Dia C - Procriação medicamente assistida


Desde o nascimento de Louise Brown, o primeiro “bebé-proveta”, em julho de 1978, mais de cinco milhões de crianças nasceram em todo o mundo através de fertilização in vitro.

A evolução das técnicas de procriação medicamente assistida permitiu dissociar sexualidade e procriação, uma revolução científica e antropológica sempre envolta em acesa discussão ética sobre a possibilidade de manipular, preservar e selecionar a vida humana: diagnóstico genético pré-implantação, investigação em embriões, clonagem, gravidez de substituição. Perante o admirável mundo novo inaugurado pela técnica e numa sociedade que aspira à eternidade mas que adia o nascimento, somos desafiados a pensar quem somos, quando somos e que vida sexual e reprodutiva queremos e podemos escolher.

 

Vídeo da Sessão:


Oradores: Paula Martinho da Silva (CNECV) e Miguel Oliveira da Silva (CNECV)
Moderador: Ana Gerschenfeld                 


Os oradores:

Paula Martinho da Silva
Advogada, mestre em Bioética e investigadora sénior do Instituto de Bioética da Universidade Católica. É membro do Grupo Europeu de Ética nas Ciências e Novas Tecnologias da Comissão Europeia (EGE), do Conselho de Ética da Fundação Champalimaud e da José de Mello Saúde. Foi membro do CNECV durante dois mandatos (1991–2001) e presidente no seu III mandato (2003– 2009).

 

Miguel Oliveira da Silva
Professor Catedrático de Ética Médica na FMUL. Licenciado em Medicina (1976) e em Filosofia (1998) pela Universidade de Lisboa. Obstetra-ginecologista no Hospital de Santa Maria. Presidente do CNECV no seu IV mandato (Setembro 2009 – Março 2015). Autor de diversos artigos e livros sobre questões de ginecologia, obstetrícia e bioética.

 

 

Informação adicional:

Relatório sobre Procriação Medicamente Assistida (CNECV)

Parecer sobre Procriação Medicamente Assistida e Gestação de Substituição (63/CNECV/2012)

 

 

 

 

 

O Dia C tem como media partner o jornal Público.

 

 

Voltar