Comunicados de Imprensa

[ Imprimir ] [ Listar Comunicados ]
10-08-2015
Agosto é mês de férias científicas para centenas de jovens em todo o paí

DIVULGAÇÃO IMEDIATA

O programa de estágios em laboratórios da Ciência Viva continua a decorrer a bom ritmo durante o mês de Agosto, com várias dezenas de estudantes do Ensino Secundário a terem a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho dos investigadores, numa altura em que estão em fase de decisão do seu percurso profissional.

Eis alguns exemplos dos estágios a decorrer nas próximas semanas e que poderão ser acompanhados pelos meios de comunicação social interessados:

Aprender Citogenética num Laboratório de Diagnóstico
“Ao final do dia saem cansados mas com uma experiência de trabalho de investigação”. Rosário Pinto Leite é a responsável pelo estágio no Laboratório de Citogenética do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, que tem como objectivo a observação das várias aplicações da citogenética no diagnóstico pré-natal, pós-natal e hemato-oncológico.
Os alunos executam todo o procedimento técnico até à obtenção de cromossomas, aprendem as técnicas de bandagem, fazem a análise dos cromossomas e a montagem de cariogramas. A jornada vai desde as nove da manhã às seis da tarde com almoço nas instalações da unidade de investigação. Telma Cabral, candidata ao curso de Medicina e residente em Famões, foi uma das estudantes que voltou costas às praias de Lisboa e apanhou o comboio até Peso da Régua para participar neste estágio. E o balanço não podia ser mais positivo: “É muito diferente da escola. Os investigadores explicam como se faz e a seguir deixam-nos fazer”.
A procura dos candidatos costuma ser maior do que a oferta e na altura da selecção a investigadora Rosário Pinto Leite tem um critério para desempatar: “Prefiro aqueles alunos que em termos profissionais ainda não sabem o que querem fazer”.
Datas: 10-14, 17-21 e 24-28 de Agosto

Será que o meu cão tem Leishmaniose?
É por vezes a sua experiência pessoal com animais de estimação com Leishmaniose canina que leva os alunos a optarem por este estágio do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa. Carla Maia, veterinária de formação, é a investigadora responsável por receber os alunos do 11.º e 12.º anos que durante uma semana serão seus colegas de bancada de laboratório.
A Leishmaniose canina é uma das doenças endémicas mais frequentes e embora na maioria dos casos o animal alcance uma cura clínica, a cura parasitológica é mais rara e a patologia pode reincidir. Durante o estágio os estudantes executam diferentes técnicas laboratoriais a partir de amostras biológicas, tais como sangue, gânglio linfático e medula óssea. Vão à procura dos anticorpos produzidos pelos animais, em resposta ao parasita, e do próprio parasita, de maneira a poderem fazer o diagnóstico laboratorial da doença.
O grupo em estágio esta semana é formado por cinco raparigas e um rapaz oriundos de Leiria, Lisboa e Setúbal, que em comum têm o interesse pela área da Biologia.
Datas: 10 a 14 de Agosto

Como se diagnosticam doenças genéticas?
Fenilcetonúria. O nome é difícil de pronunciar: trata-se de uma doença genética diagnosticada à nascença através do teste do pezinho. Representa o erro do metabolismo dos aminoácidos mais comum na população caucasiana e é uma das doenças raras investigadas no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, no Porto. O biólogo Hugo Rocha lidera a equipa multidisciplinar que recebe os alunos dos estágios da Ciência Viva no Laboratório, formada por uma dúzia de bioquímicos, farmacêuticos, biólogos e técnicos de diagnóstico e terapêutica.
As duas Anas (Carolina e Margarida) já estão instaladas no Porto. São ambas estudantes do 11.º ano e vieram de Tondela e de Vila Nova de Gaia para tomar contacto com a realidade do rastreio neonatal, diagnóstico e investigação de doenças genéticas raras.
Durante uma semana irão executar diferentes técnicas a partir de material biológico, como culturas celulares, técnicas bioquímicas e de biologia molecular aplicadas ao diagnóstico de doenças genéticas, mais concretamente de doenças metabólicas. A genética molecular (extração de DNA) é sem dúvida a área que mais cativa os alunos. Um entusiasmado que é partilhado por quem já leva muitos anos de trabalho de bancada. “A vontade que eles têm de aprender é um estímulo para quem os recebe”.
Datas: 10 a 14 de Agosto

Lista completa de estágios em www.cienciaviva.pt

SOBRE O PROGRAMA CIÊNCIA VIVA NO LABORATÓRIO
Criado em 1997 pela Ciência Viva, a Ciência Viva no Laboratório – Ocupação Científica de Jovens nas Férias já proporcionou a mais de dez mil estudantes do ensino secundário o contacto directo com o trabalho de investigação em laboratórios e instituições científicas em todo o País.

A edição deste ano conta com 350 estágios em 80 instituições científicas, abrangendo um total de 1075 estudantes inscritos.