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 Informação do Núcleo de Astronomia do Instituto Geográfico do Exército


Pela última vez neste século, o Sol, a Lua e a Terra irão estar em alinhamento e permitir-nos asssistir ao espectáculo de um eclipse solar total. No entanto, este fenómeno não será observado em toda a Terra. Tal como aconteceu no Mar das Caraíbas em Fevereiro último, a Europa e o Médio Oriente irão ser os locais ideais para se poder observar este eclipse, que irá ter lugar no próximo dia 11 de Agosto.

Este fenómeno não se irá prolongar por muito tempo, nem haverá garantia de um céu limpo, pelo menos no que toca à Europa.

O eclipse estará totalmente visível durante dois minutos e 22 segundos para todos aqueles que se encontrem perto de Bucareste (Roménia), longe dos valores máximos possíveis de sete minutos, mas, mesmo assim, com duração suficiente para se obter uma informação satisfatória do eclipse.

No caso de Lisboa, o eclipse terá uma visibilidade de apenas 59,5%. Quer isto dizer que, se pretendermos observar protuberâncias solares a atravessar o limbo da Lua, a coroa solar ou outros fenómenos ligados ao eclipse total, teremos de nos deslocar de Lisboa para uma zona compreendida na estreita faixa de 109 km de largura da área onde se verifica o eclipse total.

Mal nasça o Sol, no Atlâtico Norte, a sombra da Lua irá "tocar" a Terra.

A "Umbra" - porção de sombra em que a luz do Sol fica totalmente bloqueada - situa-se a cerca de 300 km a Sul da Nova Escócia.

A "Penumbra" - parte da sombra em que a luz esconde parcialmente o Sol - atinge a Terra, permitindo observar um eclipse parcial a todos os habitantes da Europa, África do Norte, Nordeste da América do Norte, e metade da Ásia Oriental.

Como já foi atrás referido, em Lisboa o eclipse será visível parcialmente, atingindo uma magnitude - fracção do diâmetro do Sol que é oculta - é de 67,2%. Este eclipse irá durar 02h34m, processando-se da seguinte forma:

Durante os momentos do eclipse total, o Sol pode ser visto em segurança a olho nu.

Os eclipses parciais, anulares e as fases parciais dos eclipses totais nunca podem ser observadas em segurança sem que se tomem medidas de precaução para proteger a visão.

Nunca tente observar um eclipse parcial, anular ou as várias fases de um eclipse total a olho nu. Sem a utilização de filtros próprios, podem daí resultar danos irreversíveis na sua visão, podendo mesmo provocar cegueira permanente.

Não utilizar como filtros negativos de fotografias a cores, negativos a preto e branco que não contêm prata, radiografias médicas utilizadas, vidro fumado, filtros polarizadores ou de densidade neutral. Não se submeta a riscos desnecessários e utilize filtros apropriados, tais como óculos de cartão com folha de MYLAR, este sim, absolutamente seguro.

Na posse destas informações, já decidiu onde irá estar no dia 11 de Agosto?

Ou fica em Lisboa e irá assistir a um eclipse parcial, ou poderá deslocar-se para um local onde seja visível o eclipse na sua totalidade e passar a pertencer, deste modo, ao restrito número de seres humanos que teve a rara oportunidade de observar este tão interessante espectáculo que a Natureza nos oferece.




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Última actualização: 27 de Julho, 15h43
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