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MATEMÁTICA

Calçada portuguesa (9)

Esfera Armilar

Literalmente, a arte e a ciência a seus pés. Os passeios de Lisboa são tradicionalmente calcetados com pequenos blocos de calcário, basalto e outros materiais. Os calceteiros tiram partido do sistema de diáclases do calcário para, com o auxílio de um martelo, fazerem pequenos ajustes na forma da pedra. As diáclases ocorrem em todos os tipos de rochas, em particular nas rochas duras, e não são mais do que fracturas ao longo das quais não existiu movimento considerável. Estas fracturas formam-se por ruptura, como resultado de um campo de tensões aplicado ao material rochoso. Intersectam-se em diversas direcções, sendo algumas principais, originando uma rede de fracturas que facilita a separação da rocha em blocos.

Os calceteiros usam moldes para marcar as zonas de diferentes cores, repetindo esses motivos em sequência linear (frisos) ou nas duas dimensões do plano (padrões). A geometria do séc. XX prova que há um número limitado de simetrias possíveis no plano: 7 para os frisos e 17 para os padrões. Um trabalho de jovens estudantes portugueses, incentivado pela Sociedade Portuguesa de Matemática (www.spm.pt), registou nas calçadas de Lisboa 5 tipos de frisos e 11 tipos de padrões. Está em curso um projecto entre a CML e a SPM que pretende aumentar a riqueza geométrica da calçada de Lisboa, completando-a com os tipos de simetrias em falta.

Ponha um pé na matemática e divirta-se a descobrir a simetria dos passeios que pisa.


Em Lisboa, à descoberta da Ciência e da Tecnologia. Vagueando pelas ruas