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21-11-2013
Galopim de Carvalho é o vencedor do Grande Prémio Ciência Viva Montepio 2013

Lisboa, 21 Novembro, 2013

Galopim de Carvalho, o Instituto de Educação e Cidadania e a série televisiva "Isto é Matemática" são os vencedores dos Prémios Ciência Viva Montepio 2013.

O geólogo Galopim de Carvalho foi distinguido com o Grande Prémio Ciência Viva Montepio 2013,o Instituto de Educação e Cidadania, Mamarrosa, Aveiro, ganhou o Prémio Ciência Viva Montepio Educação e a série “Isto é Matemática”, da autoria da Sociedade Portuguesa de Matemática, actualmente em exibição na SIC Notícias, conquistou o Prémio Ciência Viva Montepio Media.

Os Prémios Ciência Viva Montepio são atribuídos anualmente pela Ciência Viva-Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e pelo Montepio e distinguem as personalidades e instituições que se destacaram pelo seu mérito excepcional na promoção da cultura científica em Portugal, sendo este ano atribuídos em três categorias.

A entrega dos prémios terá lugar no Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, dia 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica e Tecnológica, às 16.00.

Os premiados foram seleccionados pelo Board da Ciência Viva, que reúne as instituições de investigação científica que constituem a Associação Ciência Viva (ver em baixo).

No ano passado, o Grande Prémio Ciência Viva foi atribuído ao editor Guilherme Valente, da Gradiva, como reconhecimento pelo trabalho realizado ao longo de 30 anos com a colecção Ciência Aberta.

Para detalhes sobre os premiados ver Premiados - Memos

Mais informações:
Unidade de Comunicação e Imagem



GALOPIM DE CARVALHO: A Geologia como património nacional

António Marques Galopim de Carvalho é a personalidade do ano no mundo da ciência e da divulgação científica. Tudo começou há mais de 40 anos, com a publicação de "Brozoários do Terciário Português", mas foi a edição dos três volumes de Geologia, do conhecido Ano Propedêutico (1977-78), a que mais marcou a formação científica da geração que constitui hoje a comunidade científica em Portugal. Galopim de Carvalho tem mais de 300 títulos publicados, onde se destacam também obras literárias de ficção, desde “O Cheiro da Madeira” a “Fora de Portas”.

Mas foi a “Paleontologia dos Dinossáurios” que terá feito de Galopim de Carvalho uma das figuras mais populares no panorama da divulgação científica em Portugal. Reconhecido por muitos como o “Senhor Dinossáurio”, Galopim de Carvalho trouxe para a ribalta o reconhecimento popular de um país rico em jazidas, pegadas e vestígios abundantes de um verdadeiro “Jurassic Park” português.

É difícil definir Galopim de Carvalho, quanto mais resumir. É-o porque estamos demasiado habituados a um mundo especializado, de fronteiras precisas, e Galopim de Carvalho não se confina a fronteiras, sobretudo as que separam a arte da ciência ou a investigação da divulgação. Com um universo pessoal tão vasto quanto raro na história da divulgação de ciência em Portugal, teríamos de recuar a Rómulo de Carvalho para encontrar outro exemplo de uma fusão tão conseguida entre ciência, arte, cultura e educação. Talvez por isso mesmo, distinguir Galopim de Carvalho com este prémio, a 24 de Novembro, dia de nascimento de Rómulo de Carvalho, Dia Nacional da Cultura Científica, tem um significado muito especial para a Ciência Viva.


INSTITUTO EDUCAÇÃO E CIDADANIA: Educar para a ciência

É preciso ir ao Portugal rural, profundo, para encontrar um outro premiado - um caso exemplar de educação para a ciência e a cidadania no nosso país. A terra é Mamarrosa, uma freguesia de Oliveira do Bairro. Foi aqui que se instalou, há três anos, o Instituto de Educação e Cidadania (IEC), com uma capacidade invulgar de mobilização de instituições científicas e universidades, para o serviço das populações numa zona rural com poucas possibilidades de acesso ao tipo de actividades desenvolvidas neste instituto.

Como se pode ler no protocolo de cooperação estabelecido com a Escola Secundária de Cantanhede, um dos exemplos de colaboração com estabelecimentos de ensino, alunos e professores frequentam cursos avançados experimentais nas áreas de Biologia, Microbiologia, Neurociências, Física, Ciência Sociais e Matemática Aplicada, numa “Escola Moderna que prepara os jovens para os desafios do século XXI, com estreita ligação às Instituições do Ensino Superior (Universidades de Aveiro e de Coimbra), a Institutos e Centros de Investigação Científica (Biocant, Centro de Neurociências de Coimbra e outros)”. Esta capacidade de transferência de conhecimentos do ensino superior para escolas situadas em zonas rurais revela-se assim fundamental para a igualdade de oportunidades no acesso à educação em Portugal.

Os cursos avançados experimentais, que o IEC realiza nas suas instalações e nas próprias escolas, são os mais frequentados e são ministrados por investigadores universitários para alunos e professores do 3º Ciclo e Ensino Secundário. Os cursos são trimestrais, com a duração de dez semanas, abrangendo áreas que vão das neurociências às ciências sociais, passando pela biomedicina, biotecnologia, toxicologia, biotecnologia, física, química e matemática.

Até ao presente, o IEC atingiu um número total de frequências de 33.164, um valor particularmente significativo num município (Oliveira do Bairro), que conta com 22.000 habitantes, sendo que a localidade de Mamarrosa não ultrapassa os 1.500 habitantes, segundo os censos de 2011.

A promoção do ensino experimental das ciências, a mobilização da comunidade científica para a melhoria da educação nas escolas, a forte ligação às comunidades locais, a criação de plataformas para a intervenção dos agentes mais dinâmicos na região e o contributo para o desenvolvimento social e cultural no meio em que se insere são as razões que justificam a escolha do IEC para o Prémio Ciência Viva Montepio Educação 2013.


ISTO É MATEMÁTICA: Matemática para todos

Rogério Martins, professor de Matemática do ensino secundário, revelação do Famelab 2010, o mais popular concurso internacional de comunicação de ciência, é o carismático apresentador do “Isto é Matemática”, na Sic Notícias, e tem hoje razões para sorrir: a série foi distinguida com o Prémio Ciência Viva Montepio Media 2013.

O objectivo é o de facilitar a divulgação da Matemática com a exibição de programas de curta duração num dos principais canais de televisão em Portugal, tendo sido proposta a concepção, preparação e difusão de 7 séries de 13 programas cada. Está neste momento em difusão a quarta série,

Uma média de 24.600 espectadores por programa, num total de 40 programas já difundidos, e mais de 171.000 visualizações no Youtube revelam bem a popularidade da série junto da população portuguesa, e em especial na faixa etária dos 18 aos 34 anos.

Tornar a Matemática acessível ao grande público é obra. Mas a Sociedade Portuguesa de Matemática fez a escolha certa ao colocar a prioridade na presença da Matemática no quotidiano, nas tarefas do dia-a-dia e nas muitas contas que estas exigem. E fê-lo aliando-se a uma equipa de profissionais dos media capaz de combinar rigor científico e qualidade televisiva de forma particularmente singular.

Rigor científico, qualidade mediática, inovação, capacidade de produção e forte impacto público são os atributos que justificam a escolha da série “Isto é Matemática” para o Prémio Ciência Viva Montepio Media 2013.



Instituições Associadas da Ciência Viva

Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT)
Centro de Neurociências de Coimbra (CNC)
Centro de Estudos Sociais (CES)
Instituto de Telecomunicações (IT)
Instituto de Ciências Sociais (ICS)
Instituto Biologia Molecular e Celular (IBMC)
Instituto de Patologia e Imunologia da Universidade do Porto (IPATIMUP)
Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB)
Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP)
Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto (INESC-Porto)