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05-05-2000
O CÉREBRO - UM DESAFIO AOS NEURÓNIOS
Lisboa

Nova exposição interactiva no Pavilhão do Conhecimento

"O CÉREBRO": um desafio aos neurónios
Inauguração sexta-feira, 5 de Maio, 18.30 horas,
no âmbito do 4º Fórum Ciência Viva

Com a presença do ministro da Ciência e da Tecnologia

Caminhamos, andamos de bicicleta e coçamos a s costas sem pensar nisso. Mas o cérebro e o tronco cerebral estão sempre dois passos à frente, planeando e controlando os nossos movimentos, pormenorizadamente. Caso contrário, andaríamos devagar e aos solavancos, mesmo que fossemos capazes, de alguma forma, de alcançar o nosso objectivo.

Mas como funciona o cérebro? Como controla ele os nossos movimentos? Porque é que nunca dorme? Como aprende e recorda? Será o cérebropreconceituoso? Será tudo uma questão de tamanho? Mas, se assim fosse, o elefante era mais inteligente que o homem

Questões complexas que encontram resposta na exposição interactiva "O CÉREBRO", que é inaugurada hoje, sexta-feira, pelas 18.30 horas, no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, pelo ministro da Ciência e da Tecnologia, José Mariano Gago.

"O CÉREBRO" foi concebida no Experimentarium de Copenhaga, uma conceituada instituição de divulgação científica dinamarquesa, e ficará patente ao público, em Lisboa, até 31 de Janeiro de 2001.

A inauguração desta exposição, composta por módulos expositivos interactivos, onde o visitante pode, de uma forma lúdica, desencadear processos de descoberta de respostas a questões que ocupam os cientistas desde sempre - insere-se no 4º Fórum Ciência Viva, a decorrer até sábado, no Parque das Nações.

A exposição "O CÉREBRO" faz a síntese da investigação científica mais recente sobre este orgão vital. O próprio percurso de descoberta é retratado na exposição. Por exemplo, a importância do hemisfério esquerdo para a linguagem foi descoberta apenas no último século. Durante os cem anos seguintes acreditou-se que o hemisfério direito era totalmente supérfluo. Mas o que se passa é que os dois hemisférios do cérebro especializaram-se para que uma metade trate mais de determinadas tarefas do que a outra. Caso tenha de resolver um problema, o seu hemisfério esquerdo irá tratar das deduções lógicas, enquanto que o direito providenciará uma perspectiva geral intuitiva. Mas, como a moderna ciência demonstra, não podemos viver sem os dois hemisférios do nosso cérebro. Todo o pensamento é um resultado dos processos de pensamento dos dois hemisférios.

O cérebro e as hormonas, a sensibilidade musical, a linguagem corporal, a memória de trabalho, o stress, o sentido do espaço, são alguns dos temas da exposição "O CÉREBRO", apresentados sobre a forma de módulos interactivos.

"O CÉREBRO" substitui a exposição "Ciência e Desporto" e vem juntar-se às exposições "Vê faz e Aprende", "Exploratorium de S. Francisco" e "Casa Inacabada", patentes ao público no Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, da responsabilidade do Ministério da Ciência e da Tecnologia.

MCT, 5 de Maio de 2000