteceu cerca das 16h. Consulte o Programa detalhado.

 

Fotogaleria do evento


 Palestra do Pedro Lacerda momentos antes da confirmação de chegada do Philae ao cometa. 

Créditos: Ciência Viva 

Mais informação:

A descida da sonda Philae ao cometa 67P/CG é um acontecimento histórico que a comunidade científica aguardou com expectativa. Espera-se que o estudo feito in loco, permita a resposta a algumas questões sobre a formação do Sistema Solar e também sobre a origem da água no planeta Terra.

Esta infografia e a seguinte animação da ESA mostram os passos que a viagem do módulo Philae realizou durante o dia 12 de novembro.

 

Para o evento que decorreu no Pavilhaõ do Conhecimento foram convidados dois cientistas, que comentaram a missão: Rui Agostinho, diretor do Observatório Astronómico de Lisboa; e Pedro Lacerda, jovem astrofísico português do Instituto Max Planck Institute for Solar System Research  em Göttingen, na Alemanha, que dirige um grupo de investigação para analisar dados obtidos pela sonda Rosetta.

Em entrevista ao Diário de Notícias, em Agosto de 2014, aquando da chegada da Rosetta a 100 quilómetros do cometa, Pedro Lacerda referiu a importância desta missão: “A sonda Rosetta, que permanece em órbita em torno do cometa, transporta uma sonda mais pequena que vai aterrar na superfície e literalmente esgravatar o solo (para explorar a estrutura do material) e cheirar os gases que emanam do astro para estudar a composição química”. Em conjunto com a Rosetta, explicou Pedro Lacerda, a Philae vai fazer uma espécie de radiografia do cometa. “Isto são tudo coisas que nunca fizemos, nem de perto nem de longe.”

Sobre o cometa 67P/CG Matt Taylor, cientista da ESA, que apresentou uma palestra em Setembro passado em Lisboa no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva e que faz a ligação entre a equipa científica e a equipa de operações da missão da Roseta esclarece “Parece-se com uma rocha, mas é só porque o cometa está a ser mostrado de uma certa forma. Na realidade, tem uma cauda de poeira com 19.000 quilómetros, é uma entidade realmente enorme no meio do céu. Daí vem o fascínio, é um mundo alien, é completamente diferente de tudo o que se possa ver na Terra”.

 

Créditos da imagem e vídeos: ESA