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Evolução e Biogeografia: porque há tantas espécies na Terra?
 
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Evolução e Biogeografia: porque há tantas espécies na Terra?


Nuno Miguel dos Santos Ferrand de Almeida

É biólogo, tem 45 anos, e é Coordenador Científico do CIBIO, Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto. É também Professor Associado no Departamento de Zoologia e Antropologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde lecciona Genética e Evolução.

Os seus interesses de investigação estão ligados à biologia da evolução, nomeadamente à documentação dos padrões de diversidade genética das populações naturais e à compreensão dos processos evolutivos que lhes deram origem. Tem desenvolvido diversos projectos de investigação neste domínio, tanto nacionais como internacionais, seleccionando o coelho como espécie modelo principal. Por outro lado, tem também estudado a evolução de múltiplas espécies de anfíbios e de répteis na Península Ibérica e Norte de África pelo facto de serem organismos especialmente adequados para a reconstrução da biogeografia histórica de uma região. Tem, ainda, trabalhado nos domínios da domesticação, ecologia e conservação, áreas pelas quais tem igualmente muito interesse.

É autor de cerca de 100 artigos publicados em revistas de circulação internacional, entre as quais se podem destacar a Science, Nature Genetics, Molecular Biology and Evolution, PloS Genetics, Bilogical Journal of the Linnean Society, Genetics, Molecular Ecology, Molecular Phylogenetics and Evolution, Heredity. É ainda autor de dois livros – Anfíbios e Répteis de Portugal, editado pelo FAPAS e Câmara Municipal do Porto, e Genética, Biotecnologia e Agricultura, editado pela SPI – bem como Editor da 2ª edição do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade) e de dois outros livros sobre a Filogeografia dos refúgios do sul da Europa e a Biologia dos Lagomorfos, ambos publicados pela Springer.


No Caminho da Evolução – 16. Dez. 2008

Evolução e Biogeografia: porque há tantas espécies na Terra?

O desenvolvimento e enorme diversificação da biologia, a genética molecular e a genómica, e ainda a revolução dos métodos de análise associada à crescente capacidade dos computadores, tornaram possível o estudo detalhado dos mecanismos de selecção natural e, mais concretamente, a compreensão aprofundada de como as espécies se adaptam de maneira tão notável a um meio ambiente em constante mudança. Por outro lado, começamos também a compreender as bases moleculares da especiação e, por isso, os mecanismos que explicam a extraordinária e fascinante diversidade biológica que hoje conhecemos, desde as bactérias às aves, ou das orquídeas à nossa própria espécie. Começamos finalmente a compreender porque há tantas espécies na Terra.

Darwin gostaria de estar a par de todos estes avanços e, certamente, de os poder discutir connosco. Mas adoraria sobretudo saber que o seu pensamento continua a ser para nós todos, biólogos ou não, uma fonte permanente de inspiração.

16 de Dezembro de 2008


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