Primeira Página | Informação Geral | Actividades | O Eclipse Solar na Internet | Saiba como se proteger


Saiba como se proteger!
Não esqueça: não olhe directamente para o Sol.


É sempre perigoso olhar directamente para o Sol. São conhecidos vários casos, em Portugal, de pessoas que - especialmente quando crianças olharam tão insistentemente para o Sol que ficaram com uma queimadura PERMANENTE na retina, de modo que vêem sempre uma mancha - mais ou menos escura - sobre os objectos para que olham!

No entanto, como é durante os eclipses que existe mais curiosidade em olhar o Sol, é por isso que tanto se insiste nos cuidados a tomar.

  • NÃO utilizar vidros de garrafas pretas ou vidros enegrecidos à chama de uma vela.
  • Utilizar - de preferência:
    Vidros das máscaras de soldador (nº 14) ou óculos com filtros apropriados (durante pouco tempo).
    Métodos de projecção, como caixas perfuradas numa das faces, cartolinas perfuradas, recipientes com água, espelhos que projectem as imagens em superfícies sombrias, etc....
  • Utilizar, se não houver outro recurso, pedaços de filme de fotografia - preto e branco - em cuja composição existe prata. Uma vez aberto o rolo e exposto à luz do dia, ele torna-se opaco e constitui um bom filtro se colocados dois (ou três) pedaços sobrepostos. Será prudente que as observações se realizem por períodos curtos - 5 ou 10 segundos de cada vez.


Os possuidores de binóculos deverão ter em conta que a concentração de luz produzida por tais instrumentos AUMENTA OS RISCOS, pelo que é indispensável redobrar os cuidados. Assim, ou esses instrumentos são protegidos por filtros especiais - indicados pelos respectivos fornecedores - ou então recorre-se ao método de projecção.

A fotografia não deve ser realizada apontando as máquina fotográficas directamente para o Sol, não só porque a imagem resultante é tão pequena que produzirá um efeito frustrante mas porque o seu interior arderá em consequência da intensidade de luz, para além do perigo de olhar através do visor.

Por isso, para registar o eclipse, ou se fotografam as imagens projectadas pelos processos anteriormente referidos ou se adaptam as máquinas a teleobjectivas ou a telescópios, com as adequadas protecções através de filtros.

No entanto, talvez melhor do que fotografar ou filmar o eclipse seja desenhá-lo, representando num papel imagens sucessivas - com alguns minutos de intervalo - anotando junto de cada uma alguns aspectos observados na natureza: luminosidade e (eventual) coloração da atmosfera, agitação de aves ou outros animais, eventuais alterações em flores que fecham ou abrem com a variação da intensidade luminosa e, em particular, as variações de temperatura (convém utilizar um termómetro sensível).




© Ciência Viva - Agência Nacional para a
Cultura Científica e Tecnológica
Última actualização: 27 de Julho, 15h43
Comentários para ciencia@ucv.mct.pt