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28-08-2000
GEOLOGIA NO VERÃO 2000
Aljustrel

Ciência Viva apresenta Geologia no Verão 2000

As pirites alentejanas de Aljustrel: uma história de exploração milenar

Descida à mina, dia 31 de Agosto, 11h30 Com a presença do Ministro da Ciência e da Tecnologia

Nas montanhas, nos vales, nas minas, está a história da Terra. Cada pedra, cada fóssil, é um livro aberto à curiosidade. Para o desvendar, o Ministério da Ciência e da Tecnologia, em colaboração com os geólogos portugueses, criou o programa GEOLOGIA NO VERÃO, inscrito nas actividades da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica - Ciência Viva. Lançado há dois anos, este programa de divulgação científica temático, conta nesta sua terceira edição, com o envolvimento de 25 instituições que desenvolvem, em todo o país, durante os meses de Agosto e Setembro, 268 acções de divulgação junto da população.

Estas acções incluem visitas a locais de interesse geológico, como é o caso de minas, pedreiras e locais urbanos, visitas guiadas a museus e sessões de apresentação de eventos geológicos recentes, estudados por cientistas portugueses. Algumas das acções têm natureza multidisciplinar (por exemplo, juntam saberes da biologia e da paleobiologia com os da geologia, ou da arqueologia e da técnica mineira).

Coordenado pela Agência Ciência Viva, o programa GEOLOGIA NO VERÃO disponibiliza um serviço de informações ao público que vai da divulgação local (cartazes, folhetos, etc) até à Internet
(http://www.cienciaviva.mct.pt/geo2000/) e à informação telefónica gratuita (pelo número verde 800203937).

Recursos hidrominerais no Minho, pedras graníticas em monumentos de Braga, santuários rupestres em Panóias, problemas ambientais nas Minas de Vale das Gatas, visita ao Parque Paleozóico de Valongo, Jurássico do Cabo Mondego, os barreiros de Aveiro, geologia na Baixa Pombalina, visita a pedreiras em Pero Pinheiro, patologias na pedra da Sé de Lisboa, a geologia e a construção da barragem do Alqueva, a estrutura geológica e sedimentar em Vila Nova de Milfontes, as rochas ornamentais da região de Estremoz, visita às minas de Neves Corvo, a extracção do ouro no período romano em Vila de Rei, uma excursão geológico-mineira entre a Mina de S. Domingos e o Pomarão, o modelado das formas da Serra da Estrela, o vulcanismo na Ilha da Madeira, a evolução geológica e paleontológica da ilha do Porto Santo, a geologia na rota do Vinho do Porto, o vulcão do Fogo em S. Miguel, o vulcanismo e termalismo das Sete Cidades, as grutas e nascentes de Porto de Mós são apenas alguns dos temas do GEOLOGIA NO VERÃO 2000.

Consultar programa completo em
http://www.cienciaviva.mct.pt/geo2000/

O Programa Ciência Viva

O Ciência Viva constituiu-se como um programa aberto, promotor de alianças e estimulador de autonomia na acção, definindo três instrumentos fundamentais de acção:

1. um programa de apoio ao ensino experimental das ciências e à promoção da educação científica na escola.

O Ciência Viva elegeu a escola como a sua prioridade de intervenção, orientando a sua actuação para o reforço do ensino experimental das ciências e para a mobilização da comunidade científica e das suas instituições para a melhoria da educação científica. Para tal, foram desencadeadas três grandes linhas de acção:

* a realização anual de um concurso nacional de projectos de educação científica,
* um programa de geminação de escolas com instituições científicas
* um programa de ocupação científica de jovens em laboratórios e unidades de investigação.

2. uma Rede Nacional de Centros Ciência Viva, concebidos como espaços interactivos de divulgação científica para a população.

O Centro Ciência Viva do Algarve, criado em 1997, iniciou a criação de uma rede de centros interactivos de divulgação científica e tecnológica em todo o País, de que fazem já parte o Planetário do Centro de Astrofísica do Porto, o Exploratório Infante D. Henrique, em Coimbra, e o Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva, no Parque das Nações, em Lisboa.

3. campanhas nacionais de divulgação científica, estimulando o associativismo científico e proporcionando à população oportunidades de observação de índole científica e de contacto directo e pessoal com especialistas em diferentes áreas do saber. Entre estas campanhas destacam-se:

a Semana da Ciência e da Tecnologia, realizada anualmente em Novembro, a Astronomia no Verão e Geologia no Verão, durante o período de Junho a Setembro.

Para mais informações:
http://www.cienciaviva.mct.pt/cienciaviva/programa/




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ANEXO

Lançamento do Geologia no Verão 2000

Descer 400 metros para divulgar a Geologia Para assinalar a edição deste ano do programa GEOLOGIA NO VERÃO, o Ministério da Ciência e da Tecnologia promove uma descida às Minas de Aljustrel, dia 31 de Agosto, com a presença do ministro José Mariano Gago.

A descida à Mina do Moinho, no couto mineiro de Aljustrel, tem lugar às 11,30 horas, atingindo-se uma profundidade de cerca de 400 metros, em três etapas (patamares).

Como tudo começou
Há cerca de 350 milhões de anos actividade vulcânica submarina, que ocorreu no que é hoje o Alentejo metalogenético, deu origem a importantes jazigos de sulfuretos maciços, devido à libertação de enxofre, que depois se viria a combinar com ferro. São notáveis, quer pelas suas dimensões, quer pelos metais neles existentes. Estes jazigos vulcanogénicos, constituídos por massas de sulfuretos polimetálicos em que predomina a pirite.

As mineralizações depositaram-se em bacias submarinas a partir de soluções hidrotermais ricas em iões metálicos, e ocupam normalmente os flancos de cones vulcânicos. Em função da sua distância às respectivas crateras, conhecem-se 3 tipos de jazigos: proximais ou enraizados, transicionais e distais ou deslocados.

Os principais centros mineiros que foram objecto de intensa exploração no passado encontram-se em Aljustrel, Minas de S. Domingos, Lousal e Caveira. A única mina de sulfuretos maciços polimetálicos em actividade na Faixa Piritosa Alentejana é Neves-Corvo, que constitui o centro mineiro mais importante da Europa Ocidental, no que se refere a metais base (cobre, zinco e chumbo) e estanho.

Minas de Aljustrel: uma história antiga As minas de Aljustrel foram conhecidas e exploradas por Iberos, Visigodos, Muçulmanos e Cristãos. Porém, de acordo com o investigador Mário Rocha, foi entre os séculos I aC e III dC que os Romanos as ocuparam.

Em 1876, foi descoberta uma necrópole luso-romana, constituída por quinhentas sepulturas, junto às quais se encontraram algumas peças únicas, como é o caso das Tábuas de Aljustrel (a 2ª encontrada em 1906), esculpidas em bronze, onde está inscrita a lei que estabelecia os direitos e deveres de cada trabalhador, e que se encontram no Museu de Arqueologia e Etnografia de Lisboa.

Depois da exploração romana, os trabalhos nestas minas só foram relevantes no reinado de D. Manuel I, tendo recomeçado a ser exploradas em meados do séc. XIX.

In brochura "As minas de Aljustrel: uma história de exploração milenar/ Acção de Museologia Mineira, Geologia no Verão", do Instituto da Ciência e da Técnica/Museu Nacional da Ciência e da Técnica

Aljustrel no GEOLOGIA NO VERÃO

A vista guiada às minas de Aljustrel é organizada pelo Instituto da Ciência e da Técnica/Museu Nacional da Ciência e da Técnica, no âmbito do GEOLOGIA NO VERÃO. Esta acção tem como objectivos:


-Conhecer a importância histórica das minas de Aljustrel;
-Conhecer os métodos de exploração das minas ao longo da sua história;
-Conhecer o seu património geomineiro;
-Compreender o enquadramento geológico desta mina;
-Compreender a necessidade de preservação da mina a fim de minimizar o impacto ambiental, dinamizando o turismo cultural;
-Compreender a importância da museologia mineira para a divulgação científica.

Geologia no Verão 2000 Número de Acções por Distrito:


Açores: 4
Aveiro: 3
Aveiro, Viseu: 1
Beja: 25
Beja, Évora: 1
Braga: 3
Viana do Castelo: 1
Bragança: 3
Bragança, Guarda: 2
Castelo Branco: 6
Coimbra: 8
Coimbra, Aveiro: 2
Coimbra, Leiria: 1
Coimbra, Viseu: 1
Évora: 3
Faro: 19
Guarda: 4
Leiria: 23
Lisboa: 71
Madeira: 4
Portalegre: 8
Porto: 15
Porto, Aveiro: 1
Santarém: 16
Setúbal: 15
Viana do castelo: 1
Vila Real: 18
Vila Real, Viseu: 1
Viseu: 3
Viseu, Vila Real: 1